terça-feira, julho 03, 2007

Já nas bancas...


Já saiu a National Geographic Portigal do mês de Julho!

Está muito boa, com diversos artigos importantes!

Destes artigos, destaca-se quele que aborda o problema da malária e a expansão desta doença no mundo, como consequência das atitudes do Homem face à natureza!

Saliento ainda uma breve referência ao castelo/convento de Cristo em Tomar e a tradição dos tabuleiros! A não perder!

Artigo:

Malária

Começa por uma picada indolor. O mosquito surge de noite, pousa sobre uma superfície da pele deixada a descoberto e coloca-se numa posição semelhante à dos corredores de velocidade nos blocos de partida, de cabeça baixa. Depois, mergulha as suas componentes bucais em forma de agulha na pele. Texto de Michael Finkel; Fotografias de John Stanmeyer

Vivemos num planeta malárico. Talvez não seja assim que se vêem as coisas na perspectiva privilegiada dos países ricos, onde se pensa – se é que se pensa de todo – que a malária é um problema em grande parte resolvido, como a varíola ou a poliomielite. A verdade é que a malária afecta actualmente mais seres humanos do que nunca. Doença endémica em 106 países, ameaça metade da população mundial. Este ano, o número de pessoas infectadas com malária poderá elevar-se a quinhentos milhões. Pelo menos um milhão de pessoas perderá a vida e, destas, grande parte terá idade inferior a cinco anos. A maioria vive em África. O número de mortes anuais cresceu para mais do dobro, relativamente ao que sucedia há uma geração. Até há pouco tempo, o clamor dos protestos contra esta epidemia era silencioso. A malária é um flagelo dos pobres, fácil de ignorar. Segundo alguns investigadores, o mais lamentável, no que se refere à malária, é o facto de os países prósperos já se terem livrado da doença. Entretanto, diversas regiões decididamente não prósperas encontram-se à beira do colapso malárico total e são praticamente governadas por enxames de seringas voadoras e zumbidoras. Só nos últimos anos a malária conseguiu chamar plenamente a atenção das agências de ajuda humanitária e dos doadores. A Organização Mundial de Saúde definiu a redução da malária como prioridade principal. Os fundos atribuídos ao combate contra a malária duplicaram desde 2003. Pretende-se anular a doença, combinando praticamente todas as técnicas conhecidas de combate antimalárico, desde as mais ancestrais (medicamentos chineses à base de ervas), passando pelas convencionais (redes mosquiteiras), até às mais modernas combinações terapêuticas. Ao mesmo tempo, os investigadores da malária perseguem um objectivo há muito almejado, mas difícil de alcançar: uma vacina que permita travar definitivamente a doença. Muita desta ajuda está a ser encaminhada para um punhado de países duramente atingidos pelo flagelo emtoda a África subsaariana. Se estes países derrotarem a doença, servirão de modelos para o esforço antimalárico. E se não conseguirem? Nenhum especialista em malária está disposto a responder com prazer a essa pergunta. Um dos países em destaque é a Zâmbia, uma ampla nação continental, sem acesso ao mar, integrada na fértil savana da África Austral. É difícil avaliar na sua globalidade a forma como a Zâmbia tem sido devastada pela malária. Em algumas províncias, em qualquer momento, mais de um terço das crianças de idade inferior a cinco anos estão afectadas pela doença. Pior do que os números é o tipo de malária presente na Zâmbia. Os seres humanos são infectados por quatro espécies diferentes de parasitas maláricos e o mais virulento de todos é o Plasmodium falciparum. Cerca de metade de todos os casos de malária (e 95% das mortes) são causados por este parasita. É a única forma de malária capaz de atacar o cérebro. E consegue fazê-lo de forma extremamente rápida – há poucos agentes infecciosos capazes de incapacitar tão rapidamente o organismo como o Plasmodium falciparum. Um jovem africano pode estar alegremente a jogar futebol num dia de manhã e morrer de malária nessa mesma noite. Leia o artigo completo na revista


Museu da Lourinhã apresenta fósseis do maior dinossauro carnívoro terrestre conhecido

2007-07-03
Torvosaurus
Torvosaurus
O Museu da Lourinhã exporá até ao final do mês a maxila do maior dinossauro carnívoro terrestre conhecido, o "torvossauro tanneri", um achado de um jovem holandês que andava a fazer prospecção nas arribas do concelho. A maxila possui 63 centímetros de comprimento e vários dentes, cada um deles com 20 centímetros, pertencentes a um animal de 11 metros de comprimento e duas toneladas, muito idêntico ao "tiranossaurus rex" do Cretácio Superior.

Trata-se do maior dinossauro carnívoro terrestre alguma vez encontrado no mundo, que viveu no Jurássico Superior, uma vez que o crânio a que pertenceria a maxila teria cerca de 158 centímetros, sendo superior a um outro dinossauro da mesma espécie encontrado anteriormente nos Estados Unidos (com 118 centímetros). O achado foi divulgado hoje pelo Oertijd Museum, um museu localizado em Boxtel, cidade do sul da Holanda, que adquiriu uma réplica do crânio a que corresponderia a maxila encontrada.

A reconstituição desta parte do esqueleto foi efectuada por Aart Wallen, um holandês que colabora com o Museu da Lourinhã na construção de réplicas e que é o pai do jovem Jacob Wallen, que em 2003 fez a descoberta. "Ambos estavam a fazer prospecção nas arribas do concelho e foi mesmo o filho que encontrou um pequeno vestígio que, ao ser escavado, se revelou como a maxila do crânio de um torvossauro", explicou à Agência Lusa a conservadora do museu, Carla Abreu, mostrando-se satisfeita pelo achado ter sido doado à instituição.

A descoberta destes fósseis é encarada como um grande contributo para a ciência, já que permite mais uma vez aos investigadores afirmar que "os continentes [europeu e americano] estavam próximos e havia uma distribuição da fauna muito idêntica no que agora é a América e a Península Ibérica". Carla Abreu explicou que "as formações geológicas [da costa portuguesa] são muito idênticas à formação de Morrisson", perto do Texas.

Antes desta descoberta, já tinha sido encontrado um outro achado de um torvossauro em Portugal, em Alcobaça. Os paleontólogos Octávio Mateus (do Museu da Lourinhã) e Miguel Telles Antunes (professor da Universidade Nova de Lisboa) estudaram uma tíbia, parte inferior da perna, de um torvossauro, encontrada em Alcobaça.

Apesar dos actos de vandalismo de que as jazidas do Museu da Lourinhã têm sido alvo, o trabalho de escavação do torvossauro nas arribas da costa lourinhanense não está concluído, tendo já sido extraído um outro possível fóssil do torvossauro que os investigadores julgam ser de uma vértebra caudal.

Artigo publicado em Ciência Hoje

segunda-feira, junho 25, 2007

Ancient disease resistance made us vulnerable to HIV


On the defense: our immune system has an extra barrier not found in chimps.
Narelle Towie/NT

Published online: 21 June 2007; | doi:10.1038/news070618-15
Ancient disease resistance made us vulnerable to HIV
Early immune resistance may have helped to set stage for modern pandemic.

Michael Hopkin

Humans may be susceptible to infection by HIV because our ancient ancestors evolved resistance to another virus.

That's the conclusion reached by geneticists who have compared our own genome sequence with that of apes, in search of signs of old viral attacks. The researchers wondered whether chimps had been battered by a virus that humans had evolved a resistance to, and whether that resistance might shed some light on our modern susceptibility to other viruses. Their hunch was right.

The group found that the DNA of our closest evolutionary relatives is riddled with the hallmarks of a now-extinct virus called PtERV1. This virus probably infected chimpanzees and other apes around four million years ago — after chimps' evolutionary split from humans. Chimps were badly hit by the virus. But humans, it seems, could fight it off. Unfortunately, the defensive protein that protects against PtERV1 seems to increase our cells' susceptibility to HIV attack, report Michael Emerman and his colleagues at the Fred Hutchinson Cancer Research Center in Seattle.

PtERV1, like HIV, is a 'retrovirus' — it contains RNA that is converted into DNA within the host cell and then inserted into the host genome. Throughout evolution, such viruses leave a legacy as their DNA is passed on from generation to generation, ultimately becoming present in the entire host population. Roughly 8% of human DNA is made up of these viral leftovers.

Emerman and his team scoured the chimpanzee genome and found around 130 copies of DNA sequences from PtERV1. But as they report in this week's Science1, not one copy of this viral DNA has been incorporated into the human genome, meaning that something must have fought it off.

