Obrigada a todos os que participaram!
Aqui estão as fotografias das minha aquisições:
Trilobite
Âmbar com aranha
Aranha ampliada 20x
Âmbar recebido pela escola com insecto
Trilobite
Âmbar com aranha
Aranha ampliada 20x
Âmbar recebido pela escola com insecto

Uma equipa de cientistas da Nova Zelândia acredita ter encontrado o que parece ser uma cura para a doença, provocada por um fungo, que está a fazer desaparecer muitas das populações de anfíbios em todo o mundo.
Segundo a BBC online, os investigadores da Universidade de Otago chegaram à conclusão de que os sapos revestidos por uma solução contendo cloramfenicol tornaram-se resistentes à doença mortífera, a quitridiomicose.Esta doença tem sido apontada como a causa para a extinção de um terço das 120 espécies que têm desaparecido desde 1980.
Os investigadores lançaram-se na busca de algo que pudesse matar o fungo Batrachochytrium dendrobatidis, causador da doença, porque receavam o desaparecimento na Nova Zelândia da espécie já criticamente ameaçada Leiopelma archeyi.
Os cientistas aplicaram cloramfenicol no dorso dos animais e colocaram os animais numa solução com cloramfenicol. Esta última opção deu melhores resultados. “Normalmente não esperamos que os antibióticos façam alguma coisa aos fungos. Mas fazem. Não percebemos porque razão o fazem, mas o que é certo é que isso acontece”, comentou Russell Poulter, biólogo molecular que detectou, neste projecto, o cloramfenicol. Além disso, “tem a vantagem de ser incrivelmente barato”.Mas a adopção generalizada do cloramfenicol ainda está a ser debatida.
As autoridades da União Europeia e dos Estados Unidos receiam efeitos adversos nos seres humanos.
Será que funciona? Se sim vamos "correr" atrás dos anfíbios para esfregar o dorso!!!


Um grupo de paleontólogos brasileiros e argentinos descobriram o maior fóssil completo de uma nova espécie de dinossauro gigante. Esta descoberta permite perceber um pouco melhor como terá sido o actual norte da Patagónia há 80 milhões de anos.
O herbívoro Futalognkosaurus dukei media entre 32 e 34 metros, da cabeça à cauda. “É uma nova espécie que cria um novo grupo”, explicou a paleontóloga argentina, Juan Porfiri, numa conferência no Rio de Janeiro.
Cerca de 70 por cento do fóssil estava preservado, o que contrasta com os 10 por cento do outro dinossauro gigante da mesma espécie encontrado.
O nome dado à recente descoberta deriva da linguagem indígena Mapuche e significa “chefe gigante dos lagartos”. O nome dukei é uma referência à empresa dos Estados Unidos Duke Energy Corp, que financiou uma grande parte das escavações na Argentina. Os primeiros fósseis tinham sido encontrados em 2000.

“Organizámos campeonatos sul-americanos com o Chile, a Argentina e a Colômbia.” Esses tempos de glória chegaram ao fim. Esquiar neste local dependia de um pequeno glaciar que se transformava numa pista de ski aceitável quando a estação húmida da Bolívia o cobria de neve. O glaciar já estava a regredir quando a área de ski abriu em 1939. Na última década, entrou definitivamente em espiral descendente. No ano passado, tudo o que restava eram três secções de gelo arenoso, a maior delas com escassas duas ou três centenas de metros de extensão. O tele-ski atravessava campos de pedras. Das montanhas às calotas glaciárias polares, o mundo está a perder o seu gelo mais depressa do que se julgava possível. Até os cientistas que vigiam Chacaltaya desde 1991 pensavam que o glaciar resistiria mais tempo. Face às emissões automóveis e industriais que aquecem o clima, não admira que os glaciares estejam a derreter. Mas ultimamente, a perda de gelo tem ultrapassado a constante subida das temperaturas globais. Os cientistas estão a descobrir que os glaciares e as calotas glaciárias são surpreendentemente sensíveis. Em vez de derreter de maneira regular, como um cubo de gelo num dia de Verão, são propensos a efeitos de retroalimentação: a descongelação provoca mais descongelação, e o gelo regride de modo acentuado. Em Chacaltaya, por exemplo, as pedras escuras postas a nu pelo glaciar em processo de