sexta-feira, maio 02, 2008

sexta-feira, abril 18, 2008

biocombustíveis...para o bem e para mal!!!!!

Informação recebida através da lista da Geopor

Autoridades financeiras e de bancos de desenvolvimento de todo o mundo pediram uma acção urgente para interromper o aumento do preço dos alimentos, enquanto o relatório da ONU pelo direito à alimentação condenou a expansão dos biocombustíveis.

«Quando alguém inicia, nos Estados Unidos, uma política de seis mil milhões de subsídios, uma política de biocombustíveis que drena 138 milhões de toneladas de milho do mercado de alimentos, estão estabelecidas as bases de um crime contra a humanidade», acusou o sociólogo suíço Jean Ziegler, da ONU, em entrevista ao jornal Libération. Já representantes do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial alertaram para um crescimento dos distúrbios sociais caso o custo dos consumos básicos não seja contido. A França, segundo país europeu produtor de biocombustíveis, atrás da Alemanha, está preocupada, mesmo não sendo «a Europa quem desestabiliza o mercado mundial de alimentos», disse o ministro da Agricultura Michel Barnier.

O Brasil é um dos maiores produtores mundiais de biocombustíveis, com o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar.

Reuters/SOL

Aceleração do degelo das calotes polares...

Recebi da lista da Geopor esta notícia:

O aumento da temperatura global está a provocar o escoamento rápido das águas dos lagos que se formam à superfície dos glaciares da Gronelândia, o que poderá acelerar a fusão dos gelos árcticos no Verão. Num estudo hoje publicados pela revista Science, investigadores norte-americanos descrevem pela
primeira vez o escoamento repentino e total de águas de lagos formados na calote glaciar da Gronelândia.

O fenómeno consiste num sistema de drenagem das águas do topo dos glaciares até à base que poderá acelerar a deslocação e fusão dessas massas de gelo, explicam cientistas da Universidade de Washington, em Seattle, e da Woods Hole Oceanographic Institution (WHOI).
«Encontrámos provas claras de que os lagos supraglaciais, que são concentrações de água derretida à superfície durante o Verão, provocam fissuras na camada de gelo, num processo conhecido por hidrofractura», explicou Sarah Das, do Departamento de Geologia e Geofísica do WHOI. Observações por satélite já tinham revelado que as águas dos lagos que se formam todos os anos sobre os glaciares da Gronelândia desapareciam rapidamente sem que se pudesse determinar para onde.

Em Julho de 2006, os cientistas constataram o desaparecimento de um lago de 5,6 quilómetros quadrados. «Como se fosse uma banheira a escoar, todo o lago desapareceu em 24 horas e uma inspecção posterior mostrou que as águas tinham aberto uma fenda de 980 metros, do topo do glaciar até à base», afirmou a investigadora. Mas embora o degelo e a drenagem da água até à base dos glaciares facilite a sua deslocação, os cientistas advertem que esta não é tão rápida que possa ter consequências catastróficas. Outros estudos publicados na Science alertaram para a possibilidade da deslocação desses glaciares para o mar poder fazer subir os níveis do mar.

«Consideradas em conjunto, estas descobertas indicam que embora o degelo superficial seja importante na dinâmica da camada de gelo, talvez não produza os grandes desequilíbrios que possam conduzir a uma subida dos níveis do mar», sublinhou Ian Joughin, glaciologista do Laboratório de Ciências Aplicadas da Universidade de Washington. «Há outros mecanismos que estão a contribuir para a actual perda de gelo e que provavelmente aumentam essa perda, em consequência da subida global das
temperaturas», acrescentou.
Diário Digital

terça-feira, abril 15, 2008

III Congresso Jovens Geocientistas

Dia 22 de Abril decorrerá no Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra o III Congresso dos Jovens Geocientistas. A escola na qual lecciona, a escola Martim de Freitas, vai participar com cinco trabalhos (minha turminha).
É uma oportunidade dos nossos alunos contactarem com a ciência e a forma de comunicar ciência.

A não perder!!!

sexta-feira, março 28, 2008

Os primeiros europeus viveram na Península Ibérica há mais de um milhão de anos


Artigo
publicado em publico

Há mais de um milhão de anos, numa gruta na Serra de Atapuerca, no Norte de Espanha, vivia um grupo de homens e mulheres primitivos. Tinham muita comida, pois, naqueles tempos, o clima era bastante ameno e húmido na Península Ibérica, e sabiam fabricar ferramentas de pedra muito simples, que lhes permitiam cortar a carne e os ossos dos animais que caçavam. Tinham provavelmente vindo do Médio Oriente através do Cáucaso, na fronteira entre a Europa e a Ásia.

Juan Luis Arsuaga, co-director do projecto de investigação de Atapuerca, deu o nome de Homo antecessor a esta espécie de homem primitivo – e especula que eles foram os antepassados comuns à nossa espécie (Homo sapiens) e aos Neandertais.

