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segunda-feira, outubro 26, 2009

A Terra e a Saúde


Entrega do resumo:11 de Janeiro de 2010
Entrega do poster:1 de Fevereiro de 2010
Congresso: 25 e 26 de Fevereiro de 2009
Local: Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra e Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra



quarta-feira, setembro 09, 2009

"Cocktail" de bactérias capaz de degradar poluentes orgânicos em locais contaminados por metais pesados

Um cocktail de bactérias pode permitir a degradação de poluentes orgânicos em locais contaminados por metais pesados no solo, mostra um estudo feito por um grupo de investigadores do Porto.

A equipa do Instituto de Biologia Molecular e Celular no Porto e do Instituto Superior de Engenharia do Porto, juntou estirpes de bactérias capazes de resistir a ambientes com altas concentrações de metais pesados, permitindo a sobrevivência de outros microrganismos que degradam os poluentes orgânicos. Os resultados foram publicados na revista “Biodegradation”.

As experiências foram realizadas no laboratório, em pequenas quantidades de solo e os cientistas utilizaram bactérias vindas das margens de um canal poluído da Ria de Aveiro. Foram escolhidos os cocktails capazes de degradar melhor os poluentes orgânicos MTBE, um aditivo da gasolina, e TCE, um solvente para remover manchas de partes metálicas.

Os metais pesados inibem a proliferação normal das bactérias, durante as experiências os investigadores conseguiram que certas bactérias aliviassem esta carga inibidora, permitindo a actividade de degradação do MTBE e do TCE por parte de outras bactérias.

Notícia
em Público Online

Tapete verde de algas no rio Tejo chega às Portas de Ródão


O rio Tejo, ao passar pelas Portas de Ródão, trouxe consigo um tapete verde de algas, causado pela poluição e pela redução do caudal. Este é um problema cada vez mais frequente e que requer mais do que "medidas paliativas", diz a Quercus.

O fenómeno foi captado pela webcam do ninho de grifos, colocada nas Portas de Ródão, nos concelhos de Vila Velha de Ródão e Nisa.

Samuel Infante, da Quercus, esteve ontem no terreno e presenciou o "boom" de algas, como a azola. "Este é um problema complexo que se deve à soma de vários factores, como a falta de chuva, o aumento da temperatura e a poluição vinda de Espanha, nomeadamente dos milhares de esgotos e da poluição agrícola lançada às águas", contou ao PÚBLICO. "O rio quando entra em Portugal já vem muito degradado".

Quando há mais água, há uma maior diluição da poluição e menor concentração de nutrientes. Este tapete de algas afecta "todos os ecossistemas" dos rios e a vida que neles existe. Se forem detectadas cianobactérias, pode haver riscos para a saúde pública.

Em Maio, a Quercus lançou um alerta para este "enverdecimento" do rio Tejo. No seguimento desta acção, a Comissão Luso-Espanhola responsável pela gestão dos rios "falou sobre o assunto e um grupo de peritos visitou o terreno", acrescentou Samuel Infante.

Uma das medidas que estará a ser equacionada pelas autoridades espanholas é a colocação de redes dentro do rio para recolher a azola mecanicamente. "Mas este é um problema que exige mais do que medidas paliativas".

Tanto mais que este é um problema que já tem vários anos. "Antigamente, acontecia apenas uma vez por ano, durante dois ou três meses. De há dois anos para cá, acontece praticamente todo o ano, de Maio a Novembro".

Notícia em Público online

quarta-feira, setembro 19, 2007

Os dez lugares mais poluídos do mundo...

Ver artigo completo em Scientific American Brasil

Rússia, China e Índia contêm a maioria das áreas onde a poluição tóxica e as pessoas convivem, com efeitos devastadores
por David Biello
O sofrimento de Sumqayit: durante o tempos soviéticos, a cidade no Azerbaijão serviu como centro de fabricação de químicos e, como resultado de um legado de lixo tóxico, eleva o número de casos de câncer em até 51%


Esta semana, Sumqayit, no Azerbaijão, ganhou o prêmio duvidoso de entrar na lista dos dez locais mais poluídos do mundo, publicada pela organização ambientalista americana Blacksmith Institute. Mais uma herdeira do legado tóxico da indústria soviética, a cidade de 275 mil habitantes convive com uma forte contaminação de metais, petróleo e produtos químicos, conseqüência de seus dias como centro de produção química. Como resultado, a população tem um número de 22% a 51% maior de casos de câncer que os habitantes do resto do país, e seus filhos sofrem de uma gama de complicações genéticas, de retardo mental a doenças nos ossos.