derretimento vieram acelerar ainda mais a sua morte, pois absorvem o calor do sol. Outros efeitos de retroalimentação estão a provocar a diminuição dos glaciares alpinos de maiores dimensões antes do previsto, precipitando as calotas glaciárias polares oceano adentro. A maioria dos glaciares dos Alpes poderá desaparecer até ao fim deste século, e o gelo que dá nome ao Parque Nacional dos Glaciares, nos EUA, poderá derreter até 2030. Os pequenos glaciares espalhados pelos Andes e pelos Himalaia têm, na melhor das hipóteses, mais algumas décadas. E o prognóstico para as calotas que cobrem a Gronelândia e a Antárctida? Ninguém sabe. Eric Rignot, cientista do Laboratório de Propulsão a Jacto (JPL) da NASA, mediu uma duplicação na perda de gelo da Gronelândia ao longo da última década e comenta: “Assistimos actualmente a coisas que, há cinco anos, pareceriam impossíveis, extravagantes, exageradas.” O destino de muitos glaciares alpinos já está traçado. Milhões de pessoas de países como a Bolívia, o Peru e a Índia que dependem actualmente da água do degelo dos glaciares de montanha para irrigar os campos, beber e produzir energia eléctrica poderão ficar a seco. Leia o artigo completo na revista
| Filme de Spielberg exagerou tamanho |
| Mark Norell, co-autor do estudo |
Os cientistas sabem desde há vários anos que muitos dinossauros tinham penas e suspeitavam de que o Velociraptor seria um deles, provavelmente semelhante às actuais aves que não voam, como a avestruz. O que os cientistas fizeram agora foi documentar a presença de penas num antebraço fóssil de um velociraptor desenterrado na Mongólia em 1998. Descobriram no espécime claras indicações de protuberâncias de penas grandes e outras saliências de penas pequenas, ancoradas no osso através de ligamentos.
As saliências das penas também podem ser vistas em muitas das espécies dos actuais pássaros e são mais evidentes em pássaros com grande capacidade de voo. "A falta de protuberâncias de penas não significa necessariamente que o dinossauro não tinha penas, mas encontrar protuberâncias de penas num velociraptor significa que ele definitivamente tinha penas", disse Alan Turner, o autor principal do estudo e paleontólogo no American Museum of Natural History e na Columbia University, em Nova Iorque. "Isso é algo que já suspeitávamos, mas ninguém tinha sido ainda capaz de provar", sublinhou.
Até agora, os cientistas tinham descoberto apenas sinais de penas em fósseis de dinossauros descobertos numa determinada espécie de sedimentos de lagos, que favoreciam a preservação de pequenos animais. O velociraptor ("Velociraptor mongoliensis", que significa "ladrão veloz") era um dinossauro carnívoro e bípede que caçava em bando.
Jurassic Park exagerou tamanho
Os investigadores salientam que o tamanho deste dinossauro foi muito exagerado no filme 'Jurassic Park'" e que o espécime deste estudo, considerado normal, tinha cerca de 91 centímetros de altura, aproximadamente 1,5 metros de comprimento e pesava 13,5 quilos.
Dado que tinha asas anteriores relativamente pequenas quando comparadas com as de um pássaro actual, os autores sugerem que talvez um seu antepassado tenha perdido a capacidade de voar, mas tenha mantido as penas para proteger os ovos no ninho, controlar a temperatura ou ajudar em manobras como mudar de direcção enquanto corria.
"Quanto mais aprendemos acerca destes animais mais descobrimos que basicamente não há diferença entre os pássaros e os seus relativamente próximos antepassados dinossauros, como o velociraptor", disse Mark Norell, responsável pela secção de paleontologia do American Museum of Natural History e co-autor do estudo.
"Ambos tinham fúrculas ('ossos da sorte'), chocavam os ovos, tinham ossos ocos e eram cobertos de penas", realçou, considerando que "se animais como o velociraptor estivessem vivos hoje, a nossa primeira impressão seria a de que eram uns pássaros com ar muito estranho". O primeiro espécime de velociraptor foi descoberto precisamente pelo Museu Norte-americano de História Natural durante uma expedição à Mongólia, em 1925.
