segunda-feira, outubro 06, 2008

Mamíferos e anfíbios estão a atravessar “crise de extinção”

Artigo na edição on-line do jornal "Público"




De acordo com a edição de 2008 da Lista Vermelha das espécies ameaçadas, divulgada hoje, há 1141 mamíferos em risco de extinção – cerca de 21 por cento das 5487 espécies conhecidas.

Pela primeira vez, a Lista Vermelha avaliou todas as espécies descritas de mamíferos. Mas, entre elas, há 836 para as quais não há dados suficientes para se saber se estão ou não ameaçadas. O número de mamíferos em perigo pode chegar aos 36 por cento do total.

Há 188 mamíferos “criticamente em perigo” de desaparecer, entre eles o lince ibérico (Lynx pardinus), que é utilizado pela UICN este ano como exemplo da actual crise da biodiversidade. Só em Espanha é que o lince ibérico tem sido avistado na natureza. Segundo um comunicado da UICN, a espécie “tem uma população de 84 a 143 adultos e que continua em declínio”.


Também os anfíbios atravessam uma séria crise de sobrevivência, segundo a UICN. Praticamente um em cada três espécies que existem no mundo corre o risco de se extinguir.

Mamíferos, anfíbios e aves são os únicos grupos de seres vivos cujas espécies identificadas estão avaliadas quase que integralmente na Lista Vermelha. O mesmo não ocorre com répteis, peixes, invertebrados e plantas.

No total, dos cerca de 1,6 milhões de espécies até agora descritas no mundo, apenas 2,7 por cento foram avaliadas pela Lista Vermelha. Destas, 38 por cento estão em risco de extinção.

Do resto pouco se sabe, sendo impossível fazer-se uma avaliação completa, por exemplo, das quase 300 mil plantas ou dos 1,2 milhões de invertebrados que se conhecem. Por isso, a UICN está a lançar um índice que funciona como uma espécie de Dow Jones – o indicador da tendência das bolsas norte-americanas – para a biodiversidade. O índice SRLI (Sampled Red List Index) avalia a tendência de extinção dentro de um grupo a partir de uma amostra aleatória de suas espécies.

Na Lista Vermelha de 2008, Portugal aparece com 159 espécies em risco de extinção. A maior fatia refere-se a 67 espécies de caracóis da Madeira e Açores. A seguir, vêm 38 espécies de peixes. Há onze mamíferos em risco, dentre eles o lince.

Nobel da Medicina

Artigo da edição on-line do jornal de Público

O Prémio Nobel da Medicina foi hoje atribuído ao alemão Harald zur Hausen e aos franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier.

Harald zur Hausen foi distinguido pela "sua descoberta do papiloma vírus causador do cancro do colo do útero" (VPH), o segundo tipo de cancro que mais atinge as mulheres.

“Harald zur Hausen lutou contra o dogma e postulou que o HPV pode causar o cancro do colo do útero, o segundo mais comum entre as mulheres. Ele percebeu que o DNA do HPV pode existir num estado não-produtivo e que pode ser detectado por buscas específicas ao DNA viral. Ele descobriu que o HPV é uma família heterogénea de vírus. Apenas alguns tipos de HPV causam o cancro. A sua descoberta levou à caracterização da história natural da infecção pelo HPV, a uma compreensão dos mecanismos de formação do carcinoma induzido pelo HPV e ao desenvolvimento de vacinas profiláticas contra a infecção pelo HPV”, indica o Comité Nobel.

Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier foram distinguidos pela descoberta do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). "A produção do vírus foi identificada em linfócitos de doentes com nódulos linfáticos dilatados, em estágios iniciais de imunodeficiência adquirida, e em sangue de doentes em fase terminal. Os cientistas caracterizaram este retrovírus como o primeiro lentivírus humano, com base nas suas propriedades morfológicas, bioquímicas e imunológicas. O VIH destruía o sistema imunitário por causa de uma duplicação maciça do vírus e da destruição de células linfáticas. Esta descoberta foi um pré-requisito da actual compreensão da biologia da doença e do respectivo tratamento retroviral”, indicou o comité Nobel.

terça-feira, setembro 30, 2008

Descobertas rochas mais antigas da Terra no Canadá

Ao ler o blogue Geopedrados, descubro esta notícia muito interessante. Pena que haja quem ainda acredite que fazer ciência é um passatempo para as horas mortas...

