segunda-feira, outubro 26, 2009
A Terra e a Saúde
Entrega do resumo:11 de Janeiro de 2010
Entrega do poster:1 de Fevereiro de 2010
Congresso: 25 e 26 de Fevereiro de 2009
Local: Auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra e Departamento de Ciências da Terra da Universidade de Coimbra
quarta-feira, outubro 07, 2009
Prémio Nobel da Física

Charles Kao (1/2 do prémio) descobriu há mais de 40 anos como transmitir a luz em longas distâncias, através da fibra óptica. William Boyle (1/4 do prémio) e George Smith (1/4 do prémio)
inventaram a primeira tecnologia de imagem que utiliza um sensor digital (CCD), que hoje se tornou o olho electrónico usado em quase todas as áreas da fotografia.
Prémio Nobel da Química
terça-feira, outubro 06, 2009
Prémio Nobel da Medicina
Análise climatológica do Verão de 2009
O Verão climatológico de 2009, que compreende os meses de Junho, Julho e Agosto, caracterizou-se em Portugal Continental por valores médios da temperatura do ar superiores ao valor médio de 1971-2000, com anomalias de + 1,1ºC na temperatura máxima e com valores próximos do normal nas temperaturas média e mínima, com + 0,5ºC e + 0,1ºC respectivamente.
Desde 1989 que se vêm registando no Verão quase sempre valores da temperatura média do ar acima do valor médio do período de referência (1971-2000) e, apesar de em 2007 e 2008 se ter verificado o inverso, 2009 volta novamente a ter valores acima do valor médio, enquadrando-se esta situação na variabilidade climática que caracteriza o continente de Portugal.
Em termos de precipitação, o Verão de 2009 apresentou valores ligeiramente superiores ao valor normal de 1971-2000, classificando-se este período como chuvoso nas regiões do Norte e Centro, com particular realce no Litoral e normal a seco nas restantes regiões.
A situação de seca meteorológica agravou-se, naturalmente, nestes meses, tendo o Verão encerrado com 96% do território continental em situação de seca, sendo que 34% se encontrava em seca severa, 37% em seca moderada e 25% em seca fraca.
Relativamente à Região Autónoma da Madeira, o valor médio da temperatura do ar foi, como no Continente, superior ao respectivo valor médio do período de 1971-2000, registando-se no Funchal anomalias de + 2,0ºC para a temperatura máxima, + 1,0ºC para a temperatura média e + 1,0ºC para a temperatura mínima. No que diz respeito aos valores de precipitações, os mesmos estiveram bastante acima dos valores normais (1971-2000), na ordem dos 300% acima, factor este devido às quantidades de precipitação ocorridas sobretudo no mês de Junho.
Na Região Autónoma dos Açores, os valores da temperatura do ar (máxima, mínima e média) registaram-se muito próximos do valor médio de 1971-2000 em todos os grupos, sendo que os valores de precipitação observados foram inferiores ao normal (1971-2000).
quarta-feira, setembro 16, 2009
Consumo de drogas tem impacto nas células da placenta e reforça alerta às grávidas
Fátima Martel e Elisa Keating, investigadoras do Laboratório de Bioquímica da FMUP, recorreram a placentas de mulheres que tiveram os filhos no Hospital de S. João. Num estudo feito em cultura de células, prepararam as amostras e expuseram-nas a drogas, desde o tabaco às anfetaminas, passando pelo álcool, tetrahidrocanabinol (princípio activo do haxixe) e pelo ecstasy. Constatou-se que a redução do transporte celular do ácido fólico pode atingir os 40 por cento no caso das anfetaminas e do haxixe (25 por cento no álcool e no tabaco e 30 por cento no ecstasy).
A carência de ácido fólico – um suplemento desta vitamina é aconselhado às mulheres que estão a tentar engravidar e durante os primeiros meses de gestação – está associada a riscos para o feto que se traduzem em graves problemas do desenvolvimento neurológico (como a anencefalia ou a espinha bífida) ou no baixo peso do recém-nascido.