Single defence

Emerman and his colleagues used the chimpanzee DNA to reconstruct part of the virus in the lab. They then tried to infect human cells in culture with it, and found that a protein called TRIM5??prevented the virus from entering human cells. When this protein was removed from human cells, the cells were vulnerable to the reconstructed virus; but they were also less susceptible to infection by HIV.

No one is sure why this should be the case, but the researchers suspect that the ancient human immune system might have 'put all its eggs in one basket' as far as defending against retroviruses was concerned. Humans don't seem to have any immune defensive measures against retroviruses other than TRIM5.

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Nature Precedings
This immune strategy must have carried an evolutionary advantage millions of years ago, Emerman says, "The most obvious benefit is that this protected some humans from disease." But he adds that "we don't really know anything about what sort of disease PtERV1 might have caused."

Unfortunately, the discovery does not hold much promise for efforts to find a vaccine against HIV/AIDS, says Emerma. "I do not see much insight of this work into vaccines, although maybe others can," he says. "I see this work more along the lines of understanding human history by uncovering the past — sort of like archaeology or palaeontology."

What the work does do is spotlight how the human immune system came to be the way it is today. "Our host defence genes have been shaped by a long history of genetic conflict with ancient viruses. If we want to understand why our defences are the way they are, the answers inevitably lie in these ancient viruses, more so than in the ones that have affected us only recently," says Emerman.

References
  1. Kaiser S. M., Malik H. S.& Emerman M. Science, 316. 1756 - 1758 (2007).

Artigo publicado na News@nature.com


sábado, junho 23, 2007

A 22 de Junho de 2007 o Departamento de Ciências da Natureza/Naturais/Físico-Química mostrou o que vale! Muitas experiências e mostras de exemplares científicos enriqueceram este dia.
Aqui dois pequenos filmes realizados com fotografias por mim tiradas nesse mesmo dia!




quarta-feira, junho 20, 2007

Antiga mina reabre na serra da Freita


Uma antiga mina de volfrâmio vai ser aberta ao olhar dos curiosos, durante o Verão, na serra da Freita, no concelho de Arouca. O passo seguinte será a apresentação, no final do ano, da candidatura para o reconhecimento do Geoparque de Arouca.

A iniciativa surge integrada na Rota do Ouro Negro, que recupera o imaginário da exploração do volfrâmio. Uma antiga mina junto do rio Frades vai constituir um dos novos pólos de atracção dos adeptos de percursos pedestres que procuram a serra da Freita. O projecto será dinamizado pelo Grupo de Espeleologia e Montanha de Aveiro. Esta é mais uma iniciativa, no âmbito da promoção do turismo de natureza da serra da Freita.

Nos planos do presidente da Câmara Municipal de Arouca, José Neves, está também a candidatura do município à Rede de Geoparques da UNESCO, o que deverá acontecer no final do corrente ano. O conceito de geoparque implica não só a existência de património geológico específico, como também uma estratégia de desenvolvimento territorial, a uma escala local.

Arouca faz valer na sua candidatura duas características locais: um fenómeno conhecido localmente como as "pedras parideiras" (pedras que dão origem a outras pedras) e fósseis marinhos de invertebrados do período Ordovícico Médio (entre os 462 e 468 milhões de anos) existentes no Centro Interpretativo de Canelas - os chamados Trilobites.

O reconhecimento permitirá aceder a fundos comunitários do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN) para projectos locais no âmbito da arqueologia industrial, preservação da raça autóctone arouqueza e desportos de águas bravas.

A serra da Freita - que se estende pelos municípios de Arouca, S. Pedro do Sul (Viseu) e Vale de Cambra, no distrito de Aveiro -, integra com a vizinha serra da Arada a lista nacional de sítios da Rede Natura 2000, com uma área total de 28.659 hectares.

Artigo Publicado em Arouca.biz

terça-feira, junho 19, 2007

Existem músicas que nunca saem de moda!!!!



wishlist

Pearljam


I wish I was a neutron bomb, for once I could go off
I wish I was a sacrifice but somehow still lived on
I wish I was a sentimental ornament you hung on
The christmas tree, I wish I was the star that went on top
I wish I was the evidence, I wish I was the grounds
For 50 million hands upraised and open toward the sky

I wish I was a sailor with someone who waited for me
I wish I was as fortunate, as fortunate as me
I wish I was a messenger and all the news was good
I wish I was the full moon shining off a camaros hood

I wish I was an alien at home behind the sun
I wish I was the souvenir you kept your house key on
I wish I was the pedal brake that you depended on
I wish I was the verb to trust and never let you down

I wish I was a radio song, the one that you turned up
I wish...
I wish...

quinta-feira, junho 14, 2007

Não resisti à fotografia...


Imagem retirada do artigo "Rede nacional de investigação em Biodiversidade reúne amanhã em Vila do Conde", publicado em Ciência Hoje

Mais um dinossauro...

Descoberta na China nova espécie de dinossáurio gigante

:: 2007-06-13 Por Luís Azevedo Rodrigues *
Visão artística do novo dinossáurio (imagem Institute of Vertebrate Paleontology & Paleoanthropology, Beijing)
Visão artística do novo dinossáurio (imagem Institute of Vertebrate Paleontology & Paleoanthropology, Beijing)

Uma nova espécie na ligação evolutiva entre dinossáurios e aves foi encontrada na China (Mongólia interior) – o Gigantoraptor erlianensis - em rochas com 85 milhões de anos (Cretácico superior). O importante da descoberta reside no tamanho deste animal – oito metros de comprimento e 1.4 toneladas de peso.

É um animal surpreendente porque na linha evolutiva dos dinossáurios para as aves se pensava, e todas as formas encontradas até agora o comprovavam, que existiria uma redução no tamanho entre os dinossáurios e as aves: o Gigantoraptor erlianensis é o exemplo contrário.

* Paleontólogo
Museu Nacional de História Natural/Universidade de Lisboa
Blog – cienciaaonatural.blogspot.com – cienciaaonatural@gmail.com



Filogeneticamente (ao nível do parentesco) o Gigantoraptor erlianensis é um dinossáurio que pertence grupo Oviraptorosauria - grupo de dinossáurios com penas que raramente ultrapassavam os 40 kg. Existiria assim uma ainda maior diversidade morfológica do que até agora se pensava.

Só por si esta nova “aquisição” paleontológica seria motivo de notícia; mas as novidades não ficam por aqui.

Segundo os autores, que efectuaram análises aos tecidos ósseos preservados, este animal apresentava uma taxa de crescimento mais rápido do que os seus “primos” tiranossáurios norte-americanos – Albertosaurus e Gorgosaurus. Mais uma das dezenas de boas-novas paleontológicas que chegaram da China nos últimos 20 anos.

Referência (abstract):
Xu, X., Tan, Q., Wang, J., Zhao, X., and Tan, L. 2007. A gigantic bird-like dinosaur from the Late Cretaceous of China. Nature 447:844-847. doi: 10.1038/nature05849.

Artigo publicado em: Ciência Hoje

Todos queremos um carro!

Por Leonor Fernandes
Tráfego em Milão gera elevados níveis de partículas materiais
Tráfego em Milão gera elevados níveis de partículas materiais
The New York Times (NYT) e o International Herald Tribune publicaram na anteontem os resultados do projecto EuroLifeNet liderado pelo investigador português do MIT, Pedro Ferraz de Abreu. A experiência piloto está a decorrer em Portugal e Itália e permitiu obter informação detalhada referente a ciclos de 24 horas sobre a exposição individual à poluição de estudantes do ensino secundário.
Pedro Ferraz de Abreu é responsável pelo EuroLifeNet
Pedro Ferraz de Abreu é responsável pelo EuroLifeNet

Baseando-se nos dados já recolhidos em Milão, Itália, The New York Times afirma que o Norte de Itália, para além de conhecido pela moda, comida e pela Fiat, passou a ter mais um título de fama, mas desta vez pouco abonatório: «Cidades europeias com os piores níveis de poluição».

Segundo este jornal, a Alemanha e a Polónia “grandes poluidores europeus” têm vindo a reduzir as suas emissões desde 1990, ao contrário de Itália - cujos valores aumentaram - e que foi advertida pela Comissão Europeia no sentido de reprogramar o seu plano de redução de emissões, sob pena de enfrentar elevadas multas.

Os resultados do EuroLifeNet são impressionantes. Como exemplo, o NYT cita o caso de um participante de 16 anos cujo apartamento fica próximo de uma via muito movimentada e em que os níveis de poluição na sua sala à noite são 20 vezes superiores ao máximo aconselhado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
O EuroLifeNet foi desenvolvido em Itália por intermédio da associação Genitore Antismog (Pais contra a Poluição) e em declarações ao NYT a presidente, Anna Gerometta, afirmou: «Queremos que as pessoas se revoltem e que os políticos prestem atenção. Isto é muito mau para a nossa saúde».

