quinta-feira, maio 14, 2009

Nova fonte de luz tem melhor rendimento que as lâmpadas de baixo consumo

Investigadores de Dresden, na Alemanha, desenvolveram uma nova fonte de luz que utiliza diodos electroluminescentes orgânicos (OLED) e que tem um melhor rendimento energético do que as lâmpadas fluocompactas de baixo consumo, revela hoje a revista Nature.

As lâmpadas LED tradicionais utilizam diodos fabricados à base de semicondutores minerais como o silício, emitindo a luz a partir de "chips" com um milímetro quadrado.

Os OLED são fabricados com moléculas polímeras pequenas e difundem uma luz mais homogénea a partir de uma película fina e flexível.

In: DN Online

sábado, abril 25, 2009

Trinta e cinco anos depois...

Viva o 25 de Abril de 1974!

Que nunca caia no esquecimento esta data. Hoje, mais do que nunca, ela deve permanecer viva dentro que cada um de nós!

Abril para sempre!

quinta-feira, abril 23, 2009

"Elo perdido" da evolução das focas descoberto no Árctico


Foi descoberto no Árctico canadiano o fóssil de um antepassado das focas, um mamífero que andava sobre quatro patas, como um animal terrestre, mas que se deslocava bem na água. É uma espécie de “elo perdido” da evolução dos palmípedes, diz a equipa que relata a descoberta hoje na revista Nature.Este fóssil, com 20 a 24 milhões de anos, foi descoberto durante o Verão de 2007, numa expedição à ilha Devon, no território Nunavut, numa cratera causada pelo impacto de um meteorito, a 1500 quilómetros do Pólo Norte. Os cientistas chamaram-lhe Puijila darwini. O primeiro nome, relativo ao género, designa um jovem mamífero marinho em Inuktitut, a linguagem do povo Inuit que vive em Nunavut. Já darwini, a designação da espécie, é uma homenagem a Charles Darwin, o autor da teoria da evolução através da selecção natural, que previu a existência de formas intermédias de animais que documentassem como animais adaptados à terra fizeram o percurso para o mar ou rios, sofrendo novas adaptações ao seu novo habitat. O esqueleto deste animal tem 110 centímetros, do focinho à cauda. Foram encontrados 65 por cento dos ossos. Este carnívoro lembra uma lontra, mas o crânio é mais parecido com o de uma foca.Esta descoberta “altera o que conhecemos sobre como a evolução das focas ocorreu”, disse à agência AFP Natalia Rybczynski, paleontóloga do Museu Canadiano da Natureza, uma das autoras do artigo publicado na Nature.


Notícia do jornal Público

quinta-feira, abril 09, 2009

Diminuição da Espessura da Calote do Ártico

Durante as minnhas deambulações pela rede global descobri esta animação que de animadora tem pouco!
Para ver e reflectir...






Fall and Winter Arctic Sea Ice Thickness Declining Rapidly

Using five years of data from NASA's Ice, Cloud and land Elevation Satellite (ICESat), a team of NASA and university scientists made the first basin-wide estimate of the thickness and volume of the Arctic Ocean ice cover between 2003 and 2008. The scientists found that younger, thinner ice has replaced older, thicker ice as the dominant type over the past five years. Until recently, the majority of Arctic ice survived at least one summer and often several. That balance has now flipped. Seasonal ice, or ice that melts and re-freezes every year, now comprises about 70 percent of the Arctic sea ice in wintertime, up from 40 to 50 percent in the 1980s and 1990s. Thicker ice — surviving two or more years — now comprises just 10 percent of ice cover, down from 30 to 40 percent in years past.Sea ice thickness has been hard to measure directly so scientists have typically used estimates of ice age to approximate thickness. With ICESat, NASA scientists were for the first time able to monitor the ice thickness and volume changes over the entire Arctic Ocean. The Arctic ice cap grows each winter as the sun sets for several months and intense cold sets in. The total volume of winter Arctic ice is equal to the volume of fresh water in Lake Superior and Lake Michigan combined. Some of that ice is naturally pushed out of the Arctic by winds, while much of it melts in place.