“Cerca de 12 mil toneladas de emissões nocivas eram despejadas por ano, incluindo mercúrio”, afirma Richard Fuller, fundador da Blacksmith. “Há enormes lixões de resíduos industriais sem tratamento.”

Fuller diz que a lista inclui “locais altamente poluídos nos países em desenvolvimento, onde as crianças morrem aos montes ou vivem com alguma doença crônica... áreas de desolação e repugnância daquilo que o homem causou”. Veja as outras cidades mais poluídas:

Chernobyl, Ucrânia – As partículas radioativas liberadas no maior acidente nuclear da história continuam a se acumular, afetando até 5,5 milhões de pessoas e levando a um grande aumento dos casos de câncer da tireóide. O acidente também arruinou a perspectiva econômica de áreas e nações adjacentes. “A Bielorússia é um país agrícola mas, por causa de Chernobyl, perdeu acesso aos mercados mundiais para vender sua produção”, explica Stephan Robinson, diretor da Cruz Verde da Suíça, grupo ambiental que colaborou com o relatório.

quarta-feira, julho 25, 2007

Perigo no ar: novos testes revelam milhares de químicos potencialmente nocivos a mais

Ao estudar as interações de substâncias químicas industriais no ar, cientistas descobrem que milhares deles podem se acumular em moléculas de gordura e “viajar” na cadeia alimentar
por David Biello

Perigo no ar? Um novo estudo revela que lobos canadenses estão acumulando substâncias químicas potencialmente perigosas porque, embora elas sejam solúveis em água, não se dissolvem no ar
O inseticida DDT é infame por ser transmitido na cadeia alimentar e, entre outros males, fazer com que a casca dos ovos das águias carecas fique fina como papel. O carcinogênico entra na cadeia alimentar em concentrações baixas mas, devido à capacidade de se esconder em moléculas de gordura, chega a concentrações cada vez mais altas (um processo chamado biomagnificação), passando de algas para larvas e então dos peixes para águias – o que levou à sua proibição nos Estados Unidos em 1972.

No entanto, uma parte importante da “rede de ar” da Terra foi deixada de lado: os animais que respiram, de roedores a seres humanos. Um novo estudo mediu a facilidade com que substâncias químicas saem dos pulmões para o ar em comparação à facilidade com que elas são dissolvidas em gorduras e água. A pesquisa, publicada na Science, revela que milhares delas têm a capacidade de se acumular em animais que respiram ar – e talvez também naqueles que “respiram” água.

Um grande número de substâncias químicas solúveis em água não se dissolve tão bem no ar, se acumulando “especificamente em cadeiras alimentares não-aquáticas: mamíferos, pássaros e seres humanos”, explica o chefe da pesquisa, Frank Gobas, da Simon Fraser University, na Columbia Britânica.

Ver artigo completo em Scientific American

Investigadores provam influência do homem nos níveis de precipitação

Uma equipa de investigadores canadianos e norte-americanos defende que existe relação entre a actividade humana e os níveis de precipitação registados no século XX. Segundo os responsáveis, esta é a primeira vez que se consegue provar a existência de alterações do padrão de precipitação provocadas pela acção do homem.

O estudo foi feito através da comparação das alterações observadas nos níveis de precipitação registados ao longo do século XX com as alterações simuladas em 14 modelos climáticos. "A acção humana teve uma influência detectável nas alterações observadas na precipitação média e estas mudanças não podem ser explicadas pelas variações climáticas internas ou pela acção da natureza", lê-se no relatório do estudo.

Os resultados sugerem que a acção humana contribuiu de forma significativa para o aumento de precipitação observado nas latitudes médias do Hemisfério Norte, também designadas por Zona Temperada; para uma situação de seca nos trópicos e sub-trópicos do mesmo hemisfério; e provocaram o aumento da humidade nos sub-trópicos e trópicos profundos do Hemisfério Sul.

"As mudanças observadas podem já estar a ter um efeito significativo nos ecossistemas, na agricultura e na saúde humana nas regiões mais sensivas as alterações de precipitação", dizem os investigadores, alertando para a situação em regiões como a faixa do Sahel, em África.

A influência humana no clima já tinha sido detectada na temperatura do ar à superfície, na pressão do nível do mar, na temperatura da atmosfera livre, na altura da tropopausa (a camada intermediária entre a troposfera e a estratosfera) e no índice de aquecimento do oceano.