Apesar de os níveis de ozono e benzeno terem diminuído de forma visível naquela região, o mesmo não tem acontecido com as partículas materiais, disse o presidente da região da Lombardia, Roberto Formigoni ao NYT.
O jornal americano salienta também dados da OMS deveras preocupantes que indicam que em Itália alguns tipos de partículas materiais causaram, entre 2002 e 2004, 8220 mortes por ano e mostra o nível médio de partículas ultrafinas nalgumas cidades europeias em 2006: Milão 38, Atenas 25, Varsóvia 34, Turim 41, Viena 24, Lisboa 19 e Paris e Londres 16 no fundo da tabela mas ainda assim bem a cima do mínimo padrão de dez miligramas de partículas, afirma Roberto Bertollinin presidente do Centro Europeu para o Ambiente.

Má forma de vida

Bertollini afirma: “É muito difícil diminuir os níveis de partículas materiais devido à forma como vivemos”. Elas são causadas em grande parte pelo tráfego, particularmente pelo característico “pára-arranca“ das horas de ponta.

Citando dados de um estudo cientifico do ano passado, o NYT afirma que caso os valores de dez miligramas sugeridos pela OMS fossem cumpridos poupar-se-ia a vida a 22 mil pessoas em 26 cidades europeias.
Embora estejam a ser desenvolvidos esforços pela autarquia de Milão para reduzir os veículos poluentes, o NYT diz que em termos de poluição a única cidade comparável é Los Angeles, em que o transporte público é limitado e ineficiente e todos querem ter carro.

Segundo Robert Formigoni, serão necessários mais 20 anos para que a mentalidade dos italianos mude e estes troquem o carro por outros veículos menos poluentes. Emile De Saeger, outra especialista que analisou os dados obtidos no EuroLifeNet, chamou a atenção para o facto de ter de se repensar a localização de ciclovias e de parques infantis, de modo a afastá-los de zonas próximas de vias muito movimentadas, com elevados níveis destas partículas analisadas, refere o NYT.

Para terminar, o jornal nova-iorquino salienta uma questão pertinente de Anna Gerotta: ”Como é que esperam que as pessoas usem os autocarros se eles estão sempre presos no tráfego?

Artigo publicado em: Ciência Hoje

Piratas informáticos controlam mais de um milhão de computadores em todo o mundo

Mais de um milhão de computadores no mundo são controlados por «hackers», que os utilizam para atacar serviços on-line, espalhar correio electrónico não solicitado e roubar informação pessoal, segundo um relatório apresentado hoje pelo FBI. Os autores de redes de «botnets», uma teia de computadores «zombie», é quase impossível de dominar na totalidade, mas o FBI já conseguiu deter alguns dos piratas informáticos que controlam os computadores de outros utilizadores.

Esta semana, um «hacker» foi detido por ter desligado o sistema de computadores de uma área hospital de Chicago, em 2006, que levou ao atraso de vários serviços médicos. Outro, também condenado esta semana, era especialista em enviar correio electrónico não solicitado («spam») desde 2003, tendo infectado milhares de computadores no mundo.

A utilização de computadores de terceiros era, há cerca de sete anos, considerada apenas uma piada entre cibernautas, mas hoje em dia evoluiu para esquemas de fraude. Através do ataque a um site, os «hackers» conseguem aceder a informação pessoal, roubar números de cartões de crédito e informação da segurança social.

Os «hackers» conseguem até comprar e vender acções através de contas pessoais, controlando o preço das acções para ter o maior ganho possível. Segundo director assistente do FBI, Shawn Henry, este tipo de acções, mesmo com a monitorização existente, continuará sempre a existir e evoluir, utilizando os computadores de pessoas menos atentas e insuspeitas.

Rede de «botnets»

Os «hackers» criam a rede de «botnets» procurando na Internet os computadores vulneráveis, que depois infectam para os tornar parte de uma rede. O computador passa a estar controlado por completo pelo pirata e pode ser utilizado para ataques a servidores ou páginas, envio de correio electrónico não solicitado, roubo de informação de autenticação, correr qualquer programa ou aceder a todos os documentos.

O FBI está ainda a investigar milhares de fraudes e casos de intrusão em computadores, embora ainda não saiba quais são os casos que estão ligados a «botnets». Os utilizadores devem confirmar regulamente se o seu computador está infectado, através do antivírus, e utilizar programas de segurança, como uma «firewall».

«Se as pessoas levam o carro à inspecção uma vez por ano, para ter a certeza que andam em segurança, têm de fazer o mesmo tipo de coisa com o computador», disse Shawn Henry.


Artigo de Ciência Hoje

segunda-feira, junho 11, 2007

Zâmbia, Paraíso dos Hipopótamos


O Luangwa, um dos últimos grandes rios da África Austral não alterado por barragens, sustenta e protege o vale por onde corre. Hipopótamos, elefantes, girafas, leões, leopardos, búfalos e muitas outras espécies proliferam nos 50 mil quilómetros quadrados da savana arborizada que este rio de 800 quilómetros irriga. Em contrapartida, escasseiam habitantes humanos. Uma das razões para esse despovoamento é o ciclo anual das cheias do Luangwa. Texto de Christine Eckstrom; Fotografias de Frans Lanting

Todos os anos, durante a época das chuvas, o rio reinventa a terra: o riacho com água pelos joelhos transforma-se numa agitada torrente castanha, transbordando sobre as planícies e matas em redor e tornando intransitável por estrada, durante quase metade do ano, este vale no Leste da Zâmbia. Na outra metade do ano, as águas recuam e abrem uma paisagem rejuvenescida, que lentamente se cresta ao longo do demorado período de seca que se segue. Em finais de Outubro, já as pastagens das planícies alagadiças foram devoradas até sobrar apenas o restolho. O vento quente levanta a poeira do solo, provocando minúsculos tornados. Ao pôr do Sol, os hipopótamos emergem das últimas poças fundas do rio e desaparecem nas sombras do mato para se alimentarem. Alguns percorrem vários quilómetros em busca de comida e muitos morrem nesta época de aflição. Certo dia, de manhã, avistamos um pequeno hipopótamo morto flutuando rio abaixo. As fêmeas aproximam-se, tocam-lhe com o focinho, lambem-lhe a pele e, depois, afastam-se. As variações sazonais podem revelar-se difíceis para os animais selvagens do vale, mas os seres humanos têm sido responsáveis por dificuldades ainda maiores. No passado, a caça legal ou furtiva reduziu, de forma drástica, as populações de hipopótamos e elefantes. No entanto, ambas as espécies conseguiram recuperar. No mês de Novembro, começam a acumular--se nuvens de tempestade, negras e sombrias, e o céu ribomba toda a noite. Numa tarde, uma fria cortina cinzenta de chuva varre a terra, fustigando-a com uma forte torrente e limpando a poeira da erva e as árvores. Praticamente da noite para o dia, rebentos verdes brotam da terra. Os elefantes e os búfalos dispersam pelas terras mais altas, onde as pastagens são frescas; as impalas dão à luz e as zebras materializam-se, saindo da mata com as suas minúsculas crias. Poucos dias depois das primeiras chuvas, as cegonhas-de-abdim aparecem no céu, rodopiando em espirais compostas por milhares de aves. Estão a migrar para sul e alguns africanos conhecem-nas como portadoras da chuva. Aterram em grupo, com os seus corpos ondulantes, deslocando-se pela erva numa frente ampla, semelhante a fogo em movimento, comendo os sapos e insectos atraídos pela água. Chegou a nova estação. Leia o artigo completo na revista National Geographic Portugal

Comunicação entre chimpanzés!!!

Chimpanzés espalham notícias
Estudo fornece primeira evidência de que chimpanzés transmitem comportamentos e costumes recém-adquiridos a outras comunidades
por Nikhil Swaminathan

Transmissão cultural: um novo estudo demonstra pela primeira vez que os chimpanzés podem adquirir novas tradições e transmiti-las para “colegas” de outros grupos
Um novo estudo de populações de chimpanzés demonstrou, pela primeira vez, que os parentes mais próximos dos humanos ensinam novos costumes a seus colegas em sua própria comunidade e também para grupos vizinhos. “Até agora, não havia evidência de que primatas não-humanos pudessem transmitir um comportamento adquirido de um grupo para outro”, diz Antoine Spiteri, da University of St. Andrews, na Escócia. Spiteri trabalha no laboratório de Andrew Whiten, líder do estudo publicado na Current Biology.