Artigo publicado na edição on-line do Jornal Público


Imagem Geopedrados


O movimento das placas tectónicas da Terra produziu ao longo do tempo maravilhas como o cume do Evereste e dispôs os continentes na forma como os conhecemos. Pelo meio esqueceu-se da Baía de Hudson, no Canadá. Agora, cientistas do Canadá e dos Estados Unidos descobriram que na costa oriental da baía podem estar as rochas mais antigas que se conhece da crosta terrestre, produzidas há 4,28 mil milhões de anos.

"Existem datas mais antigas para minerais isolados provenientes do Oeste da Austrália, mas estas são as rochas mais antigas que se conhece até agora”, disse num comunicado Richard Carlson, investigador do Departamento de Magnetismo Terrestre, do Instituto de Carnegie em Washington.

A descoberta foi publicada hoje na revista Science. Os investigadores estudaram amostras de uma cintura de rochas metamórficas chamadas Nuvvuagittuq. Ao medirem a composição dos isótopos de neodímio e de samário, elementos químicos raros que existem nestas rochas, conseguiram datar as amostras entre os 3,8 e 4,28 mil milhões de anos.

Até agora, eram conhecidas rochas com 4,03 mil milhões de anos, no afloramento rochoso de Acasta Gneiss nos Territórios de Noroeste do Canadá. A nova descoberta puxa para trás 250 milhões de anos, a data da crosta mais antiga que se manteve estável.

A Terra tem 4,6 mil milhões de anos e é muito raro encontrar-se restos da crosta original, a maior parte da qual foi esmagada e reciclada no interior do planeta várias vezes. Ao longo do tempo, as placas continentais e oceânicas afastaram-se, embateram, foram sendo produzidas através da actividade vulcânica e desapareceram. Ao mesmo tempo produziram oceanos, montanhas, mares, esculpindo a forma do planeta.

A importância desta descoberta vai para além da idade das rochas. A composição química mostra uma semelhança com rochas vulcânicas que estão num contexto geológico em que há placas a chocarem entre si. “Isto dá-nos um olhar sem precedentes dos processos em que a crosta primitiva se formou”, explicou Carlson.

Descoberto dinossauro com sistema respiratório parecido com o das aves

Artigo publicado na edição on-line do jornal Público



Ossos-de-ar-do-rio-Colorado não parece um nome muito ameaçador para uma nova espécie de dinossauro predador. Mas o nome, a tradução do latim Aerosteon riocoloradensis, funciona perfeitamente para o mais recente elo entre os “lagartos terríveis” do Mesozóico e as aves.

As ossadas do novo dinossauro foram encontradas no rio Colorado na província de Mendoza, na Argentina. “Este dinossauro fornece como mais nenhum as evidências directas dos pulmões que estão na origem da respiração das aves”, explica Ricardo Martinez da Universidade do Nacional de San Juan, na Argentina e co-autor do estudo publicado na revista científica "Public Library of Science One” (PLoS One).

Os fósseis do dinossauro foram estudados durante anos e revelaram a existência de sacos aéreos dentro da cavidade corporal do Aeroston. Os ossos têm bolsas e uma textura de esponja que provam que eram invadidos pelos sacos, o que permitia que o ar percorresse o interior das estruturas ósseas como acontece nas aves, que têm os chamados ossos pneumáticos.

Os cientistas acham que estes dinossauros tinham um sistema respiratório parecido com os das aves, em que os sacos aéreos bombeavam o ar para os pulmões. No resto dos vertebrados, os pulmões expandem-se e contraem-se para manter o fluxo de ar.

Segundo as datações, o Aerosteon viveu durante o período Cretácico, há 85 milhões de anos, 20 milhões de anos antes de os dinossauros desaparecerem. Apesar de ser um carnívoro bípede, os investigadores explicam que esta espécie é de uma linhagem diferente dos carnívoros que viveram na mesma altura. “O Aerosteon (...) representa uma linhagem que sobreviveu isoladamente na América do Sul. O seu primo mais próximo na América do Norte, é o Alossauro, que se extinguiu milhões de anos antes e foi substituído pelo Tiranossauro”, diz Paul Sereno o primeiro autor do artigo, que é da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

A espécie media 10 metros de comprimento, pesava o mesmo que um elefante grande e, segundo os cientistas, tinha penas. O sistema respiratório e os ossos ocos por onde corre o ar aumentam a eficiência respiratória e tornam as aves mais leves ajudando no voo, mas qual é a necessidade deste sistema no Aerosteon?

