sexta-feira, abril 27, 2007

FCTUC estuda eventual construção de 14 barragens na Região Centro

Opinião: Não sou contra as barragens, são importantes para todas os cidadãos, mas catorze (14)! E serão mini-hídricas ou grandes barragens? A construção de grandes barragens implica enormes movimentações de terra, corte de florestas, movimentação de pessoas e bens, para nem falar nos ecossistemas!
Por exemplo, a escada para peixes na ponte-açude de Coimbra ainda nem está construída apesar de projectada há muito tempo (anos e anos!)! Quem sofre? As espécies migratórias!
Também não me parece que impedimos a destruição da nossa floresta, muito pelo contrário! temos de nos consciencializar que a nossa floresta não são nem pinhais nem eucaliptais!!!
É claro que temos de reduzir a dependência em relação aos combustíveis fósseis, mas não sei se este é o melhor caminho!
Espero que os especialistas pensem bem e consultem as populações antes de avançarem com mais alterações ambientais! As populações devem ter uma palavra a dizer, após conhecerem os prós e contras da construção destas hidroeléctricas!
Se vierem por bem, que venham!


Artigo do site Ciência hoje

Energia produzida poderá evitar importação de mais de 300 milhões de metros cúbicos de gás natural por ano

Investimento é oportunidade para a Região se afirmar
Investimento é oportunidade para a Região se afirmar












Uma equipa pluridisciplinar, dirigida por Aníbal Traça de Almeida, do Departamento de Engenharia Electrotécnica e de Computadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC) investigou os impactos (positivos e negativos) resultantes da eventual construção de um conjunto de 14 Centrais Hídricas na Região Centro. A energia anual produzida seria de cerca de 2 TWh (Biliões de kWh), o que evitaria emissões de cerca de 700.000 toneladas de dióxido de carbono, dispensando a importação de mais de 300 milhões de metros cúbicos de gás natural por ano.

Este estudo, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), compreendeu as várias bacias hidrográficas da região, nomeadamente as bacias hidrográficas do Côa, do Mondego, do Paiva, do Vouga e do Ocreza. As 14 autarquias envolvidas no estudo foram chamadas a pronunciar-se e, na sua maioria, mostraram-se favoráveis à construção das barragens nos seus concelhos.

Os estudos realizados fundamentam o investimento a fazer na utilização dos recursos hídricos: “A construção dos potenciais aproveitamentos hidroeléctricos conduz a impactos positivos nos sistemas de Abastecimento de Água, no Amortecimento de Cheias e Correcção Estival, no contributo para a defesa contra Incêndios Florestais e no contributo para uma Reserva Estratégica de Água”, explica Traça de Almeida. Os aproveitamentos hidroeléctricos são também essenciais para a integração em larga escala de energias renováveis intermitentes, tais como as energias eólica e solar.

“O investimento no aproveitamento hídrico será uma óptima oportunidade para a Região Centro se afirmar, indo ao encontro do novo Plano Energético da União Europeia, que para 2020 apontam para o aumento da penetração das energias renováveis para 20% do consumo global da UE; Redução da intensidade energética em 20% e Redução das emissões de gases de efeito de estufa em 20%”, afirma o investigador da FCTUC.

Apresentando a Região Centro grandes vulnerabilidades à devastação por acção dos fogos florestais, a constituição de albufeiras é uma mais valia porque propicia o aumento local da humidade relativa do ar na sua zona de influência e a criação de locais favoráveis ao reabastecimento de meios aéreos de combate a incêndios, o que reduz os prejuízos associados. Dos contactos desenvolvidos com a equipa de estudo de fogos florestais do Departamento de Eng. Mecânica da FCTUC, pode considerar-se uma redução de área ardida da ordem dos 10% - 20%, para as zonas que passam a ficar dentro do raio de 25 km em relação à albufeira.

sábado, abril 21, 2007

Degelo das calotes glaciares da Gronelândia

Em relação a investigações anteriores
Estudo: calotes glaciares da Gronelândia estão a derreter duas vezes mais rápido

Nos últimos 25 anos, as calotes glaciares da Gronelândia têm vindo a derreter-se a um ritmo duas vezes mais acelerado do que estudos anteriores estimavam, segundo um estudo de cientistas belgas e franceses publicado na revista "Geophysical Research Letters".

Esta constatação surgiu depois de investigadores do Laboratório de glaciologia e geofísica do Ambiente (Grenoble) e da Universidade Católica de Louvain (Bélgica) fazerem uma nova avaliação dos dados obtidos por satélite e em modelos climáticos informáticos regionais. Aqui entraram variáveis atmosféricas (como os ventos, temperaturas, pressão, humidade, nuvens e precipitação) e o estado da neve à superfície e no gelo (temperatura, acumulação ou degelo do manto branco).

Entre 1979 e 2005, a superfície da Gronelândia afectada pelo degelo, pelo menos, um dia por ano, cresceu 42 por cento (correspondendo a 550 mil quilómetros quadrados), enquanto a temperatura média no Verão aumentou 2,4 graus.

Segundo os cientistas, "é na região Norte da Gronelândia que o fenómeno é mais espectacular: episódios significativos de degelo são lá observados desde 2000, a mais de 1500 metros de altitude, o que ainda não tinha sido revelado por dados de satélite", segundo uma nota do Centro Nacional francês de Investigação Científica.

O degelo dos gelos da Gronelândia terá impactes no nível dos mares e no clima da região atlântica, salientam os investigadores.

Fonte: Público

16 microfotografias incríveis...

No site da Scientific American Brasil é possível observar as fotografias vencedoras do concurso Olympus BioScapes 2006, um concurso anual que reúne as melhores microfotografias de seres vivos (ou que já estiveram vivos). A Olympus recrutou um grupo de microscopistas para julgar cada candidato acerca de sua contribuição científica, qualidade estética e excelência técnica.
São imperdíveis...

quinta-feira, abril 19, 2007

Árvores fósseis...

Fonte: Público

Artigo publicado hoje na revista "Nature"
Árvores sem folhas resolvem mistério da origem das florestas

A descoberta de dois fósseis de árvore nos solos do condado de Schoharie, em Nova Iorque, resolveu um mistério com mais de um século e levou os investigadores a concluir que as florestas surgiram há cerca de 380 milhões de anos, quando ainda nem existiam dinossauros. O estudo da universidade britânica de Cardiff e do New York State Museum foi divulgado hoje pela revista científica "Nature".

O grupo de investigadores americanos descobriu, em Junho de 2004, uma rama intacta de árvore, semelhante às do já conhecido grupo Wattieza. No Verão seguinte, foi descoberto um tronco com oito metros de comprimento, semelhante ao grupo Eospermatopteris. Os dois pedaços, dizem os investigadores, pertencem à mesma espécie, uma árvore semelhante às actuais plantas vasculares, com um formato de palmeira, que terá dado origem à primeira floresta terrestre conhecida.

O achado permitiu resolver o mistério que paira desde 1870, quando trabalhadores norte-americanos reparavam uma estrada danificada pelas cheias que afectaram a região de Gilboa e descobriram uma rocha com o fóssil de uma árvore. A espécie cedo denunciou a existência da mais antiga floresta do planeta, mas a sua definição permaneceu uma incógnita. Desde esta descoberta, os paleontólogos nunca mais viram um exemplar tão antigo, identificado com o período Devoniano.

A reconstrução feita agora mostrou que a árvore de Gilboa, assim conhecida, era uma planta diferente. O longo tronco despido de ramos e folhas terminava numa enorme rama que se dividia em minúsculos ramos. As muitas raízes, que a fixavam ao chão e absorviam água e nutrientes, eram todas do mesmo tamanho.

Os investigadores que analisaram a área onde foram encontrados os fósseis acreditam que as árvores caíram depois de mortas e foram transportadas pela corrente da água até se afundarem na foz do rio. Os fósseis submersos e atascados foram identificados com a ajuda de varas e escavações.