Primatólogos – incluindo equipes do Science Park do M.D. Anderson Cancer Center da University of Texas, em Bastrop, e do Yerkes National Primate Research Center da Emory University, em Atlanta – treinaram oito chimpanzés, cada um de uma comunidade diferente (que consistiam de sete a 17 membros), para utilizar mecanismos para pegar frutas. Os pesquisadores descobriram que os chimpanzés escolhidos transmitiram suas habilidades recém-adquiridas para seus pares dentro das oito comunidades quando elas foram expostas a dispositivos similares.

Em um caso, os animais foram treinados para puxar uma alavanca para forçar uma fruta a sair por um orifício, e então fazer um aparelho deslizar para guiá-la para dentro de uma caixa e através de um buraco grande o bastante, para que eles conseguissem alcançá-la e tirá-la de lá. Em outras situações, eles aprenderam “manobras” como perfurar, levantar uma barra ou colocar uma moeda para pegar o alimento tão cobiçado. “Quanto mais indivíduos aprendiam a tarefa, mais ela se tornava uma tradição”, diz Spiteri.

Quando mais de 50% do grupo aprendeu as tarefas, os pesquisadores colocaram a caixa em um canto do habitat, onde podia ser vista pela comunidade vizinha de chimpanzés, onde ninguém havia recebido treinamento. Os vizinhos curiosos observaram os chimpanzés treinados, e finalmente entenderam o que o grupo estava fazendo para pegar a comida. As novas técnicas também foram passadas para um terceiro grupo que se deparou com o estranho mecanismo de obter alimentos. Em geral, os animais adotaram e espalharam 10 novos costumes durante o processo.

Ver artigo compelto em: Scientific American Brasil

quinta-feira, junho 07, 2007

Elefantes conseguem captar vibrações com as patas


Vibrações transmitidas pelos passos dos seus congéneres são alertas
Vibrações transmitidas pelos passos dos seus congéneres são alertas
Os elefantes servem-se das suas patas para “ouvir” os chamamentos das outras manadas, graças às vibrações transmitidas pelos passos dos seus congéneres, sobretudo quando são elefantes que já conhecem, segundo a revista britância New Scientist. Os paquidermes eram já conhecidos pela sua capacidade de comunicar entre eles, a vários quilómetros de distância, graças à emissão de sons de baixa frequência.

Caitlin Rodwell (Stanford Report/Max Salomon)
Caitlin Rodwell (Stanford Report/Max Salomon)
Uma equipa de investigadores dirigida por Caitlin O'Connell-Rodwell, do departamento da Universidade de Stanford na Califórnia, suspeitava que as vibrações geradas no solo pelas manadas quando das suas deslocações, permitiam que os elefantes captassem sinais com os seus pés, que são particularmente sensíveis.

Os investigadores tiveram a ideia de gravar, nas planícies da Namíbia e do Quénia, chamamentos lançados por elefantes para alertar os seus parceiros sobre a presença de leões. De seguida, isolaram os sinais emitidos pelas vibrações no solo provenientes desses chamamentos para os retransmitirem a manadas de elefantes agrupadas perto de pontos de água na Namíbia.

Os elefantes reagiram de “forma espectacular, primeiro imobilizando-se no local, depois agrupando-se em grupos compactos, com as crias no meio”, segundo a revista New Scientist a publicar sábado. Quanto mais longe os elefantes se encontravam do apelo lançado pela manada, menos reagiam.

Mais curioso ainda, é que os elefantes da Namíbia demonstraram ser menos reactivos aos alertas emitidos pelas manadas do Quénia, aparentemente porque não estavam familiarizados com elas. O estudo será integralmente publicado no Jornal da Sociedade Acústica da América, segundo a New Scientist.

Artigo publicado em: Ciência Hoje

quarta-feira, junho 06, 2007

Em defesa dos animais!!!


Clique na imagem e veja o PowerPoint!

Gripe das Aves


Quer seja daqui a alguns dias, quer seja daqui a vários anos, irá surgir um novo surto virulento de gripe aviária, ninguém duvida!
Sobre o vírus que será responsável por ele é que não há tantas certezas!!
Como existe este perigo é real, existe um site português com diversa informação sobre este assunto, da responsabilidade do Departamento de Química, da Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade de Lisboa.

Para consultar
H5N1: A Gripe Aviária

Mais efeitos do aquecimento global...

Dia longo demais? O aquecimento global pode ser a solução
Mudanças climáticas podem acelerar a rotação da Terra


Giro acelerado: as mudanças climáticas aquecerão os oceanos, mudando a distribuição das águas e assim acelerando a rotação da Terra
Mais um impacto do aquecimento global: o fenômeno pode acelerar a rotação da Terra. De acordo com um modelo desenvolvido em computador por cientistas do Max Planck Institute for Meteorology em Hamburgo, na Alemanha, as mudanças climáticas aquecerão os oceanos; à medida que a água esquenta, irá se expandir, causando o aumento do nível dos mares – que já subiu 0,17 m no último século –, e movimentando a água do fundo dos oceanos para a superfície próxima à costa.

Como resultado, a distribuição relativa da massa de água se afastará do equador, em direção aos pólos. Haverá uma movimentação de tamanha quantidade de água que a Terra irá girar levemente mais rápido, como uma patinadora que aproxima os braços de seu corpo. “O ritmo da rotação da Terra muda se o momento de inércia é alterado por uma redistribuição de massa nos oceanos”, afirmam Felix Landerer e seus colegas na Geophysical Research Letters. O resultado será um dia com 0,12 milissegundos – pouco mais que um milionésimo de segundo – a menos, daqui a dois séculos.

É claro que há outros fatores em jogo. O modelo falha ao afirmar que uma quantidade adicional de água iria para os oceanos por meio do derretimento dos mantos de gelo na Groenlândia ou Antártica. “O derretimento ocorreria de maneira contrária, levando a massa para longe do eixo do planeta”, diz Richard Ray, da NASA. “Então isso cancelaria parte do efeito”.

Mudanças nos padrões dos ventos poderiam produzir um efeito similar, retardando ou acelerando o giro do planeta dependendo da direção em que o vento soprar. E o material derretido do centro da Terra, assim como a força de atração da Lua, também contribui para “brecar” a rotação da Terra de maneira muito mais significativa. “São quase dois milissegundos por século”, afirma Ray, “Há muito tempo atrás, o dia tinha 18 horas de duração”.

Em um futuro extremamente distante, esse atrito de marés lunares irá desacelerar a rotação da Terra, até que um dia se torne tão longo quanto um mês (apesar do Sol já poder ter engolido o sistema Terra-Lua antes que isso aconteça). Em curto prazo, o aquecimento dos oceanos do planeta pode fazer com que o dia passe um pouco mais rápido.

Artigo publicado em: Scientific American Brasil

segunda-feira, junho 04, 2007

Até quando?

Após 18 anos China mantém presos da praça Tiananmen
Treze pessoas ainda cumprem penas nas prisões chinesas por participarem dos protestos pró-democracia na praça Tiananmen (Praça da Paz Celestial), em Pequim, em 4 de junho de 1989, segundo uma organização de dissidentes. A manifestação completa hoje 18 anos.

Ciência Hoje

Qual o rio mais comprido???

Amazonas bate o Nilo por um quilómetro

É o rio mais longo do Mundo

:: 2007-06-03
Amazonas tem 6672 quilómetros...
Amazonas tem 6672 quilómetros...
O rio Amazonas, com os seus 6.672 quilómetros, bate por um quilómetro o Nilo, que era até agora considerado o mais comprido do mundo, descobriram cientistas do Peru e do Brasil. O Instituto Geográfico Nacional (IGN) peruano informou na sexta-feira que um grupo de cientistas brasileiros e peruanos estabeleceu as bases para precisar a origem exacta do Amazonas, verificando tratar-se do rio mais comprido do mundo.

... e o Nilo tem 6671
... e o Nilo tem 6671
"Os resultados oficiais serão apresentados à comunidade científica internacional para colocar o rio Amazonas como o mais comprido do mundo", disse o director-geral de Cartografia do IGN, Ciro Sierra, que recordou que esta descoberta já é reconhecida por instituições como a National Geographic.

Até agora, o Amazonas era considerado o rio mais caudaloso do mundo, mas o Nilo, com os seus 6.671 quilómetros, era dado como o mais longo, seguido do Yangtsé, na China, com 6.380 quilómetros. Os cientistas brasileiros e peruanos internaram-se pelo rio que foi descoberto pelo espanhol Francisco de Orellana, em 1542, em busca da fonte originária daquele enorme curso de água.

Os integrantes da I Expedição Científica ao Nascimento do Rio Amazonas viajaram entre 23 e 30 de Maio até aos glaciares dos Andes, a mais de 5.000 metros de altitude.