Na Europa, terão dado origem aos Neandertais (ramo que “secou” há 28 mil anos), enquanto em África acabariam por desembocar no homem moderno, que mais tarde sairia do seu “berço” africano e conquistaria o mundo. Um belo relato, que embora seja compatível com os diversos restos fósseis que se conhecem, ainda não foi totalmente confirmado.

Mas o que parece confirmar-se é que esses primeiros homens chegaram até à extremidade ocidental da Europa bastante mais cedo do que se pensava. Até aqui, os achados provenientes de Atapuerca, uma zona em escavação há 30 anos, apontavam para uma primeira instalação humana há cerca de 800 mil anos. Mas agora, a descoberta de novos fósseis obrigou a rever a cronologia.

Hominíneos e hominídeos

O artigo publicado amanhã na revista Nature por Eudald Carbonell, Arsuaga e os seus colegas do Centro Nacional de Pesquisa da Evolução Humana de Burgos e do Instituto Catalão de Paleoecologia Humana e Evolução Social de Tarragona, tem um título tão simples quanto contundente: “O primeiro hominíneo de Europa” (os hominíneos são uma sub-família dos hominídeos). Claro que os investigadores não excluem que, no futuro, a data dessa primeira migração possa ainda vir a recuar mais.

Mas, tanto quanto sabem, o maxilar inferior humano descoberto em 2007 na antiga gruta de Sima del Elefante – e que vai ser apresentado publicamente amanhã, por volta do meio-dia, em Burgos – faz deste local particular de Atapuerca “o mais antigo e o mais precisamente datado registo de ocupação humana na Europa”. Sima del Elefante encontra-se a uns escassos duzentos metros da jazida de Gran Dolina, onde, em 1994, foram descobertos os primeiros fósseis de Homo antecessor (os tais com 800 mil anos de idade).

Três tipos de datação

Os investigadores espanhóis não olharam a meios para confirmar a idade do maxilar. Utilizaram técnicas “baseadas no paleomagnetismo, bioestratigrafia e nuclidos cosmogénicos”, escrevem na Nature.

O estudo do paleomagnetismo permite fazer a datação a partir das variações, ao longo do tempo, do campo magnético terrestre, que fica “registado” nos minerais magnéticos contidos nos sedimentos. A bioestratigrafia permite estudar a fauna enterrada nos sedimentos e fossilizada ao mesmo tempo que os restos humanos (os cientistas analisaram os ossos de pequenos roedores contemporâneos dos homens que ali viveram).

Quanto aos nuclidos cosmogénicos, trata-se de determinar as proporções de diversos elementos radioactivos (alumínio e berílio, neste caso), produzidos em partículas de quartzo que na altura se encontravam perto da superfície por interacção com os raios cósmicos vindos do espaço.

Como esses grãos de quartzo foram a seguir soterrados, deixaram de ser bombardeados pelos raios cósmicos – e a degradação radioactiva dos dois elementos referidos deu-se a partir daí com uma precisão literalmente atómica, constituindo um verdadeiro “cronómetro geológico” (expressão dos autores).

Todas as técnicas de datação são convergentes e colocam a idade do maxilar em um milhão e duzentos mil anos (mais ou menos 160 mil).

A morfologia do maxilar, dizem os investigadores em comunicado, “é primitiva e faz lembrar a de fósseis africanos do Pleistoceno inferior [1,8 milhões a 800 mil anos atrás]”. Mas também apresenta “muitas semelhanças com os maxilares encontrados em Dmanisi” (no Cáucaso, que datam de há 1,7 milhões de anos). Ou seja, tudo indica que, naquela altura, uma nova espécie (Homo antecessor) terá surgido no extremo mais ocidental da Europa.

quinta-feira, março 20, 2008



Boa Páscoa a Todos!


sexta-feira, março 07, 2008

Encontrados restos fossilizados do primeiro primata da América do Norte

Artigo publicado no jornal Público


Teilhardina magnoliana viveu há 55,8 milhões de anos

"Um cientista norte-americano encontrou perto do Mississipi os restos fossilizados do primeiro primata a ter vivido na América do Norte. O Teilhardina magnoliana, que pesava apenas 28 gramas e se alimentava de insectos e bagas, viveu há 55,8 milhões de anos.Com base nos dentes do pequeno primata, achados perto de Meridian – junto à antiga linha de costa do Golfo do México -, o paleontólogo Christopher Beard, do Museu de História Natural Carnegie, em Pittsburgh, disse que a espécie terá vindo da Sibéria e chegado ao Alasca depois de ter atravessado uma língua de terra, que já não existe.“Na altura, ele deve ter sido o animal mais inteligente de todos”, comentou Beard sobre uma espécie que viveu dez milhões de anos antes dos primeiros macacos.Tem havido algum debate científico sobre como os primatas primitivos chegaram à América do Norte. Alguns investigadores acreditam que terão vindo da Sibéria e outros da Europa, através da Gronelândia, numa altura em que os continentes estavam alinhados de forma diferente.Estes fósseis de primatas são os mais antigos de todos os até agora encontrados na Europa, disse Beard, sugerindo que, em vez de ter migrado da Europa para a América do Norte, este primata terá feito o caminho inverso.A descoberta foi publicada na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”."

sexta-feira, fevereiro 22, 2008

Site sobre sexualidade, para quem tem dúvidas ou talvez não !