Paul Sereno aponta que os sacos aéreos do dinossauro estão em locais pouco comuns. “Eles vêm desde a parte superior do corpo até às costelas da barriga. Parece que o animal tinha um sistema de tubos de ar por baixo da pele”, disse. A equipa tem três explicações para isto, o sistema tornava os pulmões mais eficientes, poderia reduzir o peso da massa do corpo do bípede ou o sistema de ossos ocos ajudava a libertar o excesso de calor do corpo.

Actualmente, a maioria dos paleontólogos acredita que as aves evoluíram a partir de dinossauros carnívoros pequenos com penas - as primeiras aves que se conhece são muito parecidas com estes dinossauros.

sábado, setembro 20, 2008

Pesquisa de Ciências Naturais

O trabalho proposto na aula de Ciências Naturais consiste em completar o PowerPoint. Para tal basta pesquisar nos livros recomendados e que se encontram na Biblioteca da Escola ou consultar enciclopédias multimédia. O recurso à Internet poderá resultar em muito tempo perdido e pouco conteúdo.
Não se esqueçam que a data limite de entrega do ficheiro é 23 de Outubro de 2008.
Para descarregar o ficheiro:
1) clicar na imagem com o botão esquerdo do rato e abrirá automaticamente o ficheiro;
ou
2) Clicar com o botão direito do rato na imagem; seleccionar "guardar destino como" e guardar o ficheiro no computador.


Bom Trabalho!

terça-feira, agosto 26, 2008

Contributo para o conhecimento da História Mundial

Li no site do Público uma notícia extremamente interessante para os apreciadores de História Antiga. Como também me interesso por esta disciplina, aqui deixo-vos o endereço para a consultar:

segunda-feira, agosto 04, 2008

Mestrado em Ciências da Terra


Estão abertas as inscrições para o mestrado em Ciências da Terra (formação ao longo da vida), integrado no processo de Bolonha (2º Ciclo).Muito interessante!

terça-feira, julho 29, 2008

O que fazer com os óleos alimentares?

Pela primeira vez, vai passar a existir em Portugal, uma resposta de âmbito nacional para o destino dos óleos alimentares usados. A partir de dia 15 de Julho, a AMI lança ao público este projecto que conta já com a participação de milhares de restaurantes, hotéis, cantinas, escolas, Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais.

A AMI dá com este projecto continuidade à sua aposta no sector do ambiente, como forma de actuar preventivamente sobre a degradação ambiental e sobre as alterações climáticas, responsáveis pelo aumento das catástrofes humanitárias e pela morte de 13 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Organização Mundial de Saúde.

Os cidadãos que queiram entregar os óleos alimentares usados, poderão fazê-lo a partir de agora. Para tal, poderão fazer a entrega numa garrafa fechada, dirigindo-se a um dos restaurantes aderentes, que se encontram identificados e cuja listagem poderá ser consultada no site www.ami.org.pt.

Os estabelecimentos que pretendam aderir, recebendo recipientes próprios para a deposição dos óleos alimentares usados, deverão telefonar gratuitamente para o número 800 299 300.

Este novo projecto ambiental da AMI permitirá evitar a contaminação das águas residuais, que acontece quando o resíduo é despejado na rede pública de esgotos, e a deposição do óleo em aterro. Os óleos alimentares usados poderão assim ser transformados em biodiesel, fornecendo uma alternativa ecológica aos combustíveis fósseis, e contribuindo desta forma para reduzir as emissões de Gases de Efeito de Estufa (GEE). Ao contrário do que por vezes acontece com o biodiesel de produção agrícola, esta forma de produção não implica a desflorestação nem a afectação de terrenos, nem concorre com o mercado da alimentação.