Publicado em Ciência Hoje

quinta-feira, maio 31, 2007

Fósseis de mamíferos primitivos regressaram para os portugueses


Thomas Martin veio de propósito da Alemanha para devolver a Portugal e ao Museu Geológico, em Lisboa, estes fósseis do Jurássico Superior. Os primeiros foram levados para a Alemanha nos anos 60, pela equipa do paleontólogo Walter Kühne, da Universidade Livre de Berlim, que os descobriu.Antes de abrir as caixinhas, Thomas Martin, da Universidade de Bona, prepara um observador mais desatento para não se deixar influenciar pelo tamanho. "Os fósseis são muito pequenos, mas não é por isso que não são muito importantes", diz o paleontólogo. "Os fósseis mais importantes da Guimarota são mamíferos primitivos, que viviam no tempo dos dinossauros. Os dinossauros eram gigantes e os mamíferos eram anões, mas teriam um grande futuro."

Há uma parte da história conhecida: os dinossauros extinguiram-se há 65 milhões de anos, no Cretácico Superior, e os mamíferos, que tinham aparecido há cerca de 230 milhões de anos, no período Triásico, tal como os dinossauros, puderam então começar a reinar. Se assim não fosse, nós talvez cá não estivéssemos.

Mas há uma parte da história que os fósseis da Guimarota ajudaram a completar - aquela que conta como eram esses mamíferos primitivos. "Os mamíferos do Jurássico e do Cretácico eram muito pequenos, porque os dinossauros eram muito grandes e activos durante o dia. Tinham o tamanho de um ratinho, os maiores eram como ouriços. Provavelmente, viviam de noite, no escuro, para os dinossauros não os verem."É então que Martin, de 47 anos, a estudar os fósseis da Guimarota desde 1991, na Universidade Livre de Berlim, está pronto para revelar o conteúdo das caixinhas. E explicar por que razão estes fósseis, que cabem na palma da mão, ganharam fama mundial. "A Guimarota forneceu o primeiro esqueleto de um mamífero do Jurássico", diz. E eis que o paleontólogo saca do esqueleto do Henkelotherium guimarotae, descoberto em 1976. Vivia nas árvores e comia insectos. Este é o único esqueleto quase completo de um Henkelotherium guimarotae, que serviu, aliás, para descrever pela primeira vez esse mamífero. Pertencia a um grupo de mamíferos (os paurodontídeos) que está entre os antepassados dos mamíferos actuais.

O outro ex-líbris da Guimarota que Thomas Martin trouxe é o Haldanodon exspectatus. "Vê-se aqui o crânio, o braço e isto é o fémur", aponta. "Estes ossos são muito fortes. Revelam um tipo de adaptação diferente: este animal escavava. Tinha um estilo de vida como o das toupeiras." Pertencia aos docodontes: "Este grupo extinguiu-se sem deixar descendentes." Mas o Haldanodon também deu projecção mundial à Guimarota: "Foi o primeiro docodonte descoberto em todo o mundo, em 1977", diz o paleontólogo. Dentro das caixinhas, estão muitos outros fósseis, todos de mamíferos. Os restos escavados da Guimarota permitiram descrever uma dezena de mamíferos novos. Para os crocodilos, peixes, lagartos e anfíbios, as novidades científicas rondaram as 15.
Artigo publicado em Público
Para saber mais sobre a mina da Guimarota ver: Geoleiria
(post de 25 de Abril de 2007)

segunda-feira, maio 28, 2007

Cientistas criam nova geração de plantas transgénicas

Estudo publicado na "Science"

Investigadores norte-americanos estão a desenvolver a próxima geração de plantas transgénicas, através da manipulação genética, resistentes a um novo herbicida, refere a revista cientifica "Nature".

A descoberta não é totalmente nova – já existem campos de cultivo resistentes ao herbicida glifosfato. A diferença reside na capacidade destas novas plantas resistirem ao dicamba, um dos herbicidas mais usado pelos agricultores. A equipa de investigadores da Universidade do Nebrasca, nos Estados Unidos, criou os primeiros tomates e rebentos de soja transgénicos, que toleram o dicamba, um herbicida, usado há mais de 40 anos na agricultura, que mata as ervas daninhas mais resistentes.
Esta inovação poderá ser uma alternativa às áreas de cultivo onde também as ervas indesejáveis se tornaram resistentes ao glifosfato.O estudo, publicado na revista científica "Science", baseou-se na manipulação do gene da Pseudomonas maltophilia, bactéria com a capacidade de resistir ao dicamba.Os cientistas inseriram este gene no tabaco, na soja, nos tomates e na planta herbácea, Arabidopsis thaliana. Em todos os casos as plantas tornaram-se resistentes ao dicamba, refere a "Nature".
A Monsanto, empresa norte-americana pioneira na área da biotecnologia, que lidera a produção de milho geneticamente modificado resistente ao herbicida glifosfato, já detém a licença de produção desta nova tecnologia.Nos Estados Unidos 90 por cento dos campos de soja e 60 por cento dos campos de algodão são transgénicos, com a capacidade de resistirem ao glifosfato.A empresa espera produzir e comercializar rebentos de soja, resistentes ao herbicida dicamba, no prazo de três a sete anos.
Artigo em Público

quinta-feira, maio 24, 2007

Dez Coisas A Fazer pelo Planeta..

Se todos contribuirmos, podemos ter uma vida melhor!

Baseado no livro homónimo de Al Gore, antigo vice-presidente de Bill
Clinton, o filme é apoiado pelo Oceanário de Lisboa que viu nele uma excelente oportunidade para alertar as consciências para as alterações climatéricas.


"Dez Coisas A Fazer" foi o alerta lançado pelo Oceanário para ajudar a combater o aquecimento global

01 -Mudar uma lâmpada - substituir uma lâmpada normal por uma lâmpada fluorescente poupa 68 Kg de carbono por ano;

02 -Conduzir menos - caminhar, andar de bicicleta, partilhar o carro ou
usar os transportes públicos com mais frequência: Poupará 0,5 Kg de dióxido de carbono (CO2) por cada 1,5 Km que não conduzir!

03 -Reciclar mais - pode poupar 1000 Kg de dióxido de carbono por ano reciclando apenas metade do seu desperdício caseiro;

04 -Verificar os pneus - manter os pneus do carro devidamente calibrados pode melhorar o consumo de combustível em mais de 3 %. Cada 4 litros de combustível poupado retira 9 Kg de dióxido de carbono da atmosfera!

05 -Usar menos água quente - aquecer a água consome imensa energia. Usar menos água quente, instalando um chuveiro de baixa pressão, poupará 160 Kg de CO2 por ano e lavar a roupa em água fria ou morna poupa 230 Kg por ano;

06 -Evitar produtos com muita embalagem - pode poupar 545 Kg de dióxido de carbono, se reduzir o lixo em 10 %;

07 -Ajustar o termostato - acertar o termostato apenas dois graus para baixo no Inverno e dois graus para cima no Verão pode poupar cerca de 900 Kg de dióxido de carbono por ano;

08 -Plantar uma árvore - uma única árvore absorve uma tonelada de dióxido de carbono durante a sua vida;

09 -Seja parte da solução - aprenda mais e torne-se activo em climatecrisis.net (ou outro que faculte informação credível);

10 -Espalhe a mensagem! - incentive os amigos a ver "Uma Verdade
Inconveniente". Sensibilize-os para o problema.


Antes de imprimir este documento, pense se é mesmo necessário. Para produzir 1 tonelada de papel são necessárias 10 a 20 árvores, 10.000L de água e 5MW.hora de energia. Em média, por ano, uma família gasta em papel o equivalente ao abate de seis árvores. A protecção do ambiente deve ser uma preocupação de todos nós.

segunda-feira, maio 21, 2007

Universidade de Coimbra lança colecção virtual com mais de 30 mil plantas

O Herbário da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra vai lançar amanhã uma base de dados na Internet com informação em português sobre mais de 30 mil exemplares de plantas.

Base de dados em: HERBARIUM UNIVERSITATIS CONIMBRIGENSIS

De acordo com a responsável pelo projecto, Fátima Sales, para se consultar dados sobre determinada planta é necessário introduzir o nome científico da espécie, o que torna este projecto mais direccionado para cientistas, investigadores e para pessoas com particular interesse por botânica.

Na versão virtual estarão disponíveis os dados de mais de 30 mil exemplares de plantas, embora o herbário tenha uma colecção que ultrapassa os 700 mil exemplares, sendo a maior de Portugal e a segunda maior da Península Ibérica.

O site está escrito em português, mas está previsto que venha a ter alguns conteúdos em inglês para "possibilitar a comunicação com qualquer investigador no mundo".

