


Uma equipa de cientistas da Nova Zelândia acredita ter encontrado o que parece ser uma cura para a doença, provocada por um fungo, que está a fazer desaparecer muitas das populações de anfíbios em todo o mundo.
Segundo a BBC online, os investigadores da Universidade de Otago chegaram à conclusão de que os sapos revestidos por uma solução contendo cloramfenicol tornaram-se resistentes à doença mortífera, a quitridiomicose.Esta doença tem sido apontada como a causa para a extinção de um terço das 120 espécies que têm desaparecido desde 1980.
Os investigadores lançaram-se na busca de algo que pudesse matar o fungo Batrachochytrium dendrobatidis, causador da doença, porque receavam o desaparecimento na Nova Zelândia da espécie já criticamente ameaçada Leiopelma archeyi.
Os cientistas aplicaram cloramfenicol no dorso dos animais e colocaram os animais numa solução com cloramfenicol. Esta última opção deu melhores resultados. “Normalmente não esperamos que os antibióticos façam alguma coisa aos fungos. Mas fazem. Não percebemos porque razão o fazem, mas o que é certo é que isso acontece”, comentou Russell Poulter, biólogo molecular que detectou, neste projecto, o cloramfenicol. Além disso, “tem a vantagem de ser incrivelmente barato”.Mas a adopção generalizada do cloramfenicol ainda está a ser debatida.
As autoridades da União Europeia e dos Estados Unidos receiam efeitos adversos nos seres humanos.
Será que funciona? Se sim vamos "correr" atrás dos anfíbios para esfregar o dorso!!!


Um grupo de paleontólogos brasileiros e argentinos descobriram o maior fóssil completo de uma nova espécie de dinossauro gigante. Esta descoberta permite perceber um pouco melhor como terá sido o actual norte da Patagónia há 80 milhões de anos.
O herbívoro Futalognkosaurus dukei media entre 32 e 34 metros, da cabeça à cauda. “É uma nova espécie que cria um novo grupo”, explicou a paleontóloga argentina, Juan Porfiri, numa conferência no Rio de Janeiro.
Cerca de 70 por cento do fóssil estava preservado, o que contrasta com os 10 por cento do outro dinossauro gigante da mesma espécie encontrado.
O nome dado à recente descoberta deriva da linguagem indígena Mapuche e significa “chefe gigante dos lagartos”. O nome dukei é uma referência à empresa dos Estados Unidos Duke Energy Corp, que financiou uma grande parte das escavações na Argentina. Os primeiros fósseis tinham sido encontrados em 2000.

“Organizámos campeonatos sul-americanos com o Chile, a Argentina e a Colômbia.” Esses tempos de glória chegaram ao fim. Esquiar neste local dependia de um pequeno glaciar que se transformava numa pista de ski aceitável quando a estação húmida da Bolívia o cobria de neve. O glaciar já estava a regredir quando a área de ski abriu em 1939. Na última década, entrou definitivamente em espiral descendente. No ano passado, tudo o que restava eram três secções de gelo arenoso, a maior delas com escassas duas ou três centenas de metros de extensão. O tele-ski atravessava campos de pedras. Das montanhas às calotas glaciárias polares, o mundo está a perder o seu gelo mais depressa do que se julgava possível. Até os cientistas que vigiam Chacaltaya desde 1991 pensavam que o glaciar resistiria mais tempo. Face às emissões automóveis e industriais que aquecem o clima, não admira que os glaciares estejam a derreter. Mas ultimamente, a perda de gelo tem ultrapassado a constante subida das temperaturas globais. Os cientistas estão a descobrir que os glaciares e as calotas glaciárias são surpreendentemente sensíveis. Em vez de derreter de maneira regular, como um cubo de gelo num dia de Verão, são propensos a efeitos de retroalimentação: a descongelação provoca mais descongelação, e o gelo regride de modo acentuado. Em Chacaltaya, por exemplo, as pedras escuras postas a nu pelo glaciar em processo de derretimento vieram acelerar ainda mais a sua morte, pois absorvem o calor do sol. Outros efeitos de retroalimentação estão a provocar a diminuição dos glaciares alpinos de maiores dimensões antes do previsto, precipitando as calotas glaciárias polares oceano adentro. A maioria dos glaciares dos Alpes poderá desaparecer até ao fim deste século, e o gelo que dá nome ao Parque Nacional dos Glaciares, nos EUA, poderá derreter até 2030. Os pequenos glaciares espalhados pelos Andes e pelos Himalaia têm, na melhor das hipóteses, mais algumas décadas. E o prognóstico para as calotas que cobrem a Gronelândia e a Antárctida? Ninguém sabe. Eric Rignot, cientista do Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL) da NASA, mediu uma duplicação na perda de gelo da Gronelândia ao longo da última década e comenta: “Assistimos actualmente a coisas que, há cinco anos, pareceriam impossíveis, extravagantes, exageradas.” O destino de muitos glaciares alpinos já está traçado. Milhões de pessoas de países como a Bolívia, o Peru e a Índia que dependem actualmente da água do degelo dos glaciares de montanha para irrigar os campos, beber e produzir energia eléctrica poderão ficar a seco. Leia o artigo completo na revista
| Filme de Spielberg exagerou tamanho |
| Mark Norell, co-autor do estudo |
Os cientistas sabem desde há vários anos que muitos dinossauros tinham penas e suspeitavam de que o Velociraptor seria um deles, provavelmente semelhante às actuais aves que não voam, como a avestruz. O que os cientistas fizeram agora foi documentar a presença de penas num antebraço fóssil de um velociraptor desenterrado na Mongólia em 1998. Descobriram no espécime claras indicações de protuberâncias de penas grandes e outras saliências de penas pequenas, ancoradas no osso através de ligamentos.