Quando surgiram as primeiras árvores, a vida animal estava confinada à existência de pequenos artrópodes, grupo que inclui os insectos, aracnídeos, e crustáceos. “As árvores precederam os dinossauros em 140 milhões de anos”, refere, num comunicado de imprensa, o paleontólogo Ed Landing, do New York State Museum. “Não existiam répteis nem anfíbios”.

“A formação das primeiras florestas mudou o sistema da Terra, criou novos micro-ambientes habitados por pequenas plantas e insectos e armazenou uma grande quantidade de carbono nos solos”, refere Christopher Berry, da Universidade de Cardiff.

O grupo de cientistas acredita que esta nova descoberta é essencial para compreender a forma como as florestas evoluíram e se tornaram tão importantes para no equilíbrio ecológico terrestre.

segunda-feira, abril 16, 2007

Floresta autótocne!

Folheto da Alambi sobre a floresta autóctone portuguesa!

domingo, abril 15, 2007

Fósseis em Peniche provam efeito de estufa

O estudo de fósseis encontrados em Peniche permitiu a cientistas das universidades de Coimbra e Oxford concluir que o efeito de estufa, causado pela libertação de dióxido de carbono (CO2) para a atmosfera, já ocorreu há 183 milhões de anos.

De acordo com a agência Lusa, após dois anos de investigação, a Universidade de Coimbra divulgou na passada terça-feira que os cientistas chegaram à conclusão que “o problema do aquecimento global já tem, afinal, milhões de anos”. O trabalho infere que há 183 milhões de anos, no período Toarciano (Jurássico Superior), “foram libertadas para a atmosfera elevadas concentrações do dióxido de carbono, tendo causado a amplificação do efeito de estufa e uma extinção em massa de grupos de invertebrados marinhos”.

A investigação, que teve como base de estudo a zona costeira de Peniche, foi desenvolvida por cientistas da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, da Universidade de Oxford (Reino Unido) e da Petrobras (Brasil).

O trabalho científico foi agora publicado na revista “Earth and Planetary Science Letters” e intitula-se “Carbon-isotope record of the Early Jurassic (Toarcian) Oceanic Anoxic Event from fossil wood and marine carbonate (Lusitanian Basin, Portugal)”.

Os dados obtidos e analisados no artigo apontam, “de forma inequívoca, para uma fase de grande aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera e clara amplificação do efeito de estufa”.
IN: Região de Leiria (13-4-2007)

terça-feira, abril 10, 2007

Mudanças climáticas: o resultado de Bruxelas

Artigo publicado na Scientific American Brasil


09/04/2007

Mudanças climáticas: o resultado de Bruxelas

Depois de muito debate, os cientistas reunidos no painel inter-governamental sobre mudanças climáticas (IPCC, na sigla em inglês) das Nações Unidas chega ao consenso de que evidências observadas em todos os continentes e na maioria dos oceanos mostram que diversos sistemas naturais estão sendo afectados por mudanças climáticas regionais, particularmente elevação de temperatura. A reunião ocorreu em Bruxelas e o sumário provisório intitulado “mudanças climáticas: impactos, adaptações e vulnerabilidades” foi lançado no último dia 6 de Abril.

A reunião é parte do processo instituído pela Organização das Nações Unidas para actualizar o conhecimento sobre mudanças climáticas e subsidiar futuras negociações que permitam evitar catástrofes e diminuir riscos. Na secção voltada a cenários futuros, o relatório aponta a vulnerabilidade das áreas costeiras e milhões de pessoas afectadas por enchentes todos os anos em consequência da elevação do nível dos mares por volta de 2080. Com menor ênfase, a possível substituição de parte da floresta amazónica por savana como consequência do aumento da temperatura e da menor humidade do solo por volta de 2050.

O Próximo encontro deve ocorrer no mês de Dezembro deste ano. Até lá, encontros regionais para debater os resultados serão realizadas em diversos países. No Brasil, as conclusões poderão ser discutidas em detalhes durante a reunião programada para o dia 10 de Abril, no Instituto de Estudos Avançados, na USP.

Para ler o sumário da reunião de Bruxelas: http://www.ipcc.ch/SPM6avr07.pdf

sábado, abril 07, 2007

sexta-feira, abril 06, 2007

Nova réplica nos Açores (intensidade III)!

Comunicado do Centro de Vulcanologia e Avaliação de Risco Geológico

06/04/2007 15:21
Sismo sentido em S. Miguel
Foi sentido um sismo na ilha de S. Miguel às 15:21h (hora local), com epicentro localizado a cerca de 24 km a Este dos ilhéus das Formigas. O evento foi sentido com intensidade máxima III (Escala de Mercalli Modificada) no concelho da Povoação.
Este evento enquadra-se no conjunto de réplicas que se têm vindo a registar desde o dia 5 de Abril, na sequência do forte sismo ocorrido na mesma região epicentral às 03:56h (hora local).

quinta-feira, abril 05, 2007

Exercício de Jornalismo: Temperatura do planeta Marte!

Hoje, nas minhas andanças pelas notícias científicas, sempre na tentativa de enriquecer este espaço, descobri dois artigos interessantes. Ambas noticiam o aumento da temperatura do planeta Marte. O estudo em que se basearam foi o mesmo, mas a forma de noticiar esse mesmo estudo é que... não foi igual! Atrevo-me, baseada na minha pouco (ou quase nenhuma) experiência jornalística, a especular sobre a forma de noticiar este estudo.

Quem ler os dois artigos ficará com duas expectativas diferentes do mesmo estudo! Quando li o primeiro (não digo qual) fiquei com a impressão de que iria levantar problemas sobre o aquecimento global da Terra. Pois o que era noticiado para Marte, também poderia ser aplicado à Terra! Desta forma, o responsável pelo aquecimento global seria o Sol e não o Homem. Este artigo tinha já um comentário nesse sentido! O segundo artigo aborda o mesmo assunto de uma maneira diferente, pelo que compreendi o que o primeiro artigo queria transmitir, mas não conseguiu!

Só abordo esta situação porque acho importante a forma como os factos são transmitidos ao público, com poucos conhecimentos científicos!
Temos de ser mais rigorosos, se queremos que a ciência tenha credibilidade. Pelo menos é essa a minha opinião!

Publico agora os dois artigos (e respectivo comentário) que me impressionaram de forma tão particular!

Artigo de Ciência Hoje

Temperaturas de Marte também estão a aumentar

:: 2007-04-04
Segundo a Nature em Marte as temperaturas também sobem
Segundo a Nature em Marte as temperaturas também sobem
Cientistas norte-americanos descobriram que o planeta Marte também está a registar alterações climáticas que têm provocado o aumento das temperaturas médias e têm origem nas variações da luz solar que chega à superfície. Os resultados da investigação, publicados na edição de hoje da revista Nature, estimam em 0,65 graus centígrados o aumento das temperaturas médias de Marte desde a década de 70 e até aos anos 90 do século passado.


Segundo o estudo, o aquecimento do planeta vermelho contribuiu aliás para uma "rápida" e "comprovada" diminuição da capa de gelo existente no pólo Sul de Marte, observada nos últimos quatro anos. Os cientistas explicam, no artigo, como as variações dos raios solares na superfície do planeta estão relacionadas com um maior movimento das partículas de pó no ar e com o aumento da circulação do vento em Marte, o que por sua vez provoca o aumento das temperaturas.

Até agora, só se tinha atribuído às radiações solares o maior movimento do pó marciano, mas não o aumento da circulação dos ventos nem o seu efeito nas temperaturas do planeta. Além disso, as mudanças na quantidade de radiação solar que incide e que é reflectida pela superfície de Marte reforçam os ventos que geram as alterações climáticas.

Os cientistas, entre os quais Robert M.Haberle da NASA, descrevem como, nas últimas três décadas, aumentou a circulação de vento nas áreas mais escuras de Marte e diminuiu nas zonas mais iluminadas. A notícia da Nature sugere que, no futuro, se considerem as mudanças na quantidade de radiação solar em Marte quando se investigar a sua atmosfera e clima.