São produzidos todos os anos em Portugal, 120 milhões de litros de óleos alimentares usados, quantidade suficiente para fabricar 170 milhões de litros de biodiesel. Este valor corresponde ao gasóleo produzido com 60 milhões de litros de petróleo, ou seja, o equivalente a cerca de 0,5% do total das importações anuais portuguesas deste combustível fóssil. A AMI dá assim a sua contribuição para favorecer a independência energética do país, conseguindo atingir este objectivo de forma sustentável e com uma visão de longo prazo, não comprometendo outros recursos igualmente fundamentais para o desenvolvimento da sociedade e para o bem-estar da população.

Segundo a União Europeia, o futuro do sector energético deverá passar pela redução de 20% das emissões de GEE até 2020, assim como por uma meta de 20% para a utilização de energias renováveis. Refere ainda uma aposta clara na utilização dos biocombustíveis, que deverão representar no mínimo 10% dos combustíveis utilizados.

A UE determina ainda que os Estados-Membros deverão assegurar a incorporação de 5,75% de biocombustíveis em toda a gasolina e gasóleo utilizados nos transportes até final de 2010 e o Governo anunciou, em Janeiro de 2007, uma meta de 10% de incorporação de biocombustíveis na gasolina e gasóleo, para 2010.

As receitas angariadas pela AMI com a valorização dos óleos alimentares usados serão aplicadas no financiamento das Equipas de Rua que fazem acompanhamento social e psicológico aos sem-abrigo, visando a melhoria da sua qualidade de vida.



Fundação AMI
Rua José do Patrocínio, 49 | 1949-008 Lisboa | Tel. 218 362 100 | Fax 218 362 199
E-Mail: reciclagem@ami.org.pt | Internet: www.ami.org.pt

terça-feira, julho 15, 2008

sexta-feira, junho 27, 2008

Museu da Ciência

O Museu da Ciência tem já disponível para consulta on-line suas colecções.
Para as observar basta clicar em Museu da Ciência ou nas colecções online.
Boas aventuras!!

segunda-feira, junho 09, 2008

Dinossauros!!!

Para quem gosta de dinossauros, no Flickr, existem diversas fotografias de esqueletos de dinossauros pertencentes à colecção do National Museum of Natural History, (Smithsonian Institution). No mesmo espaço também podemos observar a colecção de gemas.

Informação recebida através do blogue da Geopor.