As saliências das penas também podem ser vistas em muitas das espécies dos actuais pássaros e são mais evidentes em pássaros com grande capacidade de voo. "A falta de protuberâncias de penas não significa necessariamente que o dinossauro não tinha penas, mas encontrar protuberâncias de penas num velociraptor significa que ele definitivamente tinha penas", disse Alan Turner, o autor principal do estudo e paleontólogo no American Museum of Natural History e na Columbia University, em Nova Iorque. "Isso é algo que já suspeitávamos, mas ninguém tinha sido ainda capaz de provar", sublinhou.
Até agora, os cientistas tinham descoberto apenas sinais de penas em fósseis de dinossauros descobertos numa determinada espécie de sedimentos de lagos, que favoreciam a preservação de pequenos animais. O velociraptor ("Velociraptor mongoliensis", que significa "ladrão veloz") era um dinossauro carnívoro e bípede que caçava em bando.
Jurassic Park exagerou tamanho
Os investigadores salientam que o tamanho deste dinossauro foi muito exagerado no filme 'Jurassic Park'" e que o espécime deste estudo, considerado normal, tinha cerca de 91 centímetros de altura, aproximadamente 1,5 metros de comprimento e pesava 13,5 quilos.
Dado que tinha asas anteriores relativamente pequenas quando comparadas com as de um pássaro actual, os autores sugerem que talvez um seu antepassado tenha perdido a capacidade de voar, mas tenha mantido as penas para proteger os ovos no ninho, controlar a temperatura ou ajudar em manobras como mudar de direcção enquanto corria.
"Quanto mais aprendemos acerca destes animais mais descobrimos que basicamente não há diferença entre os pássaros e os seus relativamente próximos antepassados dinossauros, como o velociraptor", disse Mark Norell, responsável pela secção de paleontologia do American Museum of Natural History e co-autor do estudo.
"Ambos tinham fúrculas ('ossos da sorte'), chocavam os ovos, tinham ossos ocos e eram cobertos de penas", realçou, considerando que "se animais como o velociraptor estivessem vivos hoje, a nossa primeira impressão seria a de que eram uns pássaros com ar muito estranho". O primeiro espécime de velociraptor foi descoberto precisamente pelo Museu Norte-americano de História Natural durante uma expedição à Mongólia, em 1925.
| |||
| Rússia, China e Índia contêm a maioria das áreas onde a poluição tóxica e as pessoas convivem, com efeitos devastadores | |||
| por David Biello | |||
![]() O sofrimento de Sumqayit: durante o tempos soviéticos, a cidade no Azerbaijão serviu como centro de fabricação de químicos e, como resultado de um legado de lixo tóxico, eleva o número de casos de câncer em até 51% Esta semana, Sumqayit, no Azerbaijão, ganhou o prêmio duvidoso de entrar na lista dos dez locais mais poluídos do mundo, publicada pela organização ambientalista americana Blacksmith Institute. Mais uma herdeira do legado tóxico da indústria soviética, a cidade de 275 mil habitantes convive com uma forte contaminação de metais, petróleo e produtos químicos, conseqüência de seus dias como centro de produção química. Como resultado, a população tem um número de 22% a 51% maior de casos de câncer que os habitantes do resto do país, e seus filhos sofrem de uma gama de complicações genéticas, de retardo mental a doenças nos ossos. “Cerca de 12 mil toneladas de emissões nocivas eram despejadas por ano, incluindo mercúrio”, afirma Richard Fuller, fundador da Blacksmith. “Há enormes lixões de resíduos industriais sem tratamento.” Fuller diz que a lista inclui “locais altamente poluídos nos países em desenvolvimento, onde as crianças morrem aos montes ou vivem com alguma doença crônica... áreas de desolação e repugnância daquilo que o homem causou”. Veja as outras cidades mais poluídas: Chernobyl, Ucrânia – As partículas radioativas liberadas no maior acidente nuclear da história continuam a se acumular, afetando até 5,5 milhões de pessoas e levando a um grande aumento dos casos de câncer da tireóide. O acidente também arruinou a perspectiva econômica de áreas e nações adjacentes. “A Bielorússia é um país agrícola mas, por causa de Chernobyl, perdeu acesso aos mercados mundiais para vender sua produção”, explica Stephan Robinson, diretor da Cruz Verde da Suíça, grupo ambiental que colaborou com o relatório. | |||

Uma cratera com 30 metros de diâmetro e seis de profundidade. Foi este o resultado da queda de um meteorito no sudeste do Peru, que deixou em alerta toda a população apanhada desprevenida pela força do impacto.