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| Rússia, China e Índia contêm a maioria das áreas onde a poluição tóxica e as pessoas convivem, com efeitos devastadores | |||
| por David Biello | |||
![]() O sofrimento de Sumqayit: durante o tempos soviéticos, a cidade no Azerbaijão serviu como centro de fabricação de químicos e, como resultado de um legado de lixo tóxico, eleva o número de casos de câncer em até 51% Esta semana, Sumqayit, no Azerbaijão, ganhou o prêmio duvidoso de entrar na lista dos dez locais mais poluídos do mundo, publicada pela organização ambientalista americana Blacksmith Institute. Mais uma herdeira do legado tóxico da indústria soviética, a cidade de 275 mil habitantes convive com uma forte contaminação de metais, petróleo e produtos químicos, conseqüência de seus dias como centro de produção química. Como resultado, a população tem um número de 22% a 51% maior de casos de câncer que os habitantes do resto do país, e seus filhos sofrem de uma gama de complicações genéticas, de retardo mental a doenças nos ossos. “Cerca de 12 mil toneladas de emissões nocivas eram despejadas por ano, incluindo mercúrio”, afirma Richard Fuller, fundador da Blacksmith. “Há enormes lixões de resíduos industriais sem tratamento.” Fuller diz que a lista inclui “locais altamente poluídos nos países em desenvolvimento, onde as crianças morrem aos montes ou vivem com alguma doença crônica... áreas de desolação e repugnância daquilo que o homem causou”. Veja as outras cidades mais poluídas: Chernobyl, Ucrânia – As partículas radioativas liberadas no maior acidente nuclear da história continuam a se acumular, afetando até 5,5 milhões de pessoas e levando a um grande aumento dos casos de câncer da tireóide. O acidente também arruinou a perspectiva econômica de áreas e nações adjacentes. “A Bielorússia é um país agrícola mas, por causa de Chernobyl, perdeu acesso aos mercados mundiais para vender sua produção”, explica Stephan Robinson, diretor da Cruz Verde da Suíça, grupo ambiental que colaborou com o relatório. | |||

Uma cratera com 30 metros de diâmetro e seis de profundidade. Foi este o resultado da queda de um meteorito no sudeste do Peru, que deixou em alerta toda a população apanhada desprevenida pela força do impacto.
De acordo com a notícia avançada pelo site TecnoCientista, a queda deu-se na noite de sábado, provocando um pequeno tremor de terra na localidade de Caranca. De acordo com fontes da polícia local, os habitantes da região ouviram um grande barulho do que parecia ser a queda de um avião. As testemunhas viram um objecto em chamas no céu, que acabou por embater num descampado. A explosão causada pelo choque do meteorito não feriu nenhum dos habitantes, embora alguns animais tenham morrido carbonizados.
Náuseas, vómitos e fortes dores de cabeça levaram alguns locais ao hospital após o incidente. No entanto, a Academia Nacional de Ciências já garantiu que a queda do meteorito não traz qualquer perigo para a saúde dos habitantes: "Nenhum dos vários meteoritos que caem no Peru e fazem perfurações de tamanhos variados são prejudiciais para a população a não ser que caiam em cima de uma casa".
| Deserto de Gobi (Mongólia) onde está a trabalhar o paleontólogo português |
A primeira fase da expedição desenrolou-se numa área menos explorada no deserto de Gobi, conhecida pela Bayn Shire, que embora já visitada por paleontólogos, tem muitos locais inexplorados. A equipa, que já enfrentou uma tempestade de areia com ventos de 90 km/h e um dia com temperatura de 52 graus centígrados, recolheu vários ossos, dentes, crânios, ovos de dinossauros e esqueletos quase completos, "o que é raro", indicou o português à Agência Lusa.
"A localidade é incrivelmente rica e novas descobertas ocorrem todos os dias", indicou o investigador do Museu da Lourinhã e da Universidade Nova de Lisboa, cuja missão tem a duração de 34 dias. Na lista de achados enumerada pelo português destaca-se um esqueleto quase completo de um dinossauro saurópode.