But not all of the ice in the Arctic melts each summer, and the thicker, older ice that survives one or more summers is more likely to persist through the next summer. This older, thicker ice is declining thinner ice that is more vulnerable to summer melt. Seasonal sea ice usually reaches about 2 meters (6 feet) in thickness, while ice that has lasted through more than one summer averages 3 meters (9 feet), though it can grow much thicker in some locations near the coast. From 2003 to 2008, multi-year ice has thinned by an average of 60 centimeters (2 feet). The total ice volume in winter has decreased by 6,300 cubic kilometers, or 40 percent. The maximum extent of multi-year ice is now one-third of what it was in the 1990s.

This sequence shows Arctic sea ice thickness derived from winter and fall campaigns from the ICESat satellite. Sea ice grows extent grows in the summer and shrinks in the winter. While the sea ice extent might look similar from year to year this thickness data shows dramatic thinning especially near the North Pole (shown in dark blue). This image was generated with data acquired between Feb 17 - Mar 21, 2008.


This sequence shows Arctic sea ice thickness derived from winter and fall campaigns from the ICESat satellite. Sea ice grows extent grows in the summer and shrinks in the winter. While the sea ice extent might look similar from year to year this thickness data shows dramatic thinning especially near the North Pole (shown in dark blue). This image was generated with data acquired between Feb 17 - Mar 21, 2008.

quarta-feira, abril 08, 2009

Yellowstone

(image from Smith and Siegel, 2000)

Para quem gosta de vulcões, nomeadamente da super caldeira de Yellowstone, recomendo uma viagem 3D.

Parabéns Jane Goodall


A primatóloga Jane Goodall, que se notabilizou pelos estudos e defesa dos chimpazés, fez no passado dia 3 de Abril, 75 anos.

Parabéns e que permaneça entre nós por muitos e bons anos!

Informação em Ecosfera (Público)

segunda-feira, abril 06, 2009

Sismo em Itália



Magnitude Mw 6.3
Region CENTRAL ITALY

Abrutian Apennine
Date time 2009-04-06 at 01:32:41.4 UTC
Location 42.38 N ; 13.32 E
Depth 2 km
Distances 59 km E Terni (pop 110,412 ; local time 03:32 2009-04-06)
7 km NW L'aquila (pop 72,279 ; local time 03:32 2009-04-06)
6 km S Pizzoli (pop 3,378 ; local time 03:32 2009-04-06)
Informação em: European-Mediterranean Seismological Centre



O sismo de magnitude 6,3 ocorrido esta madrugada em Itália já provocou “mais de 50 mortos” e milhares de sem-abrigo, de acordo com o mais recente balanço de vítimas, declarou o ministro do Interior, Roberto Maroni, a partir de L'Aquila, a cidade mais atingida pelo tremor de terra, a 95 quilómetros a leste de Roma.

O sismo já provocou igualmente entre 45 e 50 mil sem-abrigo, de acordo com a Protecção Civil local, indica a AFP. As pessoas que ficaram sem tecto “serão rapidamente alojadas em hotéis ou em estruturas que estamos em vias de construir”, acrescentou o ministro.

As buscas pelos sobreviventes continuam, e estima-se que algumas dezenas de pessoas possam estar ainda soterradas. Os escombros estão também a provocar o encerramento de algumas estradas, dificultando as operações de socorro.

O sismo ficou a dever-se a uma falha tectónica regional, sem qualquer relação com os mecanismos tectónicos de Portugal, disse à Lusa o sismólogo português Rui Pinho, que trabalha no norte de Itália.

Fonte: Público (edição online)

Eupção vulcânico no Chile

Vulcão Llaima


A 4 de Abril de 2009, o vulcão Llaima entrou novamente em erupção.