De acordo com a notícia avançada pelo site TecnoCientista, a queda deu-se na noite de sábado, provocando um pequeno tremor de terra na localidade de Caranca. De acordo com fontes da polícia local, os habitantes da região ouviram um grande barulho do que parecia ser a queda de um avião. As testemunhas viram um objecto em chamas no céu, que acabou por embater num descampado. A explosão causada pelo choque do meteorito não feriu nenhum dos habitantes, embora alguns animais tenham morrido carbonizados.
Náuseas, vómitos e fortes dores de cabeça levaram alguns locais ao hospital após o incidente. No entanto, a Academia Nacional de Ciências já garantiu que a queda do meteorito não traz qualquer perigo para a saúde dos habitantes: "Nenhum dos vários meteoritos que caem no Peru e fazem perfurações de tamanhos variados são prejudiciais para a população a não ser que caiam em cima de uma casa".
| Deserto de Gobi (Mongólia) onde está a trabalhar o paleontólogo português |
A primeira fase da expedição desenrolou-se numa área menos explorada no deserto de Gobi, conhecida pela Bayn Shire, que embora já visitada por paleontólogos, tem muitos locais inexplorados. A equipa, que já enfrentou uma tempestade de areia com ventos de 90 km/h e um dia com temperatura de 52 graus centígrados, recolheu vários ossos, dentes, crânios, ovos de dinossauros e esqueletos quase completos, "o que é raro", indicou o português à Agência Lusa.
"A localidade é incrivelmente rica e novas descobertas ocorrem todos os dias", indicou o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, cuja missão tem a duração de 34 dias. Na lista de achados enumerada pelo português destaca-se um esqueleto quase completo de um dinossauro saurópode.
"Poderá ser uma nova espécie, mas ainda tem de ser feito trabalho suplementar", indicou Mateus, revelando ainda a descoberta de dentes de saurópode com um formato desconhecido até ao momento e que poderá representar uma nova forma de processar (mastigar) plantas entre estes animais. O saurópode é um quadrúpede herbívoro de pescoço comprido, que atingia mais de 15 metros de comprimento.
| Agricultura do Futuro: Um Retorno às Raízes? | ||||||
| A agricultura de grande escala se tornaria mais sustentável se as principais plantas cultivadas sobrevivessem por anos e formassem sistemas de raízes profundas | ||||||
| por Jerry D. Glover , Cindy M. Cox e John P. Reganold | ||||||
Para muitos de nós de regiões ricas, parece fácil para os produtores rurais cultivarem nosso alimento. No entanto, a agricultura moderna exige áreas vastas de terra, irrigação, energia e produtos químicos. Observando essa demanda por recursos, a Avaliação do Ecossistema do Milênio, de 2005, patrocinada pela Organização das Nações Unidas, sugere que “dentre todas as atividades humanas, a agricultura pode ser a maior ameaça à biodiversidade e ao funcionamento do ecossistema”. Hoje, grande parte do alimento vem direta ou indiretamente (na forma de ração animal) de ce-reais, legumes e oleaginosas. Fáceis de transportar e armazenar, relativamente não-perecíveis e razoavelmente ricos em proteínas e calorias, essas culturas ocupam cerca de 80% das terras agrícolas globais. Mas são todas plantas anuais, ou seja, devem ser cultivadas a partir de sementes todo ano, usando métodos de cultivo com recursos intensivos. O maior problema é que a degradação do meio ambiente provocada pela agricultura provavelmente se agravará à medida que a população humana faminta crescer para 8 bilhões ou 10 bilhões nas próximas décadas. É por isso que melhoristas de plantas, agrônomos e ecologistas estão trabalhando no desenvolvimento de sistemas de cultivo de grãos que funcionarão como os ecossistemas naturais. A chave é a transformação das principais produtoras de grãos em plantas perenes, que possam viver por muitos anos. Essa idéia poderá ainda levar décadas para ser implementada, mas avanços significativos na ciência do melhoramento de plantas finalmente a estão deixando dentro do alcance. | ||||||