Comentários

Fernando Santana 2007-04-05 - 09:58
Curioso como as variações das radiações solares fazem aumentar a temperatura em Marte... mas na Terra não. Na Terra é um obscuro e raro gás o responsável... E ainda por cima o responsável último é o Homem, que não libertou nem metade dessa rara quantidade... E ainda é curioso como se esquecem que o que o Homem "libertou" já esteve na atmosfera, muitas vezes... há uma coisa chamada o ciclo do carbono...
Superfície de Marte pode provocar aquecimento global
por JR Minkel
NASA
Diminuição de brilho: Mudanças no albedo (grau de refletividade) da superfície marciana podem ter mudado o clima do planeta, de acordo com simulações por computador.
Um escurecimento da superfície de Marte pode ter causado um gradual aquecimento nos últimos 20 anos. Com base num modelo do clima do planeta, pesquisadores relataram que o brilho ou escuridão de seu terreno influenciam fortemente sua temperatura atmosférica. Eles concluíram que o calor absorvido por rochas escuras aumenta a velocidade dos ventos, que por sua vez removem a areia e poeira, que são claras. Com isso, o terreno fica ainda mais escuro e o processo é realimentado. Mas o aquecimento previsto teoricamente é difícil de confirmar, dizem os pesquisadores. Ele está sujeito a mudanças que dependem do movimento da areia.

Fotografias obtidas nas últimas três décadas mostram que vastas regiões de Marte se tornaram mais claras ou mais escuras em 10% ou mais. No total, isso fez com que o planeta refletisse cerca de 20% da luz solar. Para determinar se mudanças no albedo (a porcentagem da luz solar refletida pelo planeta) afetam o clima, fotos obtidas pelas naves Viking, tiradas entre 1976 e 1978, foram comparadas com imagens da Mars Global Surveyor obtidas em 1999 e 2000.

Dados sobre o albedo marciano foram incorporados a um modelo computadorizado do clima do planeta, que simulava mudanças na temperatura e na direção dos ventos ao longo de um ano. No modelo, as áreas que se tornaram mais escuras aqueceram o ar sobre elas, levando à formação de pequenos redemoinhos que varriam partículas escuras do solo, segundo Lori Fenton, membro do grupo que realizou a simulação, no Centro Carl Sagan, Califórnia. As regiões menos reflexivas também apresentaram ventos mais fortes, pois o ar quente se dirige às regiões mais frias, causando turbulência.

A diferença de albedo entre os dois períodos gerou um aquecimanto de 0,65ºC, de acordo com Fenton e colaboradores, que publicaram seus resultados nesta semana na revista Nature. Uma lenta elevação da temperatura no pólo sul marciano durante os verões pode ser a causa da diminuição de tamanho da calota polar nos últimos 4 anos, observam os cientistas. O processo de aquecimento, diz Fenton, estaria na verdade diminuindo, pois as maiores tempestades de poeira, que varreram todo o planeta, aconteceram nos anos 70.

Sismo nos Açores!


Informação obtida em Instituto de Meteorologia

Sismo nos açores: comunicados emitidos pelo SRPCBA

Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores


COMUNICADO 07/2007

05/04/07 – 05:00H

O Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) informa que segundo o SIVISA, no dia 05 de Abril foi registado um forte evento às 03h56 (hora local), com epicentro preliminar localizado a cerca de 13km a Este dos ilhéus das Formigas. O sismo foi seguido por várias réplicas, algumas das quais igualmente sentidas pela população.

De acordo com a informação disponível até ao momento, o evento principal foi sentido nas ilhas de São Miguel e Santa Maria, com intensidade máxima V/VI (Escala de Mercalli Modificada) e na ilha Terceira com intensidade III/IV.

Não foram registados quaisquer danos materiais ou pessoais.


COMUNICADO 08/2007

05/05/07 – 07:00H

No seguimento do comunicado anterior, o Serviço Regional de Protecção Civil e Bombeiros dos Açores (SRPCBA) informa que segundo o SIVISA, foi registado um forte evento às 03h56 (hora local), com epicentro preliminar localizado a cerca de 13km a Este dos ilhéus das Formigas. O sismo foi seguido por várias réplicas, algumas das quais igualmente sentidas pela população.

De acordo com a informação disponível até ao momento, o evento principal sentido com intensidade máxima V/VI (Escala de Mercalli Modificada) na ilha de São Miguel, mais concretamente, em Povoação e Faial da Terra, intensidade V em Água Retorta e Ribeira Quente, e intensidade IV/V nas restantes freguesias.

O sismo foi igualmente sentido na ilha de Santa Maria, com grau V nas freguesias de Santa Bárbara e Santo Espírito e grau IV em São Pedro, Almagreira e Vila do Porto.

Na ilha Terceira foi sentido com intensidade IV em Praia da Vitória e Fontinhas, III/IV em Fonte do Bastardo e São Brás, III em Porto Martins, Porto Judeu, São Sebastião e Quatro Ribeiras, II/III em Angra do Heroísmo, e II nas freguesias da parte oeste.

Não foram registados quaisquer danos materiais ou pessoais.

quarta-feira, abril 04, 2007

Consumo de carne aumenta risco de cancro da mama!!!

Notícia do jornal Público

Estudo do British Journal of Cancer
Consumo de carne aumenta risco de cancro da mama
04.04.2007 - 18h43 Rita Sousa

O consumo de pequenas ou grandes quantidades de carne pode aumentar o risco de desenvolvimento do cancro da mama nas mulheres, revela um estudo publicado na revista cientifica British Journal of Cancer.

Entre os vários tipos de carne, os especialistas destacam a carne vermelha – vaca, porco e borrego – e a carne processada – hambúrguer ou salsicha – como as principais responsáveis pelo aumento da doença nas mulheres na pós – menopausa. Em relação à carne de aves esta revelou ser pouco prejudicial para as mulheres.

Os especialistas concluíram também que as mulheres na menopausa, que ingiram a mesma quantidade de carne que as mulheres na pré-menopausa, têm maior probabilidade de desenvolver o cancro da mama.

O estudo, da Universidade de Leeds, baseou-se na análise dos diferentes hábitos alimentares de 35 mil mulheres inglesas, com idades compreendidas entre os 35 e os 69 anos, em período pré e pós menopausa. Ao longo dos oito anos de investigação 283 mulheres na pré-menopausa e 395 na pós-menopausa desenvolveram a doença.

Os factores genéticos são também responsáveis, entre 5 a 10 por cento, pelo desenvolvimento do cancro da mama. O grupo de investigadores concluiu que as mulheres na pré-menopausa têm um risco acrescido de desenvolverem a doença se já tiverem uma predisposição genética.

O estudo mostra ainda que as mulheres mais jovens são as que consomem menos carne, mais legumes e verduras e têm o menor índice de massa corporal (IMC), contrastando com as mulheres que consomem mais de 103 gramas de carne por dia e que apresentam o maior IMC.

Até ao final do século irão desaparecer 1/4 das espécies existentes!

Artigo publicado em Ciência Hoje:

Um quarto das espécies em extinção até final do século

O urso polar é uma das espécies ameaçada

Um quarto das espécies de fauna e flora do mundo estarão ameaçadas de extinção durante este século caso a temperatura média do planeta aumente dois ou três graus em relação a 1990, advertem especialistas. "É altamente provável que as alterações climáticas se traduzam na extinção de numerosas espécies e na redução da diversidade dos ecossistemas", refere um esboço do relatório que será apresentado sexta-feira por especialistas reunidos em Bruxelas e que é citado pela agência France Press. Os corais e ursos polares são algumas das espécies em extinção durante este século devido ao aumento da temperatura média.



No encontro do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa) estão reunidos 285 delegados de 124 países e mais de 50 cientistas, além de dezenas de observadores de organizações não-governamentais. Em Fevereiro, o relatório do IPCC previa uma subida da temperatura média entre 1,8 a quatro graus até 2100, comparativamente com a temperatura de 1990.