"O vulcão, que há meio ano não apresentava nenhuma actividade, voltou a entrar em erupção na noite da sexta-feira e regista desde então explosões constantes de material incandescente que se elevam até 600 m, sobre a cratera de 3.210 metros de altitude. Suas actividades aumentaram, no entanto, durante a noite de sábado, conforme atestaram membros do Serviço Nacional de Geologia e Mineração que realizaram ontem um sobrevou sobre a área do Llaima. De acordo com o Escritório Nacional de Emergências chileno, as chuvas deste domingo na região impedem que haja uma visão propícia da situação do Llaima."


"O governo da região da Araucanía decretou alerta vermelho em oito localidades próximas, de onde pretende evacuar umas 70 pessoas devido ao perigo que representa a queda de cinza e escória e a formação de novas inundações."


Os riscos associados à erupção vulcânica são os deslizamentos do barro resultante da mistura de cinzas vulcânicas e escombros com água, que podem provocar um aumento do volume do rio Calbuco. Situado ao sul de Santiago, o Llaima intensificou sua actividade a partir de maio de 2007.


Fonte de informação

terça-feira, março 31, 2009

De volta...

Mais de três meses passaram desde a última entrada!

O tempo não dá tréguas e o trabalho é imenso.

Aproveito um folga para introduzir um blog sobre animais (gatos e caẽs) para adoptar.

segunda-feira, dezembro 29, 2008

Que 2009 seja em tudo melhor que 2008!

Ainda tenho esperanças...

quinta-feira, dezembro 11, 2008

Dúvida: qual o propósito das bossas dos camelos?


Informação retirada de ScienceNet

Where do camel store food and water?

Camels can go for days or even weeks with little or no food or water.

Most kinds of animals store fat in their bodies, but only camels keep most of their fat in a lump. If food is hard to find, the fat in the hump provides energy for the animal. If a camel is starving, its hump shrinks. The hump may even slip off the animal's back and hang down on its side. After the camel has had a few weeks' rest and food, its hump becomes firm and plump again. The hump is not a storage place for water, as many people believe.

Camels can flourish on the coarsest of sparse vegetation and feed on thorny plants, the leaves and twigs of shrubs, and dried grasses that other animals would refuse, though camels are not averse to better food if available. When the feeding is good, they accumulate in their humps stores of fat, which, when conditions are adverse, they are able to draw upon not only for sustenance but also for the manufacture of water by the oxidation of the fat. They thus are able to fast and go without drinking for several days; they have been known to go without water for 17 days and survive. They lose their body water slowly and can lose up to 25 percent of their weight by dehydration without ill effects. They can then regain their lost weight in a few minutes by drinking as much as 100 litres of water.

A camel needs little water each day because it gets some moisture from its food. Also, it keeps most of the water that is in its body. The amount of water a camel drinks varies with the time of year and with the weather. Camels need less water in winter when the weather is cool and the plants they eat contain more moisture than in summer. Camels that graze in the Sahara can go all winter without water and may refuse to drink if water is offered to them. But in very hot weather, a large, thirsty camel can drink up to 200 litres a day. This water is not stored in the camel's body but replaces water previously used up.


Podem ainda ler o artigo da Nature, de 1965:

P. O'B. MONTGOMERY, C. T. ASHWORTH & PIERRE FONTAIN


quinta-feira, dezembro 04, 2008

Observação Astronómica



Na próxima 6ª-feira, das 18.00 às 20.30 horas, há uma observação astronómicadas Escolas de Leiria, aberta ao público em geral, na Escola SecundáriaFrancisco Rodrigues Lobo.

quinta-feira, outubro 30, 2008

Adaptações dos animais às temperaturas extremas.