sexta-feira, junho 06, 2008

Environmentalists For Nuclear Energy


"I spent my childhood in the English countryside over 70 years ago where we lived a simple life without telephones or electricity. Horses were still a normal source of power and we hardly imagined radio and television. One thing I remember well was how superstitious we all were and how tangible was the concept of evil. Men and women who in other ways were intelligent, fearfully avoided places said to be haunted, and they would suffer inconvenience rather than travel on Fridays that were the 13th day of the month. Their irrational fears fed on ignorance and were quite common. I cannot help thinking that they persist, but now these fears are about the products of science. This is particularly true of nuclear power plants that seem to stir the dread that in the past was felt about a moonlit graveyard thought to be infested with werewolves and vampires.
The fear of nuclear energy is understandable through its association in the mind with the horrors of nuclear warfare, but it is unjustified; nuclear power plants are not bombs. What at first was a proper concern for safety has become a near pathological anxiety and much of the blame for this goes to the news media, the television and film industries, and fiction writers. All these have used the fear of things nuclear as a reliable prop to sell their wares. They, and the political disinformers who sought to discredit the nuclear industry as potential enemies, have been so successful at frightening the public that it is now impossible in many nations to propose a new nuclear power plant.
No source of power is entirely safe, even windmills are not free of fatal accidents, and Bruno Comby's fine book gives a true and balanced account of the great benefits and small risks of nuclear power. I wholeheartedly agree with him and I want to put it to you that the dangers of continuing to burn fossil fuels (oil, gas, coal) as our main energy source are far greater and they threaten not just individuals but civilization itself. Much of the first world behaves like an addicted smoker: we are so used to burning fossil fuels for our needs that we ignore their insidious long-term dangers.
Polluting the atmosphere with carbon dioxide and other greenhouse gases has no immediate consequences, but continued pollution leads to climate changes whose effects are only apparent when it is almost too late for a cure. Carbon dioxide poisons the environment just as salt can poison us. No harm comes from a modest intake, but a daily diet with too much salt can cause a lethal quantity to accumulate in the body.
We need to distinguish between things that are directly harmful to people, and things that harm indirectly by damaging our habitat the Earth.
Bubonic plague in the Middle Ages was directly harmful, caused immense personal agony and killed thirty percent of Europeans, but it was a small threat to civilization and of no consequence for the Earth itself. The burning of carbon fuels and the conversion of natural ecosystems to farmland cause no immediate harm to people but slowly impair the Earth's capacity to self-regulate and sustain, as it has always done, a planet fit for life. Although nothing we do will destroy life on Earth, we could change the environment to a point where civilization is threatened.
Sometime in this or the next century we may see this happen because of climate change and a rise in the level of the sea. If we go on burning fossil fuel at the present rate, or at an increasing rate, it is probable that all of the cities of the world now at sea level will be flooded. Try to imagine the social consequences of hundreds of millions of homeless refugees seeking dry land on which to live. In the turmoil, they may look back and wonder how humans could have been so foolish as to bring so much misery upon themselves by the thoughtless burning of carbon fuels. They may then reflect regretfully that they could have avoided their miseries by the safe benefice of nuclear energy.
Nuclear power, although potentially harmful to people, is a negligible danger to the planet. Natural ecosystems can stand levels of continuous radiation that would be intolerable in a city. The land around the failed Chernobyl power station was evacuated because its high radiation intensity made it unsafe for people, but this radioactive land is now rich in wildlife, much more so than neighboring populated areas. We call the ash from nuclear power nuclear waste and worry about its safe disposal. I wonder if instead we should use it an an incorruptible guardian of the beautiful places of the Earth. Who would dare cut down a forest in which was the storage place of nuclear ash?
Such is the extent of nuclear anxiety that even scientists seem to forget our planet's radioactive history. It seems almost certain that a supernova event occurred close in time and space to the origin of our solar system.
A supernova is the explosion of a large star. Astrophysicists speculate that this fate may overtake stars more than three times as large as the Sun. As a star burns - by fusion - its store of hydrogen and helium, the ashes of the fire accumulate at the centre, in the form of heavier elements like silicon and iron. If this core of dead elements, which are no longer able to generate heat and pressure, should much exceed the mass of our own sun then the inexorable force of its own weight will cause its collapse in a matter of seconds to a body no larger than 18 miles (30 kilometers) in diameter but still as heavy as a star. We have here, in the death throes of a large star, all the ingredients for a vast nuclear explosion. A supernovae, at its peak, produces stupendous amounts of heat, light and hard radiations, about as much as the total produced by all the other stars in the same galaxy.
Explosions are never one hundred percent efficient. When a star ends as a supernova, the nuclear explosive material, which includes uranium and plutonium, together with large amounts of iron and other burnt-out elements, scatters in space, as does the dust cloud of a hydrogen bomb test.
Perhaps the strangest thing about the Earth is that it formed from lumps of fall-out from a star-sized nuclear bomb. This is why even today there is still enough uranium left in the Earth's crust to reconstitute on a minute scale the original event.
There is no other credible explanation of the great quantity of unstable elements still present. The most primitive and old-fashioned Geiger counter will indicate that we stand on the fall-out of a vast ancient nuclear explosion. Within our bodies, half a million atoms, rendered unstable in that event, still erupt every minute, releasing a tiny fraction of the energy stored from that fierce fire of long ago.
Life began nearly four billion years ago under conditions of radioactivity far more intense than those that trouble the minds of certain present-day environmentalists. Moreover, there was neither oxygen nor ozone in the air so that the fierce unfiltered ultra-violet radiation of the sun irradiated the surface of the Earth. We need to keep in mind the thought that these fierce energies flooded the very womb of life.
I hope that it is not too late for the world to emulate France and make nuclear power our principal source of energy. There is at present no other safe, practical and economic substitute for the dangerous practice of burning carbon fuels."


James LOVELOCK.