O documento que está a ser elaborado na reunião de Bruxelas prevê que 20 a 30 por cento das espécies no mundo corram risco de extinção se a temperatura média subir entre dois a três graus. Cada espécie reage de diferente forma ao calor e os limites de resistência são variáveis.

Por exemplo, uma subida de apenas algumas décimas na temperatura em relação a 1990 é já uma séria ameaça para espécies frágeis como os recifes de corais ou para a flora do deserto de Karro, em África. Os peritos do IPCC referem que com um aquecimento provável de dois a três graus os corais estarão sujeitos a uma "mortalidade a larga escala".

No Árctico, onde o ritmo de aquecimento é duas vezes mais rápido do que a média, os ursos polares são directamente ameaçados pela diminuição dos bancos de gelo. Numa fase inicial, o aumento da temperatura e das emissões de dióxido de carbono (CO2) pode ter efeitos positivos no crescimento das plantas nas regiões temperadas. No entanto, à medida que o calor aumenta o fenómeno inverte-se e a vegetação começa definhar.

Segundo o esboço do relatório que deverá ser apresentado na sexta-feira, um aumento de dois graus na temperatura média até ao final do século terá consequências consideráveis, com mais dois mil milhões de homens a sofrer com a falta de água (1.000 milhões na Ásia e 600 milhões em África). Um aumento de um grau trará mais 30 milhões de homens a sofrer com fome, número que crescerá ainda 10 milhões se o aumento for de dois gruas.

Fóssil de anfíbios descoberto na Antártida!

Artigo retirado de Ciência Hoje:

Anfíbio fóssil "do norte" descoberto na Antártida

Exemplo de Parotosuchus da Rússia

Uma equipa científica internacional descobriu os restos inesperados de um grande anfíbio na Antártida, em rochas datadas de há 245 milhões de anos, indica um estudo hoje publicado. No final de um longo trabalho de análise do fóssil, constituído por uma porção de crânio de 60 centímetros de comprimento, os cientistas constataram com surpresa que se tratava de um anfíbio do género Parotosuchus.

A existência desta "salamandra" gigante, de mais de dois metros, não é por si só uma descoberta, já que várias espécies destes animais que povoaram a Terra 40 milhões de anos antes dos primeiros dinossáurios foram descritas a partir de restos provenientes da África do Sul, Alemanha, Rússia, Cazaquistão e Estados Unidos. A novidade é a sua descoberta tão a sul, no continente gelado, em plenos Montes Transantárcticos.

Isso revela que estes anfíbios viveram também a 2.000 quilómetros a sul do ponto mais austral onde a sua presença era até agora conhecida (a bacia de Karoo, na África do Sul) numa época em que a África e a Antártida era um só continente, a Pangea.

Estes restos fósseis mostram que "as condições climáticas do Triásico inferior ou do início do Triásico médio eram bastante amenas, pelos menos sazonalmente, para que um animal de sangue frio semi- aquático pudesse viver na margem sul da Pangea, segundo os autores do estudo.

Membros do grupo dos Temnospondyli, os Parotosuchus eram predadores que viviam em lagos e cursos de água. Tinham pele escamosa e coberta de couro, diferente da textura lisa dos actuais anfíbios e dos seus primos afastadas, as salamandras. Pensa-se que se deslocavam na água como as enguias, ondulando o corpo e a barbatana caudal.

O estudo - da autoria de Jean-Sébastien Steyer, do Museu Nacional de História Natural de Paris, Christian Sidor, do Nuseu Burke de Seattle (Washington) e Ross Damiani, do Museu de História Natural de Estugarda (Alemanha) - vem hoje publicado no Journal of Vertebrate Paleontology.

Nova proteína ajuda a combater as superbactérias!

O Site da Scientific American Brasil está remodelado! Ficou muito interessante!
Foi desse site que retirei a notícia seguinte:

Nova proteína ajuda a combater as superbactérias
Como lidar com bactérias mortíferas resistentes aos mais modernos antibióticos?

Glóbulos brancos são reforçados por uma nova proteína que
protege os camundongos contra bactérias resistentes a medicamentos


Simples: estimule o próprio sistema imunológico a combater sozinho os microrganismos assassinos. Pesquisadores desenvolveram um novo composto que ativa a primeira linha de defesa do sistema imunológico. Camundongos submetidos a esse composto ficaram menos propensos a adoecer devido à ação de algumas bactérias super-resistentes a certos medicamentos. O grupo especula que com essa nova droga tais infecções poderiam novamente se tornar vulneráveis aos antibióticos.

Bactérias resistentes a antibióticos atingem cerca de 2 milhões de pessoas, das quais só na América do Norte cerca de 90 mil morrem a cada ano, informa o imunologista Robert Hancock, da Universidade da Colúmbia Britânica. Entre as bactérias mais perigosas estão o Enterococcus (resistente à vancomicina) e o Staphylococcus aureus (resistente à meticilina). Procurando novas formas de combater essas bactérias, também conhecidas como “superbugs” ou superbactérias, Hancock estudou um grupo de pequenas proteínas, os peptídeos, que em altas concentrações podem debelar essas bactérias.

Preocupado com a possibilidade de os peptídeos desencadearem uma septicemia, condição potencialmente letal causada por uma bactéria na corrente sanguínea, Hancock administrou-os em camundongos infectados. “O que descobrimos, ao contrário, foi que os peptídeos reverteram a septicemia”, diz o pesquisador. O único problema foi que eles causaram reações alérgicas e mataram células intestinais saudáveis. Por isso, Hancock e seus colegas desenvolveram peptídeos ainda menores na esperança de prevenir a septicemia sem causar outras complicações.
Eles criaram um peptídeo com apenas 13 aminoácidos chamado de regulador de defesa inata (IDR-1). Para testá-lo, o injetaram em camundongos um ou dois dias antes ou quatro horas após os roedores serem infectados pelo Enterococcu, pelo Staphylococcus aureus ou pela salmonela. Os camundongos tratados obtiveram um índice de sobrevida à infecção cerca de duas vezes maior. Os dados foram divulgados pelo grupo na edição de final de março da revista Nature Biotechnology.

Hancock, que é co-fundador de uma empresa que comercializa o IDR-1, disse que o peptídeo não mata a bactéria diretamente. Em vez disso, induz o corpo a dar sua resposta imunológica imediata inespecífica, a chamada imunidade inata. Portanto, uma infecção posterior faz com que o corpo produza uma leva extra de glóbulos brancos – os monócitos – e macrófagos, que vão eliminar os microrganismos invasores. Assim, os neutrófilos, mais agressivos e com maior possibilidade de causar a septicemia, são liberados em menor escala. Hancock diz que os testes clínicos do IDR-1 começarão daqui a um ano.

sábado, março 31, 2007

Música a sonhar com férias de Verão...

National Geographic já saiu!