As grávidas que fumam ou bebem devem reforçar o suplemento? “Não sabemos. Sabemos que não devem fumar nem beber”, diz Fátima Martel. Nesta pesquisa, foi avaliado ainda o impacto do uso de fármacos (como anti-hipertensores) durante a gestação, concluindo-se que estes não interferem no transporte do ácido fólico. Perceber se a diabetes afecta a captação desta vitamina é o próximo passo da pesquisa.
Notícia publicada em Público
Consumo de drogas tem impacto nas células da placenta e reforça alerta às grávidas
Fátima Martel e Elisa Keating, investigadoras do Laboratório de Bioquímica da FMUP, recorreram a placentas de mulheres que tiveram os filhos no Hospital de S. João. Num estudo feito em cultura de células, prepararam as amostras e expuseram-nas a drogas, desde o tabaco às anfetaminas, passando pelo álcool, tetrahidrocanabinol (princípio activo do haxixe) e pelo ecstasy. Constatou-se que a redução do transporte celular do ácido fólico pode atingir os 40 por cento no caso das anfetaminas e do haxixe (25 por cento no álcool e no tabaco e 30 por cento no ecstasy).
A carência de ácido fólico – um suplemento desta vitamina é aconselhado às mulheres que estão a tentar engravidar e durante os primeiros meses de gestação – está associada a riscos para o feto que se traduzem em graves problemas do desenvolvimento neurológico (como a anencefalia ou a espinha bífida) ou no baixo peso do recém-nascido.
As grávidas que fumam ou bebem devem reforçar o suplemento? “Não sabemos. Sabemos que não devem fumar nem beber”, diz Fátima Martel. Nesta pesquisa, foi avaliado ainda o impacto do uso de fármacos (como anti-hipertensores) durante a gestação, concluindo-se que estes não interferem no transporte do ácido fólico. Perceber se a diabetes afecta a captação desta vitamina é o próximo passo da pesquisa.
Notícia publicada em Público
CoRoT-7b: um exoplaneta rochoso como a Terra e quente como o "Inferno de Dante"
“Fizemos tudo o que podíamos para aprender o que o objecto descoberto pelo satélite CoRoT é, e descobrimos um sistema único”, disse em comunicado Didier Queloz, líder da equipa que está à frente das observações, e que não se conteve com todas as descobertas: “Isto é ciência no seu mais excitante e fantástico melhor.”
O planeta, que tem um raio 80 por cento maior do que a Terra, foi descoberto pelo satélite CoRoT que está concentrado em encontrar exoplanetas. O satélite encontrou uma sombra suspeita numa estrela um pouco mais pequena e menos quente do que o sol, na direcção da constelação de Unicórnio. A estrela, chamada de CoRoT-7, está a 500 anos-luz de nós, tem apenas 1,5 mil milhões de anos de vida (o Sol tem cerca de 4,5 mil milhões de anos). O satélite detectou uma descida cíclica na luminosidade do sol, que poderia ser a passagem de um planeta, mas não conseguiu saber mais sobre o tamanho e massa por causa das manchas estelares produzidas pela estrela, que tal como acontece com o nosso Sol são regiões mais frias e escuras, à superfície da estrela.
As manchas dificultavam o sinal do planeta, e impediram a medição da massa. Foi necessário observações acrescidas através do melhor aparelho para detectar exoplanetas – um espectrógrafo chamado High Accuracy Radial velocity Planet Searcher (HARPS) que está instalado no Telescópio de La Silla no Chile – serviu para fazer estas medições.
“Apesar do HARPS ser certamente impossível de se ganhar quando se fala em detectar exoplanetas, as medições para o COROT-7b revelaram-se tão exigentes que necessitámos de 70 horas de observações”, disse o co-autor do artigo François Bouchy.
O planeta está incrivelmente perto da CoRoT-7, apenas a 2,5 milhões de quilómetros de distância – 23 vezes mais próximo do que Mercúrio está do Sol – e a cada 20,4 horas, o tempo de uma translação, apaga uma fracção da luz emitida pela estrela. Isto permitiu inferir que a massa é cerca de cinco vezes maior do que a Terra. É por isso que foi classificado no rol das super-Terras, uma classe que junta 12 exoplanetas.