Datado de 26 de Setembro de 2006

quarta-feira, junho 04, 2008

Realidade virtual: museu de dinossauros

Informação recebida através da lista da Geopor
A não perder

segunda-feira, junho 02, 2008

Fotos de Marte pelos olhos de Phoenix

Ver fotografias de Marte tiradas pela Phoenix Mars Lander em NASA

segunda-feira, maio 26, 2008

Indignação

Olá a todos!
Recebi um comentário no meu blogue que recusei publicar! Existem pessoas que gostam mesmo de criticar os outros! Nem se recordam que erros todos os cometem!!!!
Esse comentador, que nem a coragem tem de indicar o nome, chamou a atenção para um gralha (sim, foi gralha!) no título de uma mensagem anterior!
Sou bióloga com muito orgulho! Fiz a área que mais me agradava!
E ainda digo mais! Não sou perita em Geologia, mas gosto imenso desta área e, como tal, tenho procurado melhorar os meus conhecimentos !
Lamento que haja pessoas que gostam de criticar negativamente os outros!

Aqui vai o comentário "Há gralha no título... Isto de uma bióloga transformar o grés em outras coisas tem de parar! "

Obrigada!

sexta-feira, maio 23, 2008

Mestrado em Ciências da Terra

Estão abertas as inscrições para o mestrado em Ciências da Terra (formação ao longo da vida), integrado no processo de Bolonha (2º Ciclo).
Muito interessante!

A timeline of climate change science

LONDON, England (CNN) -- Climatology was once a small and often overlooked branch of science. But important discoveries made as early as the 19th century have contributed to what is the most important field of scientific study in the world today. Listed below are some key dates in climate change history.

art.climate.bangkok.gi.jpg

April 2008: Negotiators from 180 countries are attempting to draft a plan against global warming. According to a UN official these climate change talks could lead to the most complicated treaty in history.

1824

French physicist Joseph Fourier is first to describe a "greenhouse effect" in a paper delivered to Paris's Académie Royale des Sciences.

1861

Irish physicist John Tyndall carries out research on radiant heat and the absorption of radiation by gases and vapors including CO2 and H2O. He shows that carbon dioxide can absorb in the infrared spectrum, and it can cause a change in temperature. Tyndall famously declares: "The solar heat possesses. . . the power of crossing an atmosphere. But when the heat is absorbed by the planet, it is so changed in quality that the rays emanating from the planet cannot get with the same freedom back into space. Thus the atmosphere admits of the entrance of the solar heat, but checks its exit. The result is a tendency to accumulate heat at the surface of the planet."

1896

Swedish chemist Svante Arrhenius first proposes the idea of a man-made greenhouse effect. He hypothesizes that the increase in the burning of coal since the beginning of industrialization could lead to an increase in atmospheric CO2 and heat up the earth. Arrhenius was trying to find out why the earth experienced ice ages. He thought the prospect of future generations living "under a milder sky" would be a desirable state of affairs.

1938

British engineer Guy Stewart Callendar compiles temperature statistics in a variety of regions and finds that over the previous century the mean temperature had risen markedly. He also discovers that CO2 levels had risen 10 percent during the same period. He concludes that CO2 was the most likely reason for the rise in temperature.

1955

John Hopkins University researcher Gilbert Plass proves that increased levels of carbon dioxide could raise atmospheric temperature. By 1959 Plass is boldly predicting that the earth's temperature would rise more than 3 degrees Fahrenheit by the end of the century.

In the same year chemist Hans Suess detects the fossil carbon produced by burning fuels, although he and Roger Revelle - director of the Scripps Institute of Oceanography - declare that the oceans must be absorbing the majority of atmospheric carbon dioxide, they decide to conduct further research.

1958

Revelle and Suess employ geochemist Charles Keeling to continuously monitor CO2 levels in the atmosphere. After only two years of measurements in Antarctica an increase is visible. The graph becomes widely known as the Keeling Curve and becomes an icon of global warming debate and continues to chart the year on year rise in CO2 concentrations to this day.

1970

The first "Earth Day" takes place on April 22nd across America. Twenty million people participate in the event organized by Democratic Senator Gaylord Nelson. It follows and precedes a series of U.S. Department for Energy reports highlighting concern about global warming

1979

The first World Climate Conference is held in Geneva attended by a range of scientists and leads to the establishment of the World Climate Program.

1985

Scientists at the World Climate Program conference at Villach in Austria confidently predict that increased CO2 concentrations will lead to a significant rise in the mean surface temperatures of the earth. A hole in the ozone layer is discovered over Antarctica.