"O principal objectivo é estimular o gosto pela botânica e pela conservação e intervir com qualidade na educação científica na área da botânica associada à diversidade", disse a responsável.

Um herbário — uma colecção de plantas que podem ir desde pequenas algas a grandes árvores — consegue-se ao prensar e secar as plantas ou parte delas, colocando-as numa folha de cartolina e fazendo a sua etiquetagem e identificação segundo classificações internacionais.

O lançamento desta base de dados servirá também para assinalar o Dia Mundial da Biodiversidade, que se comemora amanhã.

Artigo publicado em Público

Censura????

Trabalhava há quase 20 anos na DREN

Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates


19.05.2007 - 10h09 Mariana Oliveira

Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.

A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um "insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho". Perante aquilo que considera uma situação "extremamente grave e inaceitável", Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. "Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal", disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar. Numa carta enviada a diversas escolas, Fernando Charrua agradece "a compreensão, simpatia e amizade" dos profissionais com quem lidou ao longo de 19 anos de serviço na DREN (interrompidos apenas por um mandato de deputado do PSD na Assembleia da República).

No texto, conta também o seu afastamento. "Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um "colega" e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta-se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia-se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: "Suspendo-o preventivamente, instauro-lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público"", escreve.

A directora confirma o despacho, mas insiste no insulto. "Uma coisa é um comentário ou uma anedota outra coisa é um insulto", sustenta Margarida Moreira. Sobre a adequação da suspensão, a directora regional diz que se justificou por "poder haver perturbação do funcionamento do serviço". "Não tomei a decisão de ânimo leve, foi ponderada", sublinha. E garante: "O inquérito será justo, não aceitarei pressões de ninguém. Se o professor estiver inocente e tiver que ser ressarcido, será."

Neste momento, Fernando Charrua já não está suspenso. Depois da interposição de uma providência cautelar para anular a suspensão preventiva e antes da decisão do tribunal, o ministério decidiu pôr fim à sua requisição na DREN. Como o professor, que trabalhava actualmente nos recursos humanos, já não se encontrava na instituição, a suspensão foi interrompida. O professor voltou assim à Escola Secundária Carolina Michäelis, no Porto. O PÚBLICO tentou ontem contactá-lo, sem sucesso.

No entanto, na carta, o professor faz os seus comentários sobre a situação. "Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia."

Artigo publicado em: Público

quinta-feira, maio 17, 2007

Milhares de cartas de Charles Darwin disponíveis pela primeira vez na Internet

Uma das muitas cartas de Darwin
Uma das muitas cartas de Darwin
A Universidade de Cambridge disponibiliza na Internet a obra completa de Charles Darwin, que forneceu as bases da teoria da evolução das espécies, que inclui cerca de 50 mil páginas de texto e 40 mil imagens. Charles Darwin (1809-1882) trocou correspondência com cerca de duas mil pessoas, desde o filósofo Karl Marx até ao zoólogo Thomas Huxley. Foram preservadas, até hoje, cerca de 15.000 cartas escritas e recebidas por Darwin, muitas das quais conservadas na Universidade de Cambridge.


Em 1974, foi criado o chamado "Darwin Correspondence Project", com o objectivo de publicar a edição definitiva dessas cartas, das quais 5.000 estarão disponíveis em todo o mundo, a partir da próxima quinta-feira, através do endereço www.darwin-online.org.uk. O projecto "Darwin on-line" reúne a maior colecção de escritos de e sobre Darwin e inclui mais de 50.000 páginas de texto, arquivos de áudio e 40.000 imagens, segundo a Universidade britânica.

Cada carta foi digitalizada e editada cuidadosamente, o que exigiu a decifração da escrita vitoriana e, também, complementada com referências cruzadas e notas esclarecedoras. As notas de rodapé junto à cronologia, e outras explicações do "Darwin Correspondence Project", ajudam a situar as cartas no seu contexto e permitem ter a ideia não só da evolução do pensamento de Darwin mas também da sua própria pessoa.

Fonte de observações científicas

Estas cartas não são apenas uma fonte extraordinária de observações científicas, oferecendo, também, muitas delas dados relevantes sobre os seus hábitos pessoais. Filho e neto de médicos, Darwin estudou Medicina durante dois anos em Edimburgo para logo seguir o estudo de Teologia em Cambridge, onde um dos seus professores, o naturalista John Stevens Henslow, lhe despertou o interesse para as Ciências Naturais.

Por recomendação desse professor e apenas com 22 anos, embarcou no HMS Beagle, como naturalista de uma expedição à volta do mundo que durou quase cinco anos: desde 27 de Dezembro de 1831 até 02 de Outubro de 1836. Nessa viagem, durante a qual percorreu as costas atlântica e pacífica da América do sul, Darwin estudou as águas e correntes oceânicas e fez expedições terrestres para recolher espécimes da fauna e da flora locais.

Inspirado pelo "Ensaio sobre o princípio da população" do economista Thomas Malthus, que falava sobre o crescimento exponencial da população mundial, o esgotamento dos recursos e o triunfo dos mais fortes, Darwin desenvolveu a sua teoria da selecção natural. Segundo Darwin, os seres vivos têm uma ascendência comum e a diversidade das espécies é o resultado da selecção natural ao longo dos séculos.

Ao seu livro mais famoso, "A Origem das Espécies", publicado a 24 de Novembro de 1859, seguiu-se, em 1871, "A Origem do Homem", que explica a Teoria da Evolução do Homem, apresentando-o como um "parente" do macaco. Esta Teoria foi combatida duramente por alguns teólogos, que o acusaram de negar a existência de Deus, polémica que encontra prolongamento no actual debate com os chamados "criacionistas".

Aartigo publicado em: Ciência Hoje

NASA identifica provas claras do degelo na Antártida

Impacto do aquecimento (imagem NASA)
Impacto do aquecimento (imagem NASA)
A NASA encontrou as primeiras provas claras do degelo da Antártida, uma consequência do aumento das temperaturas e que pode levar à subida do nível da água do mar, anunciou a agência espacial em comunicado.
As áreas afectadas por este degelo, o mais significativo observado até hoje, podem espalhar-se por uma região do tamanho da Califórnia. Através do satélite QuikScat, a equipa de cientistas liderada por Son Nghiem e Konrad Steffen fez a medição da acumulação de neve e degelo na Antártida e Gronelândia desde Julho de 1999 até Julho de 2005.


Desde 2005 até Março de 2007 não foram detectadas novas quedas de gelo. O gelo derreteu em várias regiões, mesmo em zonas do interior de elevadas latitudes e elevações, onde se acreditava que o degelo fosse improvável.

"A Antártida mostrou pouco ou quase nenhum aquecimento no passado recente com a excepção da Península da Antártida, mas agora encontrámos os primeiros sinais do impacto do aquecimento, conforme interpretámos com o satélite", disse em comunicado Konrad Steffen.

Para o cientista, um aumento nos níveis de gelo como o de 2005 pode ter um impacto mais profundo do que o previsto nas placas de gelo da Antártida. O degelo de 2005 foi de tal forma intenso que criou uma segunda camada de gelo por cima da água. No entanto, o período de descongelamento não foi prolongado ao ponto conduzir a água derretida para o oceano.

"Se a água derretida for suficiente pode chegar ao limite das placas de gelo, causando que uma massa de gelo se movimente mais rapidamente em direcção ao oceano, aumentando o nível da água do mar", explicou ainda Konrad Steffen. As alterações na massa de gelo na Antártida são uma fonte importante no estudo do aquecimento global e aumento do nível da água do mar.

Altos níveis de água corrente da Antártida para o oceano podem também afectar os níveis de salinidade da água do mar, correntes e o clima global.

Artigo publicado em: Ciência Hoje

terça-feira, maio 15, 2007

As respostas do Aegyptopithecus zeuxis


Elwyn Simons, primatólogo da Duke University (Estados Unidos), mostra crâneos de um antigo primata chamado Aegyptopithecus zeuxis, que viveu no território que é hoje o Egipto, há 29 milhões de anos. Este animal, tido como um dos antepassados dos macacos, dos gorilas e dos humanos, não era tão inteligente como se esperava, o que indica que o cérebro dos primatas começou a crescer mais tarde do que se julgava. Foto: Reuters/Megan Morr/Duke University

Fotografia publicada em Público

Lourinhã mostra réplicas de dois dinossáurios portugueses

(Imagem: Museu da Lourinhã)
(Imagem: Museu da Lourinhã)
O Museu da Lourinhã, conhecido pelas descobertas de dinossáurios, vai expor pela primeira vez réplicas completas de dois animais do jurássico que foram encontrados no concelho, mostrando os esqueletos de pé como se estivessem vivos.