Reportagens:
-
Águas mortas

Águas mortas
PÁG. 2 / ABRIL 2007
O mais esplendoroso dos peixes que cruzam os mares é o atum-rabilho, que pode medir 4,58 metros, pesar 680 quilos e viver 30 anos. Apesar das dimensões gigantescas, a sua sofisticada configuração dá-lhe possibilidade de nadar a 40 quilómetros por hora e mergulhar a quase um quilómetro de profundidade. Texto de Fen Montaigne; Fotografias de Randy Olson e Brian Skerry
Ao contrário da maioria dos peixes, o rabilho possui um aparelho circulatório de sangue quente que lhe permite deambular por todo o oceano, desde o Árctico aos mares tropicais. Antigamente, milhões destes animais migravam através da bacia do Atlântico e do Mediterrâneo: a sua carne era tão importante para os povos da antiguidade que estes pintaram peixes semelhantes a atuns em paredes de grutas e gravaram a sua imagem em moedas. O atum-rabilho, ou rabilo, tem outro atributo extraordinário, potencialmente fatal: a carne amanteigada da sua barriga, generosamente revestida de gordura, é considerada o mais requintado pitéu sushi do mundo. Na última década, uma frota de alta tecnologia, muitas vezes guiada por aviões de localização, tem perseguido o rabilho de uma ponta à outra do Mediterrâneo, capturando todos os anos dezenas de milhares de peixes. Estes atuns são engordados em jaulas instaladas ao largo, antes de serem abatidos e desmanchados, sendo depois remetidos para os mercados de sushi e de carne do Japão, dos EUA e da Europa. A captura de atuns-rabilhos no Mediterrâneo persiste em volumes de tal maneira elevados que as suas populações se encontram em risco de colapso. Entretanto, as administrações públicas dos países europeus e norte-africanos pouco têm feito para impedir a matança. “O meu receio é que seja demasiado tarde”, diz o espanhol Sergi Tudela, biólogo marinho do Fundo Mundial para a Protecção da Natureza (WWF), que desenvolve esforços no sentido de refrear a pesca destes tunídeos. “Tenho gravada na mente a imagem, muito gráfica, das grandes migrações do bisonte-americano no Oeste dos EUA, no início do século XIX. O mesmo acontecia aos atuns no Mediterrâneo – uma migração de um número enorme de animais. Neste momento, assiste-se com o atum-rabilho ao mesmo fenómeno que sucedeu com o bisonte-americano. Ele desenrola-se diante dos nossos olhos.” A forma como o atum-rabilho tem sido dizimado simboliza tudo o que actualmente está errado na indústria das pescas global: a reforçada capacidade de matança das novas tecnologias de pesca, a obscura rede de empresas internacionais que obtêm lucros astronómicos com o negócio, a negligência na gestão das pescas e na aplicação da lei e a indiferença dos consumidores ao destino fatídico do peixe que insistem em comprar. Os oceanos do planeta são hoje uma sombra do que foram outrora. As opiniões dos biólogos marinhos quanto à dimensão da diferença divergem. Para alguns especialistas, as populações de certos grandes peixes oceânicos diminuíram em cerca de 80 a 90%; segundo outros, o decréscimo foi menos acentuado. Todos são unânimes, porém, em afirmar que há demasiados navios no mar a pescar pouco peixe. Espécies populares como o bacalhau do Atlântico rarefizeram-se, desde o mar do Norte ao banco Georges, ao largo da Nova Inglaterra. (Ver “O Fim da Linha”, na página 60.) No Mediterrâneo, extinguiram-se comercialmente 12 espécies de tubarão e os espadartes, que antigamente ali cresciam até atingirem a grossura de um poste telefónico, são agora capturados enquanto juvenis – não maiores do que um taco de basebol. Com grande parte das águas pesqueiras do hemisfério norte esgotadas, as frotas comerciais zarparam rumo a sul, praticando uma exploração excessiva de pesqueiros outrora cheios de peixe. Ao largo da costa da África Ocidental, a mal regulamentada actividade das frotas de pesca, nacionais e estrangeiras, está a eliminar toda a população de peixes das produtivas águas da placa continental, prejudicando a subsistência dos pescadores do Senegal, do Gana, da Guiné, de Angola e de outros países, privando as suas famílias da principal fonte de proteína. Leia o artigo completo na revista

quinta-feira, março 29, 2007

Para quem gosta de dinossauros II

Hoje apresento dois artigos sobre dinossauros! Os dinossauros foram criaturas que viveram à mais de 65M.a e nos fascinam por diversos aspectos!

No rastro de um antigo matador é um artigo publicado na Scientific American Brasil sobre uma jazida de ossos de Madagáscar e sobre a forma com se faz investigação em Paleontologia! A não perder para quem gosta de dinossauros...



Resumo:

A morte em massa na antiga Madagascar durante o Cretáceo tardio oferecia um lauto banquete para aqueles que se alimentavam dos mortos. Necrofagia, o ato de se alimentar de cadáveres ou de carniça, é um nicho alimentar que precisa ser preenchido para a reciclagem biológica ocorrer a contento, e os profissionais modernos incluem desde bactérias a grandes vertebrados. Ao lado de nosso colega Eric M. Roberts, que nos acompanhou a Madagascar há uma década na condição de estudante de graduação (e que atualmente dá aulas na Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, África do Sul), encontramos vestígios de atividade de insetos necrófagos nos ossos de dinossauros de Madagascar: cavidades ovais com 1 cm de comprimento, em geral em partes que haviam sido ocupadas por tecido esponjoso dentro dos ossos. Essas cavidades são sinais de que besouros adultos infestavam os cadáveres, se alimentavam da carniça e depois colocavam seus ovos nas proximidades. As larvas também se alimentavam da carniça, usando suas fortes mandíbulas para escavar as cavidades, que serviam como câmaras para formação das crisálidas.

Os insetos não eram as únicas criaturas a se alimentar dos mortos. Análises de marcas de mordidas oferecem dados irrefutáveis de que os dinossauros também se fartavam desse repasto. Trabalhando em colaboração com Kristina Curry Rogers, do Museu de Ciências de Minnesota, registramos marcas de dentes do tetrápode Majungatholus atopus (dinossauro com 7 metros de comprimento) de uma amostra de ossos encontrados em pelo menos três diferentes brechas ósseas.

Comparando o formato e o tamanho das marcas de dentes com as mandíbulas e dentes de vários carnívoros, pudemos excluir todos os outros suspeitos portadores de dentes afiados.

Alguns dos ossos mordidos de nossa amostra pertencem ao Rapetosaurus, um dinossauro saurópode de pescoço longo até então desconhecido, que Curry Rogers descreveu em sua dissertação defendida na Universidade Stony Brook. No entanto, a grande maioria dos ossos com marcas de dentes (basicamente costelas e vértebras) pertencia ao Majungatholus atopus. O canibalismo como estratégia ecológica não é nem de longe raro entre os seres vivos, e ele certamente foi comum entre os dinossauros.

Desenterrar indícios para provar esse ponto, no entanto, é outra coisa, e nas brechas ósseas de Madagascar estão os únicos casos claros e seguros documentados até hoje de canibalismo entre dinossauros. Infelizmente, os sinais de marcas de dentes não são conclusivos quanto a se os Majungatholus atopus de fato matavam os indivíduos dos quais ele se alimentava - predando, assim, a sua própria espécie - ou se eles simplesmente se aproveitavam da oportunidade para se alimentar de restos das carcaças de outros animais.

Artigo completo em: Scientific American Brasil

Para quem gosta de dinossauros I

Hoje apresento dois artigos sobre dinossauros! Os dinossauros foram criaturas que viveram à mais de 65M.a e nos fascinam por diversos aspectos!

Pergunta para os criacionistas: qual o mal que os dinossauros fizeram a Deus, para que Este os tivesse eliminado da face da Terra?
Sempre foi uma pergunta que me intrigou...

A resposta à extinção dos dinossauros não é fácil e nem existe uma sequer! há várias! Provavelmente todas as causas apontadas tiveram a sua quota parte no problema!

Este artigo está relaciona os dinossauros e os mamíferos (grupo ao qual pertencemos, para quem não sabe!!!)


Artigo publicado em Ciência Hoje

Artigo original, publicado na Nature

Extinção dos dinossauros teve pouco efeito na evolução dos mamíferos
Estudo publicado hoje na Nature

A grande extinção dos dinossáurios, há 65 milhões de anos, não deu afinal origem ao aparecimento de numerosas novas espécies de antepassados dos modernos mamíferos, segundo um estudo que questiona uma teoria há muito estabelecida. Os autores do estudo, publicado na edição de hoje da revista Nature, construíram uma enorme árvore genealógica dos mamíferos e não encontraram nela quaisquer sinais do aparecimento de novas espécies entre os antepassados dos mamíferos actuais.


Esse fenómeno só aconteceu, segundo os investigadores, com mamíferos sem descendentes nos seus congéneres modernos. "Fiquei espantado", afirmou um dos autores da investigação, Ross MacPhee, responsável pelo departamento de zoologia de vertebrados no Museu Americano de História Natural, de Nova Iorque.

Na altura da extinção dos dinossáurios, os mamíferos eram pequenos, de tamanho entre o musaranho e o gato. Segundo uma teoria há muito tempo estabelecida, o desaparecimento dos dinossauros fez com que os mamíferos ficassem subitamente livres para explorar novas fontes de comida e habitats, dando origem a uma multiplicação de novas espécies.