1987

Officially the hottest year on record to date. Three years later the 1980s is confirmed as the hottest decade since records began.

1988

The Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) is set up by the World Meteorological Organization (WMO) and by the United Nations Environment Program (UNEP). The IPCC will provide reports based on scientific evidence which reflect existing viewpoints within the scientific community.

Parts of the Mississippi river are reduced to a trickle and Yellowstone National Park becomes a tinderbox. In June, Dr James Hansen of the NASA Goddard Institute for Space Studies delivers his famous testimony to the U.S. Senate. Based on computer models and temperature measurements he is 99 percent sure that the [human caused] greenhouse effect has been detected and it is already changing the climate.

1990

The IPCC delivers its first assessment on the state of climate change, predicting an increase of 0.3 °C each decade in the 21st century -- greater than any rise seen over the previous 10,000 years.

1992

The United Nations Conference on Environment and Development -- better known as the Earth Summit -- takes place in Rio de Janeiro attended by 172 countries. It is the first unified effort to get to grips with global warming and leads to negotiations which result in the Kyoto Protocol.

1995

The hottest year on record. Four years later the 1990s are confirmed as the hottest decade in 1000 years.

The IPCC report for that year states that "the balance of evidence suggests a discernible human influence on global climate."

1997

The Kyoto Protocol: Industrialized countries agree to cut their emissions of six key greenhouse gases by an average of 5.2 percent. Under the terms of the agreement each country -- except developing countries -- commits to a reduction by 2008 -- 2012 compared to 1990 levels. Notably, the U.S. Congress vote 95 to 0 against any treaty which doesn't commit developing countries to "meaningful" cuts in emissions.

2001

Newly elected U.S. President George W. Bush renounces the Kyoto Protocol stating that it will damage the U.S. economy. The third IPCC report declares that the evidence of global warming over the previous 50 years being fueled by human activities is stronger than ever.

2003

Europe experiences one the hottest summers on record causing widespread drought claiming the lives of over 30,000 people.

2005

Following ratification by Russia -- the 19th country to do so -- in November 2004, the Kyoto Protocol becomes a legally binding treaty. America and Australia continue their refusal to sign up claiming reducing emissions would damage their economies.

2007

175 countries in total have ratified the Kyoto Treaty. Under new Prime Minister Kevin Rudd, Australia ratifies the treaty. The IPCC report for a fourth time states that "warming of the climate is unequivocal" and that the levels of temperature and sea rise in the 21st century will depend on the extent or limit of emissions in the coming years.

Former vice-president Al Gore and the IPCC jointly win the Nobel Peace Prize for services to environmentalism.

2008

160 square miles of the Wilkins Shelf breaks away from the Antarctic coast. Scientists are concerned that climate change may be happening faster than previously thought.

Following the Bali talks/roadmap, negotiators from 180 countries launch formal negotiations towards a new treaty to mitigate climate change at the Bangkok Climate Change Talks.

Por Matthew Knight
em: http://www.cnn.com/2008/TECH/science/03/31/Intro.timeline/index.html (consultado em 23 de Maio de 2008).

Parabéns Museu da Ciência!!!

Recebi a seguinte mensagem do Museu da Ciencia da Universidade de Coimbra

"O Museu da Ciência da Universidade de Coimbra foi o vencedor do Prémio
Micheletti 2008, que distingue o melhor e mais inovador museu em
ciência, técnica e indústria.
A sua atribuição constitui para nós uma grande honra e satisfação e uma
enorme responsabilidade.

A atribuição do Prémio Micheletti ao Museu da Ciência significa o
reconhecimento do trabalho realizado na Universidade de Coimbra para
criar um museu de ciência moderno, inovador, mas baseado nas suas
notáveis colecções e património edificado, representativo do importante
desenvolvimento científico dos últimos três séculos.

Este é, pois, um momento de satisfação e de responsabilidade para o
trabalho futuro.


O Director
Paulo Gama Mota"


quarta-feira, maio 21, 2008

segunda-feira, maio 12, 2008

Comemorar o Planeta Terra



Estas são algumas fotogradias de recordação da actividade "Comemorar o Plenta Terra", que decorreu a 1o de Maio no Departamento de Ciências da Terra da universidade de Coimbra.