Octávio Mateus
Octávio Mateus

"É a primeira vez que mostramos dois dinossáurios portugueses montados em posição de vida, até aqui tínhamos mostrado apenas uma réplica de um dinossáurio norte- americano", afirmou hoje à Lusa Octávio Mateus, paleontólogo e investigador do Museu da Lourinhã.

"O esqueleto mostrado assim é mais visível e educativo do que os ossos originais que temos no museu e que são de difícil interpretação", acrescentou. O trabalho de montagem das réplicas completas dos Lourinhanosaurus Antunesi e do Dacentrurus Armatus, duas espécies do período do jurássico superior (com 150 milhões de anos), demorou entre dois a três anos a realizar, adiantou o paleontólogo.

Segundo Octávio Mateus, "os esqueletos encontrados na Lourinhã são em geral incompletos e para reconstituirmos os animais inteiros tivemos que nos basear em conhecimentos de anatomia e comparar com outros animais parecidos, foi um trabalho muito demorado".

"Primeiro foi preciso fazer os moldes dos originais que temos no museu e depois todo o trabalho construção do restante esqueleto, e no final, a montagem", especificou. As duas réplicas vão ser mostradas em tamanho real na sala de paleontologia do Museu da Lourinhã a partir do dia 26 de Maio após uma sessão de apresentação pública.

O Lourinhanosaurus Antunesi é uma espécie única no país e foi descoberta na Lourinhã, nos anos 80. Trata-se de um dinossauro carnívoro e bípede, que pode atingir os 8 metros de comprimento. O Dacentrurus Armatus era um dinossauro herbívoro e quadrúpede, atingindo os 5 metros de comprimento, possuía placas dorsais, espinhos na ponta da cauda e ombros.

É uma espécie mais comum em Portugal existindo também em Espanha, França e Reino Unido. O Museu da Lourinhã tornou-se conhecido por ter sido encontrado neste concelho um ninho com ovos contendo embriões de dinossáurios únicos na Europa.

Artigo publicado em: Ciência Hoje

sábado, maio 12, 2007

Sangue de plástico?

Novidade: Investigadores britânicos criam sangue artificial a partir do plástico!!!!

Artigo:
Cientistas britânicos desenvolveram sangue artificial a partir do plástico, que afirmam ser leve, fácil de transportar e não necessitar de refrigeração, o que será útil em zonas de conflitos ou guerras, anunciaram sexta-feira investigadores da Universidade de Sheffield. O novo sangue é feito com moléculas de plástico que têm um átomo de ferro no centro, que pode transportar oxigénio pelo corpo, de acordo com afirmações dos cientistas no site da cadeia britânica BBC.


Por não precisar de refrigeração, pode ser conservado durante mais tempo, o que aumenta as vantagens de poder ser usado como substituto do sangue natural em cenários de conflito. Afirmam ainda os cientistas que a sua produção pode ser barata, estando os investigadores a tentar conseguir mais verbas para desenvolver um protótipo final que seria adequado para testes biológicos.

Uma amostra deste sangue artificial deverá ser exibida no próximo dia 22 de Maio, no Museu da Ciência, em Londres, integrada numa exposição sobre a história do plástico. "Estamos bastante animados com o potencial deste produto e com o facto de que poderá vir a salvar vidas", afirmou Lance Twyman, do Departamento de Química da Universidade de Sheffield, citado pela BBC.

"Este produto pode ser guardado de forma mais fácil do que o sangue e isto significa que grandes quantidades podem ser levadas facilmente por ambulâncias ou por forças armadas", acrescentou.

Artigo em: Ciência Hoje

A ciência tem destas coisas...

A ciência tem destas coisas... muitas vezes investimos tempo e trabalhos em objectivos um pouco desfasados da realidade!
O artigo que abaixo transcrevo é o retrato desse trabalho! Vamos criar relva transgénica, capaz de suportar solos salgados, para poder regar os campos de golfe (sim, os campos de golfe!) com agua salgada e assim poupar a água potável! Não é um espectáculo?
Esta notícia deixou-me satisfeita!
Será que algum destes investigadores se lembrou que o solo é o habitat de inúmeros seres vivos e que eles serão também afectados pela salinização do solos? Ah! Já sei! Vão tornar estas espécies em espécies trangénicas!!!

Artigo: Descoberto mecanismo que torna possível rega com água salgada
"As plantas são capazes de detectar o grau de salinidade do solo e defender-se dele, uma descoberta que poderá, por exemplo, traduzir-se na criação de relva transgénica, que se poderia regar com água salgada. Segundo um trabalho dirigido pelo espanhol Armand Albert, publicado na Revista "Molecular Cell", as plantas são capazes de desenvolver mecanismos de defesa contra as agressões externas como o excesso de sal, a seca ou a falta de nutrientes no solo. "

Artigo completo em: Ciência Hoje

sexta-feira, maio 11, 2007

Estudo confirma o que todos já sabem...

Redução da desflorestação permite diminuir emissões de CO2 (a sério? Não sabia!!!!!!)


Um estudo ontem divulgado nos EUA revela que, se a actual taxa de desflorestação tropical diminuísse para metade, as emissões de dióxido de carbono em 2100 seriam reduzidas em 12 por cento face às estimativas da ONU. Isto porque o coberto florestal salvo do abate permitiria retirar anualmente da atmosfera 500 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO2), indica o mesmo estudo.

Para o responsável pelo estudo, Christopher Field, da Carnegie, uma instituição privada de investigação norte-americana, esse volume seria crucial para atingir o objectivo de redução de CO2 até 2100 estabelecido pelo Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC) da ONU.

O ritmo actual de desflorestação das zonas tropicais implica uma concentração de CO2 na atmosfera de mais 1,5 mil milhões de toneladas por ano que poderiam ser absorvidas pelas árvores abatidas, segundo estimativas de um relatório destes peritos publicado na edição de sexta-feira da revista Science.

Todavia, assinalam, a redução da desflorestação nas zonas tropicais dos países em desenvolvimento é uma tarefa complexa, já que muitos deles vêem na floresta um recurso económico do qual consideram poder dispor sem limites. Para contrariar este argumento, as soluções propostas são incentivos financeiros directos para dissuadir os cortes de árvores e planos de gestão financeira que valorizem diferentemente a floresta e limitem a desflorestação a zonas de alto valor agrícola.

Segundo a edição deste ano do "Pequeno Livro Verde" do Banco Mundial, que reúne dados relativos ao ambiente e desenvolvimento de 200 países, as emissões de CO2, o principal gás causador do efeito de estufa, continuam a crescer sendo originadas em partes iguais pelos países industrializados e em vias de desenvolvimento. Neste relatório, hoje divulgado, o Banco Mundial revela que as emissões mundiais de dióxido de carbono (CO2) aumentaram 16 por cento entre 1990 e 2003, valor que em Portugal é quase o dobro.

Artigo em : Ciência Hoje

Descobertos redemoínhos submarinos na circulação oceânica (Atlântico)

Cientistas europeus descobriram remoinhos submarinos no Antárctico que poderão pôr em causa os modelos informáticos de simulação das correntes oceânicas usados para estudar o aquecimento climático, indica um estudo hoje publicado pela revista Nature. A descoberta poderá fornecer mais dados sobre o processo de aquecimento do planeta, na medida em que a circulação dos oceanos põe em movimento calor, carbono e nutrientes, elementos determinantes para o clima da Terra.

"A circulação oceânica desempenha um papel central no sistema climático da Terra e nos ciclos biogeoquímicos, por transportar calor, carbono e nutrientes por todo o globo, e regular o seu armazenamento nas profundidades dos oceanos", explicam os autores do estudo. Em concreto, os cientistas destacam a importância da Corrente Circumpolar Antárctica (CCA), que arrefece as águas provenientes das latitudes mais quentes dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico.

A equipa de investigadores, dirigida por Alberto Naveira Garabato, do Centro Nacional Oceanográfico do Reino Unido, teve a ideia de utilizar um isótopo natural do hélio emitido por um vulcão submarino no leste do Pacífico para seguir a corrente CCA. Foi então que os cientistas observaram remoinhos, aparentemente devidos ao acidentado relevo dos fundos marinhos, a revolver camadas submarinas de diferentes densidades, agindo como um "curto-circuito" na CCA.

"Os resultados do estudo corroboram a teoria de que as correntes de água das profundidades marinhas (...) se intensificam e misturam quando a corrente antárctica flui nos fundos oceânicos de complicada topografia", referem os cientistas. "O processo de mistura e aumento da velocidade intensifica, por sua vez, a presença do pequeno-circuto na circulação das águas nessas regiões", acrescentam.