Planeta irmão
Esta foi a primeira vez que se conseguiu calcular a densidade de um planeta tão pequeno, que é próxima da Terra, sugerindo uma composição rochosa igual à do nosso mundo. Para além disso, por estar tão perto da sua estrela mãe, o planeta viaja a uma velocidade sete vezes superior à da Terra, a 750 mil quilómetros por hora.
“De facto, o CoRoT-7b está tão perto que se parece com o Inferno de Dante, com uma temperatura no seu lado de dia [voltado para o sol] perto dos 2000 graus célsius e -200 graus célsius na face que não apanha luz. Na teoria, o modelo sugere que o planeta possa ter lava ou oceanos em ebulição na sua superfície. Com condições tão extremas este planeta não é definitivamente um lugar para a vida se desenvolver”, disse Queloz.
O HARPS ainda revelou que a estrela tem outro planeta, um pouco mais distante, chamado CoRoT-7c. O planeta dá a volta à CoRoT-7 em três dias e 17 horas e tem uma massa oito vezes maior do que a Terra, por isso também é classificado como uma super-Terra.
Notícia publicada em Público
quarta-feira, setembro 09, 2009
"Cocktail" de bactérias capaz de degradar poluentes orgânicos em locais contaminados por metais pesados
A equipa do Instituto de Biologia Molecular e Celular no Porto e do Instituto Superior de Engenharia do Porto, juntou estirpes de bactérias capazes de resistir a ambientes com altas concentrações de metais pesados, permitindo a sobrevivência de outros microrganismos que degradam os poluentes orgânicos. Os resultados foram publicados na revista “Biodegradation”.
As experiências foram realizadas no laboratório, em pequenas quantidades de solo e os cientistas utilizaram bactérias vindas das margens de um canal poluído da Ria de Aveiro. Foram escolhidos os cocktails capazes de degradar melhor os poluentes orgânicos MTBE, um aditivo da gasolina, e TCE, um solvente para remover manchas de partes metálicas.
Tapete verde de algas no rio Tejo chega às Portas de Ródão

O fenómeno foi captado pela webcam do ninho de grifos, colocada nas Portas de Ródão, nos concelhos de Vila Velha de Ródão e Nisa.
Samuel Infante, da Quercus, esteve ontem no terreno e presenciou o "boom" de algas, como a azola. "Este é um problema complexo que se deve à soma de vários factores, como a falta de chuva, o aumento da temperatura e a poluição vinda de Espanha, nomeadamente dos milhares de esgotos e da poluição agrícola lançada às águas", contou ao PÚBLICO. "O rio quando entra em Portugal já vem muito degradado".
Quando há mais água, há uma maior diluição da poluição e menor concentração de nutrientes. Este tapete de algas afecta "todos os ecossistemas" dos rios e a vida que neles existe. Se forem detectadas cianobactérias, pode haver riscos para a saúde pública.
Em Maio, a Quercus lançou um alerta para este "enverdecimento" do rio Tejo. No seguimento desta acção, a Comissão Luso-Espanhola responsável pela gestão dos rios "falou sobre o assunto e um grupo de peritos visitou o terreno", acrescentou Samuel Infante.
Uma das medidas que estará a ser equacionada pelas autoridades espanholas é a colocação de redes dentro do rio para recolher a azola mecanicamente. "Mas este é um problema que exige mais do que medidas paliativas".
Tanto mais que este é um problema que já tem vários anos. "Antigamente, acontecia apenas uma vez por ano, durante dois ou três meses. De há dois anos para cá, acontece praticamente todo o ano, de Maio a Novembro".