O estudo será publicado pela revista "Nature" esta quinta-feira.

Artigo publicado em Público

quinta-feira, junho 14, 2007

Todos queremos um carro!

Por Leonor Fernandes
Tráfego em Milão gera elevados níveis de partículas materiais
Tráfego em Milão gera elevados níveis de partículas materiais
The New York Times (NYT) e o International Herald Tribune publicaram na anteontem os resultados do projecto EuroLifeNet liderado pelo investigador português do MIT, Pedro Ferraz de Abreu. A experiência piloto está a decorrer em Portugal e Itália e permitiu obter informação detalhada referente a ciclos de 24 horas sobre a exposição individual à poluição de estudantes do ensino secundário.
Pedro Ferraz de Abreu é responsável pelo EuroLifeNet
Pedro Ferraz de Abreu é responsável pelo EuroLifeNet

Baseando-se nos dados já recolhidos em Milão, Itália, The New York Times afirma que o Norte de Itália, para além de conhecido pela moda, comida e pela Fiat, passou a ter mais um título de fama, mas desta vez pouco abonatório: «Cidades europeias com os piores níveis de poluição».

Segundo este jornal, a Alemanha e a Polónia “grandes poluidores europeus” têm vindo a reduzir as suas emissões desde 1990, ao contrário de Itália - cujos valores aumentaram - e que foi advertida pela Comissão Europeia no sentido de reprogramar o seu plano de redução de emissões, sob pena de enfrentar elevadas multas.

Os resultados do EuroLifeNet são impressionantes. Como exemplo, o NYT cita o caso de um participante de 16 anos cujo apartamento fica próximo de uma via muito movimentada e em que os níveis de poluição na sua sala à noite são 20 vezes superiores ao máximo aconselhado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O EuroLifeNet foi desenvolvido em Itália por intermédio da associação Genitore Antismog (Pais contra a Poluição) e em declarações ao NYT a presidente, Anna Gerometta, afirmou: «Queremos que as pessoas se revoltem e que os políticos prestem atenção. Isto é muito mau para a nossa saúde».

Apesar de os níveis de ozono e benzeno terem diminuído de forma visível naquela região, o mesmo não tem acontecido com as partículas materiais, disse o presidente da região da Lombardia, Roberto Formigoni ao NYT.
O jornal americano salienta também dados da OMS deveras preocupantes que indicam que em Itália alguns tipos de partículas materiais causaram, entre 2002 e 2004, 8220 mortes por ano e mostra o nível médio de partículas ultrafinas nalgumas cidades europeias em 2006: Milão 38, Atenas 25, Varsóvia 34, Turim 41, Viena 24, Lisboa 19 e Paris e Londres 16 no fundo da tabela mas ainda assim bem a cima do mínimo padrão de dez miligramas de partículas, afirma Roberto Bertollinin presidente do Centro Europeu para o Ambiente.

Má forma de vida

Bertollini afirma: “É muito difícil diminuir os níveis de partículas materiais devido à forma como vivemos”. Elas são causadas em grande parte pelo tráfego, particularmente pelo característico “pára-arranca“ das horas de ponta.

Citando dados de um estudo cientifico do ano passado, o NYT afirma que caso os valores de dez miligramas sugeridos pela OMS fossem cumpridos poupar-se-ia a vida a 22 mil pessoas em 26 cidades europeias.
Embora estejam a ser desenvolvidos esforços pela autarquia de Milão para reduzir os veículos poluentes, o NYT diz que em termos de poluição a única cidade comparável é Los Angeles, em que o transporte público é limitado e ineficiente e todos querem ter carro.

Segundo Robert Formigoni, serão necessários mais 20 anos para que a mentalidade dos italianos mude e estes troquem o carro por outros veículos menos poluentes. Emile De Saeger, outra especialista que analisou os dados obtidos no EuroLifeNet, chamou a atenção para o facto de ter de se repensar a localização de ciclovias e de parques infantis, de modo a afastá-los de zonas próximas de vias muito movimentadas, com elevados níveis destas partículas analisadas, refere o NYT.

Para terminar, o jornal nova-iorquino salienta uma questão pertinente de Anna Gerotta: ”Como é que esperam que as pessoas usem os autocarros se eles estão sempre presos no tráfego?

Artigo publicado em: Ciência Hoje