No estudo participaram cientistas das universidades de Southampton e East Anglia (Inglaterra), e de Bremen (Alemanha).

Artigo em: Ciência Hoje

Criada enciclopédia digital das espécies vivas


Várias instituições científicas em todo o mundo decidiram juntar esforços para criar uma enciclopédia digital da vida para descrever as 1,8 milhões de espécies vivas e contribuir para uma melhor gestão e protecção da biodiversidade. O projecto, lançado oficialmente ontem, facultará livre acesso a todos os conhecimentos actuais sobre a biodiversidade terrestre, permitindo preservá-la melhor do aquecimento climático e da sobreexploração pelo homem, segundo os promotores norte-americanos do projecto. "A Enciclopédia da Vida fornecerá informações preciosas e bem organizadas sobre a biodiversidade e a sua protecção a toda a gente, em todo o mundo e a qualquer momento", explicou James Edwards, director executivo do projecto.

Páginas de demonstração em: Enciclopédia da Vida

Artigo completo em: Ciência Hoje

sábado, maio 05, 2007

Conferência da ACIME

Encontrado na Argentina fóssil muito completo de dinossauro do Jurássico

Um fóssil bastante completo de um dinossauro carnívoro que vivia há cerca de 150 milhões de anos foi encontrado no Sul da Argentina, foi hoje revelado.

“Esta é uma descoberta sem precedentes. É a primeira vez no mundo que se encontra um dinossauro carnívoro do período Jurássico médio, assim tão completo”, explicou Pablo Puerta, paleontólogo na origem da descoberta.

O animal, bípede, conhecido por Condorraptor, media sete metros de altura.

Este fóssil, completo da anca ao pescoço, foi encontrado no interior de um enorme rochedo com cerca de cinco toneladas e foi extraído graças à intervenção de uma grua, a 450 quilómetros de Trelew.

Uma parte do crânio e da mandíbula é também claramente visível.

O rochedo foi identificado em 2002 mas foram precisos cinco anos de trabalho para a equipa de paleontólogos dirigida pelo alemão Oliver Rauhut (do Trelew Palaeontological Museum) o recuperar, explicou Puerta.

Artigo em Público

Os mamíferos desaparecidos da América do Sul

Os mamíferos desaparecidos da América do Sul Fósseis no Chile revelam mamíferos que habitavam a região e derrubam antigos conceitos sobre a geologia do continente

Mamíferos raros que já povoaram a América do Sul seguem sua vida nessa reconstituição artística, sem saber que uma torrente violenta de cinzas lamacentas vindas de um vulcão próximo logo selaria seu fim


À margem das vastas pastagens, um par de animais herbívoros com cascos que lembram cavalos, um notoungulado parecido a um antílope e uma preguiça terrestre alimentam-se tranqüilamente sem imaginar que seu fim é iminente. Assim como eles, a chinchila e o minúsculo marsupial parecido com um rato, mordiscando sementes, também ignoram seu destino. De repente, um dos vulcões cobertos por gelo que se destacam na paisagem explode violentamente, lançando fluxos contínuos de pó vulcânico sobre os declives íngremes da montanha. Pouco tempo depois, essas torrentes enfurecidas irrompem pelas planícies, sepultando em seu caminho os animais desavisados.

Por mais devastadora que essa fúria vulcânica tenha sido para as criaturas que soterrou, ela se tornou uma bênção para a paleontologia. Dezenas de milhões de anos depois da morte prematura desses mamíferos, as forças de exumação da formação das montanhas e a erosão subseqüente revelaram os restos de seus esqueletos fossilizados à luz do dia no alto das montanhas dos Andes na região central do Chile. Nossa equipe descobriu as primeiras ossadas em 1988 enquanto procurávamos por fósseis de dinossauros no vale andino do rio Tinguiririca, próximo à fronteira com a Argentina. Os achados iniciais dos ossos dos mamíferos se provaram tão proveitosos que, desde então, voltamos à região quase todos os anos. Até agora descobrimos mais de 1.500 fósseis de mamíferos antigos em dezenas de sítios na porção central dos Andes chilenos (ver mapa na pág. 34).

Análises laboratoriais exaustivas de nossa coleção que não pára de crescer têm produzido grandes revelações sobre a história dos antigos mamíferos da América do Sul. Para nossa surpresa, a idade dos fósseis chilenos vai de 40 milhões a 10 milhões de anos – ou seja, são muito mais jovens que qualquer coisa que esperávamos encontrar por lá. Na verdade, muitos dos espécimes representam os únicos mamíferos remanescentes de segmentos daquele intervalo de tempo encontrados em qualquer lugar no continente. Alguns desses fósseis trazem novas luzes sobre um período anteriormente opaco da história das linhagens de mamíferos nativas sul-americanos nativas. Outros ajudam a pôr um ponto final em longos debates sobre a origem de importantes grupos migratórios. Juntos, eles têm auxiliado a rever a compreensão sobre quando certos ecossistemas – e as próprias montanhas – apareceram nessa região do mundo.

Ver artigo completo em Scientific American Brasil

quinta-feira, maio 03, 2007

Para reflectir...

Fonte: Público
03-05-2007 - 17:25
Uma casa a brincar
Um grupo de crianças filipinas que vivem numa lixeira brincam numa casa construída com os restos encontrados no local, em Malabon, na área metropolitana da capital Manila. Foto: Darren Whiteside/Reuters

Recordando Chernobil...

No passado 26 de Abril fez 21 anos que o reactor nuclear número quatro, da central nuclear de Chernobil, explodiu! Centenas de pessoas morreram, quer dos efeitos directos de doses maciças radiação (como os bombeiros e voluntários que ajudaram a apagar os fogos), quer dos efeitos indirectos que ainda hoje perduram! Uma nuvem radioactiva espalhou-se pela Europa contaminando com uma chuva radioactiva praticamente todos os países deste continente!
Nunca mais o mundo deve assistir a este tipo de acidente! É preciso reflectir muito sobre o tipo de energia que queremos para o futuro!
Nunca mais Chernobil!!

terça-feira, maio 01, 2007

Falhas II




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Falhas






A antiga estrada nacional 110, também chamada de estrada da beira, por trás da Escola Secundária Quinta das Flores, junto ao Continente de Coimbra, sofreu recentemente modificações. Já não é necessário passa por dentro da cidade para ir até Ceira e Conraria e afins através da ponte da Portela. Há uma nova via, mais moderna e rápida por trás desta zona, junto ao rio. Na zona da antiga estrada, há muitas escavações para futuras habitações, numa dessas cicatrizes da paisagens descobri várias falhas muito interessantes e que publico para que possam admirá-las.
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sexta-feira, abril 27, 2007

Novo ciclo de tempestades solares começará em Março de 2008

Artigo publicado no site Ciência Hoje

Auroras boreais são um perigo para os astronautas
Auroras boreais são um perigo para os astronautas














Um novo ciclo de tempestades solares, que afectam as comunicações e põem em perigo os astronautas, começará provavelmente em Março de 2008 e terá o seu apogeu em finais de 2011 ou meados de 2012, anunciou fonte especializada.

As tempestades, que se caracterizam por enormes erupções na coroa do Sol, disparam fotões (partículas elementares que medem a força electromagnética) e matéria com carga eléctrica até à ionosfera e aos campos magnéticos da Terra.

Este fenómeno provoca interrupções e interferências nas comunicações, nos serviços de abastecimento de electricidade, nos satélites e nos sistemas de navegação GPS. As tempestades, que iluminam o céu nocturno com auroras boreais e austrais nas regiões polares, também são um perigo para os astronautas. A intensidade das tempestades solares mede-se de acordo com a maior ou menor quantidade de manchas que aparecem na superfície do Sol.

Em comunicado difundido quinta-feira, o Centro de Ambiente Espacial da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA, na sigla inglesa) informou que o "Ciclo 24" de tempestades solares, que durará 11 anos, irá ocorrer 12 meses antes do previsto. É a terceira vez que se prevê uma actividade solar mas nenhuma das anteriores durou tanto tempo. Em 1989, um grupo científico anunciou o "Ciclo 22" de tempestades, que teve o seu momento alto nesse mesmo ano. O "Ciclo 23" foi indicado em Setembro de 1996, seis meses após o seu início.

A possibilidade de se antever mais rapidamente as tempestades solares foi aplaudida quinta-feira pela Administração Nacional de Aeronáutica e do Espaço (NASA, na sigla em inglês). "A NASA necessita de antevisões mais imediatas, para que os astronautas sejam avisados antecipadamente de que deverão proteger-se das radiações solares", afirmou Dean Pesnell, do Centro Goddard de Voos Espaciais da NASA.