Notícia em Público online
terça-feira, setembro 08, 2009
segunda-feira, setembro 07, 2009
Estromatólitos nos Andes
Formas de vida mais antigas descobertas nos Andes
por PATRÍCIA JESUSHoje

Uma equipa argentina descobriu, em lagos dos planaltos andinos, estromatólitos "vivos". Durante muito tempo, estas estruturas foram a principal manifestação da vida na Terra. Actualmente, são raras e esta é a primeira vez que são encontradas a mais de 3600 metros de altitude, num ambiente extremo, parecido com o que existia depois da formação do planeta.
A 4000 metros de altitude, no deserto de Puna de Salta, nos Andes argentinos, o oxigénio escasseia e as lagunas têm uma concentração de sal tão grande que se torna complicado mergulhar. Mas foi nestas águas cristalinas que os cientistas encontraram um ecossistema único, com estromatólitos "vivos". Um ecossistema que pode ajudar a compreender o princípio da vida na Terra... e no espaço.
Os estromatólitos são estruturas construídas por bactérias. Os mais antigos datam de há 3 500 milhões de anos, pouco tempo depois (em termos geológicos, pelo menos) da formação do planeta - são portanto os primeiros vestígios da existência de vida na Terra. Actualmente, existem apenas algumas destas estruturas vivas e em construção, em ambientes hipersalinos da Austrália, Chile e México.
María Eugenia Farías, directora do Laboratório de Investigação Microbiológica das Lagunas Andinas (LIMLA), compara estes sistemas a uma central de produção de energia em miniatura e muito arcaica: as algas fazem a fotossíntese e absorvem o dióxido de carbono; as bactérias reciclam os nutrientes minerais e o processo fica completo com a libertação de oxigénio. "Foram estes microorganismo extremófilos [capazes de sobreviver em condições extremas] e outros semelhantes que criaram a nossa atmosfera, rica em ozono, e permitiram o aparecimento de formas mais complexas de vida", explicou a bióloga, em declarações ao jornal espanhol El Mundo.
Os estromatólitos descobertos na laguna de Socompa distinguem-se porque sobrevivem a uma altitude superior a 3600 metros, expostos a uma forte radiação ultravioleta. Ou seja, num ambiente muito parecido com o que existia na Terra no início, pensam os cientistas.
Para a investigadora argentina, no entanto, estas lagunas não são apenas janelas para o passado, são sobretudo portas para o futuro. "O estudo destes fósseis vivos permite recriar os processos que intervieram na criação da vida na Terra. E pensar na existência de organismo semelhantes em outros planetas. O deserto de Atacama e nas lagunas salgadas são dois ambientes extremos, parecidos com o planeta Marte", explica a bióloga argentina.
O projecto que María Eugenia Farías dirige desde 2003 tem como objectivo procurar formas primitivas de vida, mas a investigadora acredita que o estudo dos estromatólitos pode trazer outros benefícios para a vida na Terra: através de aplicações práticas na produção de plásticos biodegradáveis ou de ingredientes para cosméticos.
Para a investigadora, que aprendeu a mergulhar nos recifes de coral australianos, este trabalho trouxe outro desafio. "Mergulhar nas lagunas de Puna é mais arriscado. A água é fria e devido à concentração de sais é necessário um duplo lastro para conseguir chegar ao fundo", conta.
sexta-feira, setembro 04, 2009
Lixo espacial pode obrigar ISS a desloc
O lixo é proveniente de um pedaço do foguetão europeu Ariane 5, que foi lançado há três anos, e tem uma rota oval, o que torna difícil de determinar o seu percurso futuro. A NASA garante que não há perigo, mas os astronautas estão prontos para utilizar os propulsores para deslocar a estação e o vaivém Discovery – que está acoplado à ISS.
Prevê-se que a aproximação máxima do lixo à ISS seja às 4h06 da madrugada de sexta-feira. A NASA não vai atrasar a segunda das três caminhadas espaciais planeadas para a tripulação do vaivém Discovery com início hoje. Se for necessário alterar a órbita da estação, que está a 354 quilómetros de altitude acima da Terra, o comando será dado depois da caminhada espacial terminar.
Até dia 10 de Setembro a ISS está acompanhada pelo Discovery, que levou alimentação e material para a estação.