Bom estudo!





quarta-feira, outubro 08, 2008

Prémio Nobel da Química

Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Y. Tsien

O Nobel da Química foi hoje atribuído aos cientistas Osamu Shimomura, Martin Chalfie e Roger Y. Tsien, "pela descoberta e desenvolvimento da proteína verde fluorescente", anunciou o Comité Nobel.

“A proteína verde fluorescente, ou GFP (na sigla em Inglês), foi observada primeiramente na medusa Aequorea Victoria, em 1962. Desde essa altura, a proteína tornou-se uma das mais importantes ferramentas usadas na biociência contemporânea”, anunciou o Comité Nobel.

“Com a ajuda da GFP, os cientistas desenvolveram processos de observação que eram anteriormente invisíveis, tal como o desenvolvimento de células nervosas no cérebro ou a forma como as células cancerígenas se espalham” pelo organismo, refere ainda o Comité.

Informação retirada do artigo da edição on-line do jornal Público

terça-feira, outubro 07, 2008

Françoise Barré-Sinoussi

Parabéns à 12ª mulher laureada com um Nobel em ciência!


Françoise Barré-Sinoussi, com os outros cientistas laureados com este prémio, Luc Montagnier, à esquerda e Harald zur Hausen à direita.

Prémio Nobel da Física

Informação retirada do artigo publicado na edição on-line do jornal Público

O Prémio Nobel da Física foi hoje atribuído Yoichiro Nambu, de origem japonesa mas com cidadania americana, e aos japoneses Makoto Kobayashi e Toshihide Maskawa.

Yoichiro Nambu foi distinguido com o prémio pela descoberta do mecanismo da rotura espontânea da simetria na área da Física subatómica.

Makoto Kobayashi e Toshihide Maskawa foram distinguidos "pela descoberta da origem da rotura da simetria, que prediz a existência de pelo menos três famílias de 'quarks' na Natureza".

Durante a formação do Universo, a matéria existia sob a forma de uma espécie de "sopa" densa e quente chamada de "plasma quarks-glúons". Ao arrefecer, as partículas chamadas de "quarks" agregaram-se em protões e neutrões e outras partículas compostas.

segunda-feira, outubro 06, 2008

Mamíferos e anfíbios estão a atravessar “crise de extinção”

Artigo na edição on-line do jornal "Público"




De acordo com a edição de 2008 da Lista Vermelha das espécies ameaçadas, divulgada hoje, há 1141 mamíferos em risco de extinção – cerca de 21 por cento das 5487 espécies conhecidas.

Pela primeira vez, a Lista Vermelha avaliou todas as espécies descritas de mamíferos. Mas, entre elas, há 836 para as quais não há dados suficientes para se saber se estão ou não ameaçadas. O número de mamíferos em perigo pode chegar aos 36 por cento do total.

Há 188 mamíferos “criticamente em perigo” de desaparecer, entre eles o lince ibérico (Lynx pardinus), que é utilizado pela UICN este ano como exemplo da actual crise da biodiversidade. Só em Espanha é que o lince ibérico tem sido avistado na natureza. Segundo um comunicado da UICN, a espécie “tem uma população de 84 a 143 adultos e que continua em declínio”.


Também os anfíbios atravessam uma séria crise de sobrevivência, segundo a UICN. Praticamente um em cada três espécies que existem no mundo corre o risco de se extinguir.

Mamíferos, anfíbios e aves são os únicos grupos de seres vivos cujas espécies identificadas estão avaliadas quase que integralmente na Lista Vermelha. O mesmo não ocorre com répteis, peixes, invertebrados e plantas.

No total, dos cerca de 1,6 milhões de espécies até agora descritas no mundo, apenas 2,7 por cento foram avaliadas pela Lista Vermelha. Destas, 38 por cento estão em risco de extinção.