"Poderá ser uma nova espécie, mas ainda tem de ser feito trabalho suplementar", indicou Mateus, revelando ainda a descoberta de dentes de saurópode com um formato desconhecido até ao momento e que poderá representar uma nova forma de processar (mastigar) plantas entre estes animais. O saurópode é um quadrúpede herbívoro de pescoço comprido, que atingia mais de 15 metros de comprimento.
| Agricultura do Futuro: Um Retorno às Raízes? | ||||||
| A agricultura de grande escala se tornaria mais sustentável se as principais plantas cultivadas sobrevivessem por anos e formassem sistemas de raízes profundas | ||||||
| por Jerry D. Glover , Cindy M. Cox e John P. Reganold | ||||||
Para muitos de nós de regiões ricas, parece fácil para os produtores rurais cultivarem nosso alimento. No entanto, a agricultura moderna exige áreas vastas de terra, irrigação, energia e produtos químicos. Observando essa demanda por recursos, a Avaliação do Ecossistema do Milênio, de 2005, patrocinada pela Organização das Nações Unidas, sugere que “dentre todas as atividades humanas, a agricultura pode ser a maior ameaça à biodiversidade e ao funcionamento do ecossistema”. Hoje, grande parte do alimento vem direta ou indiretamente (na forma de ração animal) de ce-reais, legumes e oleaginosas. Fáceis de transportar e armazenar, relativamente não-perecíveis e razoavelmente ricos em proteínas e calorias, essas culturas ocupam cerca de 80% das terras agrícolas globais. Mas são todas plantas anuais, ou seja, devem ser cultivadas a partir de sementes todo ano, usando métodos de cultivo com recursos intensivos. O maior problema é que a degradação do meio ambiente provocada pela agricultura provavelmente se agravará à medida que a população humana faminta crescer para 8 bilhões ou 10 bilhões nas próximas décadas. É por isso que melhoristas de plantas, agrônomos e ecologistas estão trabalhando no desenvolvimento de sistemas de cultivo de grãos que funcionarão como os ecossistemas naturais. A chave é a transformação das principais produtoras de grãos em plantas perenes, que possam viver por muitos anos. Essa idéia poderá ainda levar décadas para ser implementada, mas avanços significativos na ciência do melhoramento de plantas finalmente a estão deixando dentro do alcance. | ||||||


A superfície gelada no mar do Árctico atingiu este mês um novo recorde mínimo, com apenas 4,42 milhões de quilómetros quadrados, revela o National Snow and Ice Data Center da Universidade do Colorado, em Denver. Até agora, o recorde ia para o ano de 2005, com 5,32 milhões de quilómetros quadrados.
Os cientistas dizem-se “espantados” com a perda de gelo. Só na semana passada desapareceu uma área quase duas vezes maior do que a Grã-bretanha, noticia hoje o jornal britânico “The Guardian”.
A passagem marítima Nordeste ao longo da costa russa do Árctico poderá abrir no final deste mês. Se o degelo, que acelerou a partir de 2002, continuar a este ritmo, o Árctico poderá ficar sem gelo no Verão em 2030.
“Se me tivessem perguntado há uns anos quando iria o Árctico perder todo o seu gelo, teria dito 2100 ou 2070. Mas agora penso que 2030 é uma estimativa razoável. Parece que o Árctico vai ser um espaço muito diferente ainda na nossa geração e certamente na dos nossos filhos”, comentou Mark Serreze, do National Snow and Ice Data Centre, citado pelo “The Guardian”.
O degelo no Árctico ocorre todos os meses de Setembro. No Inverno, a água do mar recomeça a congelar. Mas este ano, esse processo será mais difícil. “Este Verão temos toda esta água [sem gelo] que faz entrar calor no oceano. Isso vai dificultar o regresso do gelo. O que estamos a ver este ano permite mostrar-nos que o próximo será pior”, acrescentou.
Alterações nos ventos e circulação de correntes podem contribuir para o degelo. Mas Serreze acredita que o maior culpado é o sobre-aquecimento do planeta. “As regras começam a mudar e o que está a mudar as regras são as emissões de gases com efeito de estufa”.
Os efeitos do ozono na troposfera, cuja concentração tem vindo a aumentar desde 1850, podem diminuir o crescimento das plantas, assim como a sua capacidade de absorver o dióxido de carbono e agravar o sobre-aquecimento global ao longo deste século, afirma um estudo publicado na revista “Nature”.
O ozono (O3) na troposfera, a camada mais baixa da atmosfera, prejudica as plantas e afecta a sua capacidade de absorver o dióxido de carbono (CO2), gás com efeito de estufa cuja libertação para a atmosfera acelera as alterações climáticas, escrevem os investigadores.
Apesar do dióxido de carbono ser apontado como um dos responsáveis pelo sobre-aquecimento do planeta, tem um efeito benéfico no crescimento das plantas. O ozono contraria esse efeito, diz Stephen Sitch, investigador na área do clima no instituto de meteorologia britânico Met Office.