O novo estudo diz que isso aconteceu com alguma dimensão, mas as novas espécies surgidas chegaram a becos sem saída evolutivos, e o fenómeno não foi encontrado entre os antepassados de mamíferos actuais, nomeadamente roedores, gatos, cavalos, elefantes e primatas.

O processo de diferenciação das espécies de mamíferos começou bastante antes e prosseguiu bastante depois dos fenómenos extremos que provocaram a extinção dos dinossáurios num período muito breve. Estas espécies tiveram uma expansão inicial entre há 100 e cerca de 85 milhões de anos, e outra entre há cerca de 55 e 35 milhões de anos, de acordo com o estudo divulgado pela Nature.

A árvore genealógica referida no estudo contém 4.510 espécies, mais de 99 por cento das espécies de mamíferos que constam de uma lista autorizada publicada em 1993. Para a construir, os investigadores combinaram resultados de trabalhos anteriormente publicados sobre análises de ADN, fósseis, anatomia e outras informações.

Para Blair Hedges, biólogo evolutivo na Universidade do Estado da Pensilvânia, a extinção dos dinossáurios poderá ter afectado a evolução dos mamíferos em características como o tamanho do corpo, não através do aumento do número de novas espécies criadas.


quarta-feira, março 28, 2007

Fotografias fabulosas

Um sítio com fotografias muito interessantes:


Wave Sets and Tidal Currents, Gulf of California

Como será o clima no futuro?

Artigo do jornal Público sobre as alterações climáticas globais:

A distribuição das espécies deve alterar-se radicalmente
O aquecimento global vai criar zonas climáticas como nunca se viram na Terra
27.03.2007 - 20h55 Clara Barata

O aquecimento global pode criar zonas climáticas como nunca antes existiram na Terra, diz uma equipa de cientistas norte-americanos que estudou a evolução até 2100 de dois cenários delineados no último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas.

Há 300 milhões de anos, o ar tinha 35 por cento de oxigénio, quando hoje tem apenas 21 por cento. Não existiam humanos nem nada que se parecesse, mas a abundância de oxigénio permitiu que o mundo fosse povoado por insectos gigantescos - havia libélulas com uma envergadura de asa de um metro. Que futuras surpresas ecológicas nos pode trazer um planeta radicalmente mudado pelas alterações climáticas, como os cientistas nos dizem com cada vez mais certeza?

O aquecimento global pode criar zonas climáticas como nunca antes existiram na Terra, diz uma equipa de cientistas norte-americanos que estudou a evolução até 2100 de dois cenários delineados no último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC): o que prevê uma menor subida da temperatura média global, de 1,4 graus, e o mais drástico, que prevê um aumento de 5,8 graus.

Os trópicos, onde se concentra a maior diversidade biológica do planeta, serão as áreas mais afectadas. "É nas zonas que já são mais quentes que se vão começar a ver novidades", disse ao PÚBLICO John Williams, da Universidade do Wisconsin, principal autor do trabalho publicado hoje on line na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.

É nas florestas húmidas da Amazónia e da Indonésia que devem surgir os ambientes inéditos - que podem vir a ocupar entre quatro e 49 por cento de toda a superfície terrestre. Diferentes padrões de chuva, ou aumento da frequência de incêndios florestais, podem ser os motores do processo. "É o equivalente de navegar por águas nunca dantes cartografadas", diz John Williams.

Por outro lado, nas zonas de montanha, nas latitudes mais altas, devem desaparecer os climas actuais (entre quatro e 48 por cento, consoante o cenário), substituídos pelo avanço dos ecossistemas mais a sul - como já se verifica no oceano Atlântico, em que as espécies de águas mais quentes, como o peixe-aranha, estão a subir para norte. "As espécies destas regiões correm o risco de se extinguirem se os seus habitats desaparecerem", sublinha Williams. Como os ursos polares, que precisam dos gelos do Árctico para sobreviver.

"Os novos climas do século XXI podem promover a formação de novas associações entre espécies e outras surpresas ecológicas, enquanto o desaparecimento de outros climas aumentará o risco de extinção de espécies de distribuição geográfica ou climática estreita", diz a equipa.

Então que fazer em relação a essas "zonas quentes" de biodiversidade? Abandoná-las, por não serem viáveis? Nada disso, diz Williams.

"A nossa análise mostra que é muito mais provável que as zonas climáticas se alterem no cenário de maior aumento da temperatura média. Por isso, diria que apresentamos argumentos fortes para dar prioridade à redução das emissões de dióxido de carbono, antes de investir em soluções de conservação das espécies baseadas na adaptação às alterações climáticas." Até porque a única coisa certa é que haverá surpresas: "Termos de lidar com climas completamente diferentes do que já experimentamos torna difícil fazer planos para o futuro."


Artigo em: Público

segunda-feira, março 26, 2007

quinta-feira, março 22, 2007

Hipotético Potencial Interesse Nacional

Notícia da organização ambiental de Alenquer, Alambi

Cerca de 20%-22% do território nacional está abrangido por áreas protegidas ou por áreas de Rede Natura 2000, representando, grosso modo, o melhor em termos de património natural e paisagístico do País. Qualquer estratégia moderna de gestão e desenvolvimento, alicerçada na defesa do interesse público, e numa lógica de longo prazo, trataria com muito cuidado essa fatia do território. Para além da péssima gestão desses territórios e recursos valiosos ao longo das últimas décadas, desde Março de 2005 que este Governo criou os famosos projectos PIN (Potencial Interesse Nacional). Uma forma expedita de se conseguir aprovar mega empreendimentos em áreas sensíveis furando todas as limitações legais existentes. Que modelo de desenvolvimento sustentável permite que numa faixa de cerca de 20 quilómetros de costa (ou menos), abrangida por uma área de Rede Natura 2000, que abrange a Costa de Melides, se permita um total com quase 20 mil camas, de uma só assentada, somando os 3 empreendimentos aprovados ao abrigo da figura PIN. ?? Num conjunto de hoteis, aldeamentos, moradias, zonas comerciais, etc.? Para além de outros empreendimentos já em desenvolvimento até Tróia? Em anexo, uma infografia publicada no Público a 15 de Janeiro com o conjunto dos projectos PIN já aprovados por este Governo.

Aeroporto da Ota!

Está uma petição online contra a construção do aeroporto na Ota!

Petição: http://www.petitiononline.com/naoaerop/

A organização ambiental Alambi tem no seu site uma apresentação elaborada porLuis Leite Pinto (Eng. Civil, IST) com base no “Relatório” e nos “Anexos” da NAER (www.naer.pt »» Studies»»Análise dasTerraplenagens»»Relatório e Anexos- Parson FCG- retirado da ” net” na 1ªsemana de Março... ) e em diagramas e fotos da Alambi (www.alambi.net), onde são apresentadas as razões para a não construção de um aeroporto na Ota!

terça-feira, março 20, 2007

Escolas S/M (sadomasoquistas)

Calçada de gigantes!

Passear pela calçada
Turistas passeiam-se pela Calçada Gigante de basalto na costa nordeste da Irlanda do Norte. Esta zona de reserva natural, formada por 40 mil colunas de basalto esculpidas a partir de uma actividade vulcânica que ocorreu há entre 50 e 60 milhões, foi declarada Património Mundial pela UNESCO em 1986. Foto: Victor Fraile/Reuters (in, Público)

Aeroporto da Ota construído em terrenos alagados!

O terreno onde será construído o aeroporto da Ota tem características semelhantes às das lezírias

Os terrenos onde se prevê construir têm uma altura de 2 metros, a mesma que a das lezírias e à semelhança destas basta um ano de chuva normal para ficarem alagados?, explicou ao CM José Carlos Morais, da Alambi (Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer), adiantando que além de terem de se desviar rios e ribeiras, o novo aeroporto terá de ser construído sobre estacas.