Do resto pouco se sabe, sendo impossível fazer-se uma avaliação completa, por exemplo, das quase 300 mil plantas ou dos 1,2 milhões de invertebrados que se conhecem. Por isso, a UICN está a lançar um índice que funciona como uma espécie de Dow Jones – o indicador da tendência das bolsas norte-americanas – para a biodiversidade. O índice SRLI (Sampled Red List Index) avalia a tendência de extinção dentro de um grupo a partir de uma amostra aleatória de suas espécies.

Na Lista Vermelha de 2008, Portugal aparece com 159 espécies em risco de extinção. A maior fatia refere-se a 67 espécies de caracóis da Madeira e Açores. A seguir, vêm 38 espécies de peixes. Há onze mamíferos em risco, dentre eles o lince.

Nobel da Medicina

Artigo da edição on-line do jornal de Público

O Prémio Nobel da Medicina foi hoje atribuído ao alemão Harald zur Hausen e aos franceses Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier.

Harald zur Hausen foi distinguido pela "sua descoberta do papiloma vírus causador do cancro do colo do útero" (VPH), o segundo tipo de cancro que mais atinge as mulheres.

“Harald zur Hausen lutou contra o dogma e postulou que o HPV pode causar o cancro do colo do útero, o segundo mais comum entre as mulheres. Ele percebeu que o DNA do HPV pode existir num estado não-produtivo e que pode ser detectado por buscas específicas ao DNA viral. Ele descobriu que o HPV é uma família heterogénea de vírus. Apenas alguns tipos de HPV causam o cancro. A sua descoberta levou à caracterização da história natural da infecção pelo HPV, a uma compreensão dos mecanismos de formação do carcinoma induzido pelo HPV e ao desenvolvimento de vacinas profiláticas contra a infecção pelo HPV”, indica o Comité Nobel.

Françoise Barré-Sinoussi e Luc Montagnier foram distinguidos pela descoberta do Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). "A produção do vírus foi identificada em linfócitos de doentes com nódulos linfáticos dilatados, em estágios iniciais de imunodeficiência adquirida, e em sangue de doentes em fase terminal. Os cientistas caracterizaram este retrovírus como o primeiro lentivírus humano, com base nas suas propriedades morfológicas, bioquímicas e imunológicas. O VIH destruía o sistema imunitário por causa de uma duplicação maciça do vírus e da destruição de células linfáticas. Esta descoberta foi um pré-requisito da actual compreensão da biologia da doença e do respectivo tratamento retroviral”, indicou o comité Nobel.

terça-feira, setembro 30, 2008

Descobertas rochas mais antigas da Terra no Canadá

Ao ler o blogue Geopedrados, descubro esta notícia muito interessante. Pena que haja quem ainda acredite que fazer ciência é um passatempo para as horas mortas...

Artigo publicado na edição on-line do Jornal Público


Imagem Geopedrados


O movimento das placas tectónicas da Terra produziu ao longo do tempo maravilhas como o cume do Evereste e dispôs os continentes na forma como os conhecemos. Pelo meio esqueceu-se da Baía de Hudson, no Canadá. Agora, cientistas do Canadá e dos Estados Unidos descobriram que na costa oriental da baía podem estar as rochas mais antigas que se conhece da crosta terrestre, produzidas há 4,28 mil milhões de anos.

"Existem datas mais antigas para minerais isolados provenientes do Oeste da Austrália, mas estas são as rochas mais antigas que se conhece até agora”, disse num comunicado Richard Carlson, investigador do Departamento de Magnetismo Terrestre, do Instituto de Carnegie em Washington.

A descoberta foi publicada hoje na revista Science. Os investigadores estudaram amostras de uma cintura de rochas metamórficas chamadas Nuvvuagittuq. Ao medirem a composição dos isótopos de neodímio e de samário, elementos químicos raros que existem nestas rochas, conseguiram datar as amostras entre os 3,8 e 4,28 mil milhões de anos.

Até agora, eram conhecidas rochas com 4,03 mil milhões de anos, no afloramento rochoso de Acasta Gneiss nos Territórios de Noroeste do Canadá. A nova descoberta puxa para trás 250 milhões de anos, a data da crosta mais antiga que se manteve estável.