“À medida que o CO2 aumenta na atmosfera, isso estimula o crescimento das plantas”, disse Stich. O cientista salientou que muitas simulações que prevêem o impacto das alterações climáticas levaram em conta este efeito mas “não incluíram o outro, o efeito negativo do ozono”.
As plantas e o solo “atrasam” o sobre-aquecimento ao absorver cerca de um quarto das emissões de CO2 mas isso poderá mudar se o ozono troposférico aumentar, alertam os cientistas.
As projecções sobre este aumento no ozono indicam que poderão verificar-se “reduções significativas na produção regional da vegetação e das plantações”.
O efeito do CO2 pode promover a produtividade vegetal global até 88.4 mil milhões de toneladas por ano. Mas se se levar em conta o efeito do ozono troposférico, esse poder do CO2 é de apenas 58.4 mil milhões de toneladas, escrevem os cientistas.
O efeito do ozono significa que as plantas vão absorver menos CO2 da atmosfera.
“O dióxido de carbono é o maior gás com efeito de estufa mas... (o ozono) está a reduzir a produtividade vegetal de forma significativa”, disse Stich.
| Vista aérea de Salton Sea, Golfo da Califórnia e Baixa Califórnia |
Para usar um termo de comparação mais familiar, o investigador exemplificou com o que acontece à massa das bolachas: "Nas bolachas quentes a massa dilata-se antes de estalar, enquanto a mesma bolacha, quando está fria simplesmente se quebra sem que a massa mude de forma". A única diferença é que, no caso da Península da Baixa Califórnia, todas as zonas da crosta terrestre estão à mesma temperatura, o que torna estranha a diferença na reacção geológica.
| Ao estudar as interações de substâncias químicas industriais no ar, cientistas descobrem que milhares deles podem se acumular em moléculas de gordura e “viajar” na cadeia alimentar | ||||||
| por David Biello | ||||||
No entanto, uma parte importante da “rede de ar” da Terra foi deixada de lado: os animais que respiram, de roedores a seres humanos. Um novo estudo mediu a facilidade com que substâncias químicas saem dos pulmões para o ar em comparação à facilidade com que elas são dissolvidas em gorduras e água. A pesquisa, publicada na Science, revela que milhares delas têm a capacidade de se acumular em animais que respiram ar – e talvez também naqueles que “respiram” água. Um grande número de substâncias químicas solúveis em água não se dissolve tão bem no ar, se acumulando “especificamente em cadeiras alimentares não-aquáticas: mamíferos, pássaros e seres humanos”, explica o chefe da pesquisa, Frank Gobas, da Simon Fraser University, na Columbia Britânica. | ||||||
Ver artigo completo em Scientific American | ||||||
| Uma nova forma de avaliar o impacto da humanidade sobre o ambiente é pensar como o mundo se sairia se todas as pessoas desaparecessem | ||||||
| por Alan Weisman | ||||||
INTRODUÇÃO É uma fantasia comum imaginar que você é a última pessoa viva na Terra. Mas e se todos os seres humanos fossem varridos de repente do planeta? Tal premissa é o ponto de partida de The world without us (O mundo sem nós), nova obra do autor de livros científicos Alan Weisman, professor associado de jornalismo da University of Arizona. Nesse longo exercício de pensamento, Weisman não especifica exatamente o que elimina o Homo sapiens, em vez disso ele simplesmente assume o desaparecimento repentino de nossa espécie e projeta a seqüência de eventos que provavelmente ocorreria nos anos, décadas e séculos a seguir. Segundo Weisman, uma grande parte de nossa infra-estrutura física começaria a ruir quase que imediatamente. Sem equipes para a manutenção das ruas, nossos grandes bulevares e rodovias começariam a rachar e a ficar abaulados em questão de meses. Nas décadas seguintes, muitas casas e edifícios comerciais ruiriam, mas alguns itens comuns resistiriam à degradação por um tempo extraordinariamente longo. Panelas de aço inoxidável, por exemplo, poderiam durar milênios, especialmente se ficassem enterradas nos sítios pré-históricos cobertos por ervas daninhas em que nossas cozinhas se transformariam. E certos plásticos comuns permaneceriam intactos por centenas de milhares de anos, não se decompondo até que micróbios evoluíssem para adquirir a capacidade de consumi-los. O editor da SCIENTIFIC AMERICAN Steve Mirsky entrevistou Weisman recentemente para descobrir por que ele escreveu o livro e que lições podem ser tiradas de sua pesquisa. Veja trechos da entrevista nas páginas seguintes. Ver artigo completo em Scientific American | ||||||