Notícia em Público
Erupções artificais são Plano B para o clima

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon esteve no Árctico e não tem dúvidas: caminhamos para o "abismo" e as alterações climáticas têm ser travadas. A África subsariana será a maior vítima. Os cientistas da Royal Society concordam e caso as negociações de Copenhaga falhem já têm uma estratégia alternativa: a geoengenharia
A três meses do início da Cimeira de Copenhaga (em que se pretende aprovar um protocolo para substituir o de Quioto), muitos especialistas perguntam: E se este plano A contra as alterações climáticas falhar? Provocar erupções vulcânicas ou salinizar as nuvens pode vir a ser o plano B para arrefecer o planeta, dizem especialistas britânicos.
(...)
Para enfrentar o problema alguns dos mais respeitados cientistas da Royal Society propuseram uma alternativa: a geoengenharia. Arrefecer o planeta através de emissões de enxofre para a atmosfera pode parecer drástico e até irrealizável, mas os membros da Academia Britânica de Ciência estão a estudar esta possibilidade.
O grupo de especialistas defendeu esta semana que os futuros esforços para reduzir os gases de efeito de estufa têm de ter muito mais sucesso do que até agora. Isto se quisermos evitar a geoengenharia como a única forma de salvar o planeta.
"Aplicar a geoengenharia no clima da Terra é provável que seja tecnicamente possível. Mas a tecnologia para o fazer está pouco desenvolvida e há ainda grandes dúvidas acerca da sua eficácia e impactos ambientais", diz o relatório publicado pela Royal Society.
Fertilizar o plâncton marinho com pó de ferro ou injectar enxofre na atmosfera para simular o arrefecimento do clima provocado pela erupção de um vulcão são duas das soluções oferecidas pela geoengenharia. São todas controversas e envolvem algum tipo de risco, mas também só devem ser equacionadas caso as medidas convencionais para reduzir as emissões de carbono falhem, diz a Royal Society.
John Shepherd, engenheiro planetário do National Oceanography Center, disse que a geo-engenharia tem de ser preparada como alternativa ao plano A discutido em Copenhaga: "É o plano B, mas um plano que tem de ser levado a sério", afirmou.
Notícia completa em DN
Se não travarmos o aquecimento global com medidas racionais tomadas por TODOS nós, começará a chover "chuva ácida". Por vezes a ciência não tem todas as soluções. Pareceme que enviar enxofre para a atmosfera, para simular o arrefecimento provocado pelas erupções vulcânicas, uma ideia exagerada. Concordo mais com o enriquecimento em ferro dos oceanos, para promover uma maior produção de fitoplâncton, como já acontece, de forma natural, no Pacífico, junto à Austrália (documentário da National Geographic: Red Storm).
quinta-feira, setembro 03, 2009
Aquecimento global e alterações climáticas
Os peritos estudaram cem glaciares para o período de 2006 a 2007 e 80 para o período seguinte.
“Estes dados mostram que se mantém a tendência global do degelo acelerado nas últimas décadas”, escrevem os autores do estudo no site da WGMS. Desde 1980, os glaciares perderam em média 11,3 metros de água equivalente.
Em Espanha, o glaciar pirenaico de Maladeta - montanha com 3308 metros de altitude, na província de Huesca, Aragão – não foge à regra e perdeu 1783 metros de água equivalente no ano hidrológico 2005/2006; no ano seguinte perdeu 947 metros.
Mario Cuellar, da associação Globalízate, contou ao jornal espanhol “El Mundo” que este degelo implica “uma grande perda da riqueza biológica dos Pirinéus” e terá graves repercussões no abastecimento de água a zonas densamente povoadas.
“Se em 1820 o glaciar de Maladeta ocupava 152 hectares, hoje são 54. Ou seja, perdeu 35 por cento da sua superfície”, informou Cuellar, citado pelo “El Mundo”.