José Carlos Morais sublinha que ainda é cedo para se dar como certa a construção do novo aeroporto de Lisboa naquela zona. O estudo de impacte ambiental só vai começar a ser feito no final deste mês e como este tem carácter vinculativo tudo dependerá das conclusões, afirmou aquele responsável.

O dirigente da Alambi criticou, porém, o facto de se prever que o estudo esteja concluído no final do ano, não avaliando um ciclo completo de regeneração e não abrangendo o Inverno.

Outra crítica daquela associação prende-se com o facto de se estar a tirar o aeroporto do centro de uma cidade para o pôr noutra. ?Além das pistas ficarem mais baixas que o Carregado, onde existem torres que vão ficar sob a rota dos aviões, tal como acontece no Campo Grande, está já prevista a construção de uma cidade aeroportuária, referiu.

Para a própria NAER (Novo Aeroporto S.A.), nas componentes ecologia e uso do solo os impactes negativos serão dificilmente minimizáveis. Já no que diz respeito aos impactes ao nível do ruído e qualidade do ar, a minimização poderá efectuar-se através de um adequado uso do solo na envolvente do aeroporto e também da sua estratégia de exploração.

Agora já se pode construir em zonas ardidas! Só visto!

O Governo alterou a lei que impunha a proibição de construir, num prazo de dez anos, em áreas florestais atingidas por incêndios. A partir de agora vai ser possível construir alegando interesse público ou empreendimentos com relevante interesse geral. Proprietários florestais e ambientalistas estão preocupados.

O Decreto-lei n.º 55/2007, publicado em Diário da República no passado dia 12, veio criar excepções à restrição de construção em povoamentos florestais, permitindo projectos de “interesse público” ou “empreendimentos com relevante interesse geral”. Um reconhecimento que pode ser pedido, e concedido, a qualquer momento através de um despacho conjunto dos governantes do Ambiente, da Agricultura e eventualmente do membro do Governo envolvido no projecto.

O pedido de reconhecimento é entregue no Ministério do Ambiente e implica um documento comprovativo de que os interessados são alheios ao incêndio “emitido pelo responsável máximo do posto da GNR da área territorialmente competente”.

Uma “exigência estranha”, de acordo com vários especialistas ouvidos pelo Correio da Manhã, uma vez que quem tem competência para investigar fogos postos é a Polícia Judiciária. Por isso, a GNR nem sequer tem preparação técnica para concluir sobre a origem criminosa de um fogo.

Por outro lado, alertam os especialistas, trata-se de um reconhecimento de interesse que não implica a realização de “qualquer estudo ambiental mas apenas a declaração de uma autoridade, a GNR”.

Questionado pelo CM quanto às razões desta alteração, o Ministério do Ambiente deu uma resposta lacónica, sugerindo que a antiga lei dificultava alguns projectos, nomeadamente os Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos (CIRVER). De acordo com o Ministério do Ambiente, os CIRVER, por exemplo, só poderiam arrancar em 2013, apesar de serem “peças fundamentais para a política de resíduos industriais perigosos”.

No entanto, a associação ambientalista Quercus manifesta-se “preocupada” com estas alterações, vendo nelas uma forma de “abrir excepções para contornar a lei”, explicou ao CM Domingos Patacho.

Aparentemente, trata-se de uma lei feita “para favorecer alguns empreendimentos”.

Também a Federação dos Produtores Florestais de Portugal manifestou preocupação com a redacção deste decreto-lei, temendo a “delapidação da floresta nacional”. “Preocupa-nos que um assunto tão sério seja tratado de forma tão leviana, com esta ligeireza”, afirmou o secretário-geral da federação, Ricardo Machado.

Esta iniciativa “contraria o que o Governo tem dito acerca da prioridade dada à floresta”, concluiu aquele dirigente.

Artigo original em: Correio da Manhã

Mosquitos transgénico!?


Investigadores norte-americanos criaram em laboratório mosquitos transgénicos resistentes ao parasita causador da malária nos ratinhos, indica um estudo hoje publicado. Estes mosquitos, que passam o gene protector na reprodução, poderão no futuro permitir controlar a malária, uma doença que afecta sobretudo o continente africano, mas também extensas zonas da Ásia e América Central.

Artigo completo e original em: Ciência Hoje

sexta-feira, março 16, 2007

Para pensar...

"A escola é a instituição na qual a sociedade e as famílias decidiram delegar parte da sua autoridade na educação das crianças e dos jovens. É bom que a escolham. mas têm de confiar na escola, o que significa em primeira linha confiar nos professores".
Carlos Fiolhais, PÚBLICO, 16-03-2007

Nova espécie de leopardo descoberta no Bornéu!

Artigo completo em: Público

Maior predador das ilhas
Identificada nova espécie de leopardo no Bornéu e Sumatra
15.03.2007 - 15h47 PUBLICO.PT

Durante um século pensou-se que o leopardo nebuloso da região sudeste do continente asiático era a mesma espécie que vivia nas florestas das ilhas do Bornéu e Sumatra. Agora, análises genéticas identificaram diferenças que permitem selar a descoberta de uma nova espécie, que é o maior predador daquelas ilhas indonésias.

"Durante mais de cem anos estivemos a olhar para este animal e nunca compreendemos como era único", diz Stuart Chapman, coordenador do programa Coração do Bornéu da organização WWF (Fundo Mundial da Natureza).

"O facto de o maior predador do Bornéu ser agora considerado uma espécie diferente só vem enfatizar a importância de conservar um dos habitats com maior biodiversidade da Terra", acrescenta, num comunicado da WWF.

A diferença entre os felinos — comparáveis às diferenças entre outras espécies como o leão, o tigre, o leopardo, o jaguar e o leopardo das neves — foi identificada por investigadores do laboratório de diversidade genética do instituto americano do cancro.

Os cientistas acreditam que a população do Bornéu começou a seguir um caminho evolutivo diferente há 1,4 milhões de anos.

"Os resultados genéticos mostram, claramente, que os leopardos nebulosos do Bornéu devem ser considerados uma espécie diferente", declarou Stephen O'Brien, director do laboratório americano. "Os testes ao ADN salientaram cerca de 40 diferenças entre as duas espécies", revelou.

Estes resultados genéticos são suportados por investigações sobre a variação geográfica da espécie, baseada principalmente nos padrões do pelo e coloração da pele.

"Quando começámos a comparar as peles do leopardo do continente com as do leopardo do Bornéu, era claro que estávamos a comparar duas espécies diferentes", disse Andrew Kitchener, do Departamento de Ciências Naturais dos Museus Nacionais da Escócia. "É incrível como nunca ninguém deu conta destas diferenças", exclamou.

O leopardo do Bornéu, Neofelis diardi, é mais escuro do que o leopardo do continente, Neofelis nebulosa, e tem uma tira dupla dorsal e pêlo cinzento, com pequenas manchas. A espécie do continente tem manchas maiores, pêlo mais claro e uma tira dupla dorsal parcial.

A WWF estima que existam entre cinco mil e onze mil leopardos no Bornéu e entre três mil e sete mil em Sumatra. O seu habitat é uma região montanhosa no interior do Bornéu, com 220 mil quilómetros quadrados — cerca de cinco vezes o tamanho da Suíça —, coberta de floresta tropical. A maior ameaça à espécie é a destruição do seu habitat.

O leopardo nebuloso foi descrito pela primeira vez em 1821, pelo naturalista britânico Edward Griffith.

Há poucas semanas, a WWF revelou que os cientistas identificaram no ano passado pelo menos 52 novas espécies de animais e plantas no Bornéu.

quarta-feira, março 14, 2007

Colóquio darwinismo versus criacionismo!

Vai decorrer no dia 21 de Março de 2007, das 14h às 20h, na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa, um colóquio intitulado:


Programa do colóquio

terça-feira, março 13, 2007

Sida: situação de Portugal a 31 de Dezembro de 2006

Foi publicado o Relatório do Centro de Vigilância Epidemiológica das Doenças Transmissíveis referente à situação de Portugal até 31 de Dezembro de 2006. Prestem atenção aos números!