| Padrão de variação de crânios corrobora a idéia de que os humanos modernos suplantaram outras espécies mais antigas | ||||||
| por JR Minkel | ||||||
O resultado apóia a popular teoria cientifica de que os humanos modernos saíram da África há 50 mil anos e tomaram o lugar de espécies mais antigas, como os neandertais. O estudo também pode ajudar os pesquisadores a identificar com precisão o berço dos seres humanos na África e como esse êxodo deve ter sido confuso, afirma o geneticista evolucionário William Amos da University of Cambridge, na Inglaterra. Amos, juntamente com a bióloga evolucionária Andrea Manica e seus colegas, analisaram dados sobre os formatos de 4.666 crânios de machos, todos com menos de 2mil anos de idade, vindos de 105 locais no mundo. Para cada local, eles compararam a variação em 37 medidas diferentes com a distância que os ancestrais da população devem ter viajado para chegar lá partindo da África. (Cairo e Nova York parecem relativamente próximas em um mapa, mas os primeiros humanos teriam que atravessar a Ásia e o Estreito de Bering a pé para chegar até a América do Norte a partir do continente africano). À medida que bandos menores se separaram de grandes assentamentos, devem ter levado um subgrupo menos diverso dos genes do grupo maior, o que se traduziu em parte em características anatômicas como o formato do crânio. Assim, quanto mais longe os primeiros Homo sapiens se afastaram de sua terra natal, menos variáveis seus crânios deveriam ser. A não ser que eles tenham procriado previamente com populações estabelecidas de neandertais ou outros humanos primitivos, o que deveria ter injetado novos genes e impulsionado a variabilidade. Ver artigo completo em Scientifican American | ||||||
Uma equipa de investigadores canadianos e norte-americanos defende que existe relação entre a actividade humana e os níveis de precipitação registados no século XX. Segundo os responsáveis, esta é a primeira vez que se consegue provar a existência de alterações do padrão de precipitação provocadas pela acção do homem.
O estudo foi feito através da comparação das alterações observadas nos níveis de precipitação registados ao longo do século XX com as alterações simuladas em 14 modelos climáticos. "A acção humana teve uma influência detectável nas alterações observadas na precipitação média e estas mudanças não podem ser explicadas pelas variações climáticas internas ou pela acção da natureza", lê-se no relatório do estudo.
Os resultados sugerem que a acção humana contribuiu de forma significativa para o aumento de precipitação observado nas latitudes médias do Hemisfério Norte, também designadas por Zona Temperada; para uma situação de seca nos trópicos e sub-trópicos do mesmo hemisfério; e provocaram o aumento da humidade nos sub-trópicos e trópicos profundos do Hemisfério Sul.
"As mudanças observadas podem já estar a ter um efeito significativo nos ecossistemas, na agricultura e na saúde humana nas regiões mais sensivas as alterações de precipitação", dizem os investigadores, alertando para a situação em regiões como a faixa do Sahel, em África.
A influência humana no clima já tinha sido detectada na temperatura do ar à superfície, na pressão do nível do mar, na temperatura da atmosfera livre, na altura da tropopausa (a camada intermediária entre a troposfera e a estratosfera) e no índice de aquecimento do oceano.
O estudo será publicado pela revista "Nature" esta quinta-feira.
A Grã-Bretanha separou-se da Europa continental há centenas de milhares de anos depois de uma inundação catastrófica devido ao desmoronar de uma barragem natural que retinha um lago de montanha, segundo uma investigação, cujos resultados foram publicados nesta edição da revista “Nature”.
Ao analisar um mapa a três dimensões da Mancha, os investigadores do Imperial College de Londres, orientados por Sanjeev Gupta e Jenny Collier, constataram a existência de um gigantesco vale com dezenas de quilómetros de largura e com 50 metros de profundidade nos fundos marinhos da Mancha.
Graças à utilização de sondas, a equipa conseguiu identificar marcas de uma grande erosão causada pela passagem brutal, como uma enorme corrente, de uma fabulosa quantidade de água.