Notícia em Público
terça-feira, agosto 25, 2009
400 anos passaram sobre dia em que Galileu revolucionou a Astronomia
Foi a 25 de Agosto de 1609. Há precisamente 400 anos, Galileu Galilei apresentava o seu telescópio ao dodge e aos outros elementos das esferas mais poderosas da cidade de Veneza. O momento em si revestiu-se de significados essencialmente oficiais e até mesmo profissionais, uma vez que em sinal de agradecimento por mais uma conquista que engrandecia a ciência (e a cidade), o senado veneziano ofereceu a Galileu um novo estatuto e salário. Foi contudo a contínua exploração e melhoramento do instrumento e a sua utilização na observação dos céus que, nos anos seguintes, fez do telescópio uma peça fundamental para o repensar da própria relação entre a Terra e o universo ao nosso redor.
Galileu, que na época vivia em Pádua, tinha ouvido falar de uma invenção de um holandês (Hans Lippershey, fabricante de lentes) que permitia ampliar os objectos que observava à distância. Decidido a aperfeiçoar a ideia, reflectiu, acabando por construir o seu primeiro telescópio que, na verdade, mais não era que um tubo de chumbo, a cujas extremidades adaptou lentes. Côncava junto ao olho que observa, convexa no topo oposto... Começou por conseguir uma ampliação de três vezes, atingindo algum tempo depois as trinta vezes...
É com esta ampliação que faz observações mais detalhadas que nunca da superfície lunar. E, mais tarde, de Júpiter, acabando inclusivamente por descobrir os seus primeiros quatro satélites (Europa, Ganimedes, Calisto e Io), que ainda hoje são conhecidos em conjunto como as luas galileanas. Apontando em observações diárias os quatro pontos que originalmente identificara junto a Júpiter, inferiu que seriam satélites naturais do planeta e que deveriam desenvolver órbitas em seu redor. Entre as grandes descobertas que o telescópio lhe permitiu observar contam-se ainda as manchas solares e as fases do planeta Vénus.
(...)
Notícia completa em DN
Planta carnívora recebe nome em homenagem a David Attenboroug

Nepenthes attenboroughii
Cientistas descobriram uma planta carnívora (cima) suficientemente grande para capturar ratos e digeri-los como a sua parente Nepenthes northiana . O explorador de História Natural Stewart McPherson descobriu esta planta durante uma expedição ao Monte Vitória, Filipinas, com os botânicos Alastair Robinson e Volker Heinrich.
Notícia original em Daily Mail
quarta-feira, agosto 19, 2009
Limpar Portugal
"Este projecto tem como objectivo limpar Portugal do lixo que depositam ilegalmente pelos montes do nosso lindo país.
Vamos todos contribuir para que possamos ter as mais belas paisagens.
Para ti que gostas da Natureza, ou te identificas com o projecto, participa, divulga, dá idéias."
Molécula da vida encontrada pela primeira vez em cometa
A sonda da NASA passou a 2 de Janeiro de 2004 pela região de poeira e gás que rodeia o núcleo gelado do Wild 2. Alguma da poeira ficou retida numa grelha de aerogel, constituída por um material que é 99 por cento espaço vazio. A grelha ficou numa cápsula que saiu da sonda e aterrou na Terra dois anos depois.
Os cientistas tiveram que se certificar de que a glicina foi mesmo fabricada no espaço. Para isso mediram a quantidade de carbono 13, uma variação do carbono que existe em maior quantidade no espaço e também em maior quantidade na glicina.
“A descoberta de glicina num cometa suporta a ideia de que os tijolos fundamentais da vida prevalecem no espaço, e reforça o argumento de que a vida no universo pode ser mais comum do que rara”, disse Carl Pilcher, director do Instituto de Astrobiologia da NASA.
Notícia publicado em Público Online
terça-feira, agosto 18, 2009
Sismo de 4.2 na escala de Richter sentido em Faro

Um sismo de magnitude de 4,2 na escala de Richter fez tremer, esta terça-feira, as cidades de Faro, Loulé e Tavira.
Segundo o Instituto de Meteorologia o epicentro do abalo localizou-se a cerca de 110 km a Sul de Faro.
In TVI 24