A visitar por professores e alunos!

À distância de um clique na imagem!!

segunda-feira, fevereiro 11, 2008

Entusiasmada com o congresso sobre Geologia, decidi ontem, 10 de fevereiro, fazer uma romaria à Figueira da Foz.





Por terras da Figueira...


Livro de actas do congresso sobre geologia da Figueira da Foz!

Muito Bom!

Risco geológico

Junto à rua de Aveiro, as rochas de Coimbra são dolomites. Aproveitei para registar alguns aspectos dessas rochas, do muro de gabião que protege de deslizamento.





Deslizamento junto ao hotem D. Luís


A 4 de janeiro de 2008, ia a entrar passar no IC2, quando observo um deslizamento de terras e a construção de um pequeno muro de contenção.

No Luso...


No dia 12 de Janeiro fui passear ao Luso. Finalmente levei a máquina fotográfica para registar aquele afloramento rochoso que tanto prazer ma dá e que pressumo seja xisto!
Também aproveitei para registar o poder da água. Como diz o provérbio, "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura"! No bebedouro observa-se a diferença entre o cimento que é batido pela água e o que não o é.



quarta-feira, janeiro 09, 2008

Exercício de revisão para teste

O teste de Ciências Naturais aproxima-se a grande velocidade!
Para treinar mais um pouco as relações entre os seres vivos (relações bióticas), preparei um exercício com exemplos de interacções, para se proceder à identificação das mesmas!

Bom trabalho!

Exercícios sobre Relações Bióticas

sexta-feira, janeiro 04, 2008

Que inveja! Também quero ir!!!!

Biólogo português vai estudar crocodilos do deserto Sahara
02.01.2008 - 15h58 Lusa

O biólogo português José Carlos Brito, da Universidade do Porto, está a preparar um projecto de investigação sobre os crocodilos que vivem em pequenas lagoas no deserto do Sahara, financiado com 20 mil euros pela National Geographic Society.

José Carlos Brito, Biólogo
(imagem de Ciência Hoje)

"Pode parecer um bocado estranho, mas há mesmo crocodilos no meio do deserto, são populações que sobreviveram à desertificação", afirmou hoje o investigador, recordando que "o Sahara não era um deserto há quatro ou cinco mil anos". Estes animais vivem actualmente em pequenas lagoas, algumas apenas com cem metros quadrados, nas montanhas do Tagant, na Mauritânia, onde José Carlos Brito chegará em Setembro para iniciar os trabalhos de campo.

Um dos principais objectivos desta investigação está relacionado com o processo de evolução destes animais ao longo dos últimos milhares de anos em que viveram em pequenos micro-habitats isolados.

"Vamos recolher amostras do máximo número possível de crocodilos para tentar perceber a evolução que houve (relativamente aos animais que ali ficaram isolados há quatro ou cinco mil anos)", salientou.

A bolsa de investigação, que a National Geographic atribuiu ao biólogo português, envolve um trabalho sobre a população de peixes, anfíbios e répteis existentes na Mauritânia, destacando-se a questão dos crocodilos como um objectivo específico.

"A ideia é fazer uma espécie de atlas da distribuição dos peixes, anfíbios e répteis em todo o território da Mauritânia", frisou o investigador, que acabou de chegar daquele país africano, naquela que foi a primeira viagem ao terreno para começar a preparar o trabalho que tem pela frente.

José Carlos Brito, do Centro de Investigação em Biodiversidade e Recursos Genéticos da Universidade do Porto, prevê regressar à Mauritânia em Setembro de 2008 e na Primavera de 2009, em ambos os casos para permanências de dois meses e meio.

Este investigador é o primeiro português a receber duas bolsas de investigação da National Geographic, depois desta instituição lhe ter financiado, em 2004, um projecto sobre as lagartixas-de-dedos-denteados (Acanthodactylus erythrurus).

Na sequência desse trabalho, que o levou a percorrer vários países da África Ocidental, José Carlos Brito publicou dois artigos científicos, que se juntaram aos mais de 30 trabalhos que já publicou em várias revistas científicas mundiais.

Artigo publicado em Público

quarta-feira, janeiro 02, 2008


Bom ano de 2008!

Com muito trabalho e alegria!