Além disso, a Norte da bacia ocupada actualmente pela Mancha, naquilo que é hoje a parte meridional do Mar do Norte, encontrava-se um lago abastecido pelo Reno e Tamisa e retido por uma barreira natural, que se chamava Weal-Artois.
A ruptura dessa barragem, algo que aconteceu há entre 450 mil e 200 mil anos, terá provocado durante vários meses o derrame de grandes quantidades de água, estimadas num milhão de metros cúbicos por segundo, de acordo com o estudo.
Esta torrente de água inundou toda uma região, actualmente ocupada pela Mancha, e alterou os cursos dos rios da zona, como o Reno e o Tamisa.
A migração das populações humanas na Europa terá sido afectada por este fenómeno que terá criado uma barreira intransponível para as migrações vindas do continente. A primeira população humana na Inglaterra viu-se reduzida progressivamente, levando ao desaparecimento do homem naquela ilha durante cerca de cem mil anos.
“Este acontecimento pré-histórico permite explicar as razões que levaram o Reino Unido a tornar-se uma ilha e porque a primeira ocupação humana da Inglaterra tenha sido suspensa brutalmente durante quase 120 mil anos”, disse Sanjeev Gupta.
Há muito poucos exemplares de mamutes tão bem preservados (aqui um outro encontrado também na Sibéria)É uma fêmea, de apenas seis meses e terá morrido há, pelo menos 10 mil anos. Os investigadores nem queriam acreditar que tinham encontrado um bebé mamute, o antepassado do elefante, tão bem preservado que os olhos e tromba estavam intactos, bem como grandes extensões da pele. Os mamutes, antepassados dos elefantes, eram conhecidos pelo pescoço entroncado e muito pelo comprido na cabeça. Ficou assim, intacto até ter sido descoberto por um agricultor em Maio passado perto do rio Yuribei.
Alexei Tikhonov, director do Instituto Zoológico da Academia de Ciências da Rússia diz que este bebé, de 1,30 metros e 50 quilos de peso é, sem dúvida, o exemplar de mamute mais bem preservado e, por isso, mais valioso para a ciência que se encontrou até hoje, declarou à BBC News, acrescentando que o único defeito do mamute é a cauda, que está um pouco danificada.
O tesouro gelado, preservado nestas camadas de solo a pelo menos 32 graus negativos, será agora enviado para o Japão para ser estudado. “Encontrar um exemplar destes, neste estado de preservação, é muito raro”, disse também à BBC News Larry Agenbroad, director do Centro de Investigação de Mamutes, membro do grupo que está a estudar o bebé mamute há uma semana. Agenbroad só conhece três exemplares em condições semelhantes de preservação.
Alguns cientistas acreditam que se conseguirem encontrar esperma ou outras células viáveis este material genético possa ser usado para ressuscitar, num prato de laboratório, o extinto mamute. Os geneticistas dizem que, através de clonagem, se for possível reunir material genético de qualidade, pode fazer-se nascer um bebé mamute em 22 meses.
Comentário por Dino Geológico
Espero, sinceramente, que não se ponham com ideias malucas! Faziam melhor se evitassem a extinção das espécies que existem neste momento, na nossa época. Tantos problemas que a nossa biodiversidade enfreta e vamos tentar ressuscitar 1 exemplar de uma só espécie que desapareceu há 10 000 anos! Haja paciência!
10-07-2007 - 09:44
05-07-2007 - 10:24
05-07-2007 - 17:14Corria o dia 5 de Julho de 1687, em Londres, quando foi publicada a primeira edição integral dos "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural", de Isaac Newton, que estabeleceram a teoria da gravitação universal, as leis da dinâmica e o desenvolvimento da óptica e da teoria corpuscular da luz, a base da física moderna.
Os "Princípios Matemáticos da Filosofia Natural" são normalmente designados por "Principia" ou por "Leis de Newton". Integram quase todas as áreas da física e da matemática, tal como hoje são concebidas, e deram origem a uma revolução científica apenas comparável à de Albert Einstein, encetada mais de dois séculos depois.
Isaac Newton nasceu no dia de Natal de 1642, há 365 anos, e morreu a 31 de Março de 1727, em Londres. No seu túmulo, em Westminster, o poeta Alexander Pope escreveu: "A Natureza e as Leis da Natureza estavam escondidas na noite. Então Deus disse: 'Faça-se Newton'. E tudo foi iluminado".