A Terra tem 4,6 mil milhões de anos e é muito raro encontrar-se restos da crosta original, a maior parte da qual foi esmagada e reciclada no interior do planeta várias vezes. Ao longo do tempo, as placas continentais e oceânicas afastaram-se, embateram, foram sendo produzidas através da actividade vulcânica e desapareceram. Ao mesmo tempo produziram oceanos, montanhas, mares, esculpindo a forma do planeta.

A importância desta descoberta vai para além da idade das rochas. A composição química mostra uma semelhança com rochas vulcânicas que estão num contexto geológico em que há placas a chocarem entre si. “Isto dá-nos um olhar sem precedentes dos processos em que a crosta primitiva se formou”, explicou Carlson.

Descoberto dinossauro com sistema respiratório parecido com o das aves

Artigo publicado na edição on-line do jornal Público



Ossos-de-ar-do-rio-Colorado não parece um nome muito ameaçador para uma nova espécie de dinossauro predador. Mas o nome, a tradução do latim Aerosteon riocoloradensis, funciona perfeitamente para o mais recente elo entre os “lagartos terríveis” do Mesozóico e as aves.

As ossadas do novo dinossauro foram encontradas no rio Colorado na província de Mendoza, na Argentina. “Este dinossauro fornece como mais nenhum as evidências directas dos pulmões que estão na origem da respiração das aves”, explica Ricardo Martinez da Universidade do Nacional de San Juan, na Argentina e co-autor do estudo publicado na revista científica "Public Library of Science One” (PLoS One).

Os fósseis do dinossauro foram estudados durante anos e revelaram a existência de sacos aéreos dentro da cavidade corporal do Aeroston. Os ossos têm bolsas e uma textura de esponja que provam que eram invadidos pelos sacos, o que permitia que o ar percorresse o interior das estruturas ósseas como acontece nas aves, que têm os chamados ossos pneumáticos.

Os cientistas acham que estes dinossauros tinham um sistema respiratório parecido com os das aves, em que os sacos aéreos bombeavam o ar para os pulmões. No resto dos vertebrados, os pulmões expandem-se e contraem-se para manter o fluxo de ar.

Segundo as datações, o Aerosteon viveu durante o período Cretácico, há 85 milhões de anos, 20 milhões de anos antes de os dinossauros desaparecerem. Apesar de ser um carnívoro bípede, os investigadores explicam que esta espécie é de uma linhagem diferente dos carnívoros que viveram na mesma altura. “O Aerosteon (...) representa uma linhagem que sobreviveu isoladamente na América do Sul. O seu primo mais próximo na América do Norte, é o Alossauro, que se extinguiu milhões de anos antes e foi substituído pelo Tiranossauro”, diz Paul Sereno o primeiro autor do artigo, que é da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos.

A espécie media 10 metros de comprimento, pesava o mesmo que um elefante grande e, segundo os cientistas, tinha penas. O sistema respiratório e os ossos ocos por onde corre o ar aumentam a eficiência respiratória e tornam as aves mais leves ajudando no voo, mas qual é a necessidade deste sistema no Aerosteon?

Paul Sereno aponta que os sacos aéreos do dinossauro estão em locais pouco comuns. “Eles vêm desde a parte superior do corpo até às costelas da barriga. Parece que o animal tinha um sistema de tubos de ar por baixo da pele”, disse. A equipa tem três explicações para isto, o sistema tornava os pulmões mais eficientes, poderia reduzir o peso da massa do corpo do bípede ou o sistema de ossos ocos ajudava a libertar o excesso de calor do corpo.

Actualmente, a maioria dos paleontólogos acredita que as aves evoluíram a partir de dinossauros carnívoros pequenos com penas - as primeiras aves que se conhece são muito parecidas com estes dinossauros.