A 31 de Dezembro de 2006, encontram-se notificados 30 366 casos de infecção VIH / SIDA nos diferentes estadios de infecção.

A análise, segundo os principais aspectos epidemiológicos, clínicos e virológicos é apresentada separadamente para cada estadio da infecção, por corresponder a situações distintas. Como elemento comum a todos os estadios, verifica-se que o maior número de casos notificados (“casos acumulados”) corresponde a infecção em indivíduos referindo consumo de drogas por via endovenosa ou
“toxicodependentes”, constituindo 45,0% (13 684 / 30 366) de todas as notificações, reflectindo a tendência inicial da epidemia no País.

O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual) representa o segundo grupo com 37,5% dos registos e a transmissão sexual (homossexual masculina) apresenta 11,9% dos casos; as restantes formas de transmissão correspondem a 5,6% do total. Os casos notificados de infecção VIH/SIDA, que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual (heterossexual), apresentam uma tendência evolutiva crescente importante. No segundo semestre de 2006, a categoria de transmissão “heterossexual” regista 51,5% dos casos notificados (PA, Sintomáticos não-SIDA e SIDA).
O total acumulado de casos de SIDA em 31 de Dezembro de 2006, era de 13515, dos quais 449 causados pelo vírus VIH2 e 189 casos que referem infecção associada aos vírus VIH1 e VIH2. Em 83 casos de SIDA, o tipo de vírus da imunodeficiência humana ainda não nos foi comunicado, obedecendo no entanto
estes casos aos critérios de classificação.

Os “ Portadores assintomáticos” são predominantemente jovens com mais de 20 anos e indivíduos até aos 39 anos, constituindo o maior número de casos notificados (72,5%) neste grupo. Constatamos o elevado número de casos de infecção VIH assintomáticos, associados principalmente a duas categorias de
transmissão: “toxicodependentes” representando 43,7% do total de PA notificados, bem como “heterossexuais” (40,6%). Contudo, analisando os anos 1999-2005, verificamos que o padrão da tendência temporal nos casos assintomáticos regista flutuações da tendência observada, resultante do facto da categoria de transmissão “heterossexual” apresentar valores percentuais diversos entre 1999-2005, em
relação ao total de casos notificados em cada ano, enquanto os “toxicodependentes” confirmam a tendência proporcional decrescente.

Os casos sintomáticos não-SIDA (“Complexo Relacionado com SIDA”, na designação clássica) constituem um grupo com menor número de casos, cujas características epidemiológicas, em relação aos principais parâmetros, seguem o padrão epidemiológico anterior. Neste grupo, 39,0% correspondem a indivíduos
“toxicodependentes” e 39,6% a casos na categoria de transmissão heterossexual; a tendência evolutiva anual apresenta valores proporcionais crescentes nesta última categoria.

segunda-feira, março 12, 2007

Nem tudo o que cai na rede (net) é peixe...

Sobre um mito da Internet:

Circulam na Internete várias referências (incluido imagens de vídeo) à divertida e espectacular "reacção" de libertação de dióxido de carbono de uma garrafa de Coca Cola quando se despeja dentro dela uma embalagem completa de Mentos (pastilhas de chupar, de frutas variadas, com a forma de um elipsóide achatado, tipo tremoço, mas com maior tamanho).

Os jóvens pensam tratar-se de uma reacção química entre os componentes dos Mentos e da Coca Cola e circulam mesmo boatos alarmistas na Internet referindo a morte de crianças devido à formação de um composto-bomba inventado por alguns pândegos, o Ta9V4, após a ingestão destes produtos. Este Ta9V4 resultaria da reacção do Acesulfame K existente na Coca Cola Light com os componentes dos Mentos.

Quando um químico observa o fenómeno, percebe imediatamrente que a "reacção" não é química pois é demasiado rápida, muito mais rápida do que seria a passagem dos componentes dos Mentos para a solução.

Para desmistificar o boato, aconselho os jovens a efectuarem a mesma experiência que os meus netos realizaram:

1-Devagarinho, para não perder muito gás, colocque 50 mL de Coca Cola Light num copo e introduza uma pastilha de Mentos na solução. Notará a abundante libertação de gás, que não é mais violenta do que a que se verifica se agitarmos a Coca Cola ou se lhe introduzirmos alguns grãos de arroz.
Repita a experiência com Coca Cola normal (que não contém Acesulfam K) e com água gaseificada Carvalhelhos e verifique que a libertação de gás é análoga, embora com a água gaseificada as bolhas sejam maiores.

2-Para confirmar que não há qualquer reacção química, coloque 3 pastilhas de Mentos em Coca-Cola normal, agite bem para dissolver o mais possível durante 2-3 minutos e decante a solução para um copo com 50 mL de Coca Cola Light (a que tem acesulfame K). Quase não há libertação de gás. Dado que as reacções químicas são tanto mais rápidas quanto maior for o contacto entre os reagentes, aqui não ocorre nenhuma reacção química pois, como os possíveis reagentes se encontram na mesma fase (líquida), a reacção deveria ser ainda mais rápida.

Que se passa então? Como os alunos sabem, as bebidas gaseificadas, como a Coca-Cola e outros refrigerantes, contém dióxido de carbono dissolvido, em equilíbrio, sob pressão, pronto a escapar-se quando a pressão sobre a superfície livre da solução diminui. É necessário retirar a cápsula da garrafa devagarinho, sem agitação, tombando-a um pouco para que algum gás que se liberta não arrastar o líquido pela boca da garrafa (lembremo-nos dos vencedores das competições Fórmula 1 no pódio ...).

Se introduzirmos na solução um palito ou se a agitarmos com uma colher, a libertação de gás é muito mais abundante pois estes objectos constituem núcleos de libertação das bolhas gasosas da solução sobressaturada de CO2.

Se examinarmos um Mento à lupa verificamos que a sua superfície é particularmente rugosa ... e é nestas irregularidades que se liberta o gás.

Se usarmos um Mento retirado da mistura 2, parcialmente dissolvido, sem a superfície rugosa inicial, quase não há libertação de gás.

Moral da história: não papem tudo que vem na Internet.

Por Carlos Corrêa

Artigo em: Ciência Hoje

sábado, março 10, 2007

O solo como factor abiótico!

Quando falamos em ecossistemas, referimos sempre os seres vivos, os factores do ambiente e as relações que se estabelecem quer entre seres vivos, quer entre os seres vivos e o ambiente que os rodeia!
A influência de factores como a água, a temperatura ou a luz sobre os seres vivos é conhecida de muitos alunos! São capazes de referir pelo menos um exemplo que elucide cada uma destas relações. As relações entre factor solo e os seres vivos já não são tão evidentes!
Um solo é a camada fina de material solto que cobre grande parte da superfície terrestre, à excepção das regiões polares e dos desertos. É constituído sobretudo por fragmentos de rocha meteorizada e matéria orgânica em decomposição.
Há animais que preferem solos coesos, outros vivem em solos com pouca coesão (p.e. arenosos). Há seres vivos como as minhocas que revolvem os solos e enriquecem-nos em matéria orgânica, tornando-os mais férteis!
Também a distribuição de plantas é influenciada pelo tipo de solos! Um solo arenoso e ácido é favorável a plantas como os pinheiros e as urzes.
A classificação dos solos está a cargo de uma comissão de especialistas. O Sistema de classificação mais pormenorizadoé o Comprehensive Soil Classification System (CSCS), que agrupa os solos de acordo com determinadas propriedades e com a presença de determinados horizontes (camadas).
O solo, para além da matéria orgânica e mineral, é também constituído por água e ar! Assim, realizou-se uma experiência para determinar qual o melhor solo (entre três tipos diferentes) com a quantidade de água certa para os seres vivos.



Bibliografia:
  1. Farndon, J. (1996). Diconário Escolar da Terra. Círculo de Leitores, Inglaterra, 192 pp.
  2. Morgan, S. (1997). A Ecologia - A Nova Enciclopédia das Ciências. Círculo de Leitores, 160 pp.