quarta-feira, abril 04, 2007

Nova proteína ajuda a combater as superbactérias!

O Site da Scientific American Brasil está remodelado! Ficou muito interessante!
Foi desse site que retirei a notícia seguinte:

Nova proteína ajuda a combater as superbactérias
Como lidar com bactérias mortíferas resistentes aos mais modernos antibióticos?

Glóbulos brancos são reforçados por uma nova proteína que
protege os camundongos contra bactérias resistentes a medicamentos


Simples: estimule o próprio sistema imunológico a combater sozinho os microrganismos assassinos. Pesquisadores desenvolveram um novo composto que ativa a primeira linha de defesa do sistema imunológico. Camundongos submetidos a esse composto ficaram menos propensos a adoecer devido à ação de algumas bactérias super-resistentes a certos medicamentos. O grupo especula que com essa nova droga tais infecções poderiam novamente se tornar vulneráveis aos antibióticos.

Bactérias resistentes a antibióticos atingem cerca de 2 milhões de pessoas, das quais só na América do Norte cerca de 90 mil morrem a cada ano, informa o imunologista Robert Hancock, da Universidade da Colúmbia Britânica. Entre as bactérias mais perigosas estão o Enterococcus (resistente à vancomicina) e o Staphylococcus aureus (resistente à meticilina). Procurando novas formas de combater essas bactérias, também conhecidas como “superbugs” ou superbactérias, Hancock estudou um grupo de pequenas proteínas, os peptídeos, que em altas concentrações podem debelar essas bactérias.

Preocupado com a possibilidade de os peptídeos desencadearem uma septicemia, condição potencialmente letal causada por uma bactéria na corrente sanguínea, Hancock administrou-os em camundongos infectados. “O que descobrimos, ao contrário, foi que os peptídeos reverteram a septicemia”, diz o pesquisador. O único problema foi que eles causaram reações alérgicas e mataram células intestinais saudáveis. Por isso, Hancock e seus colegas desenvolveram peptídeos ainda menores na esperança de prevenir a septicemia sem causar outras complicações.
Eles criaram um peptídeo com apenas 13 aminoácidos chamado de regulador de defesa inata (IDR-1). Para testá-lo, o injetaram em camundongos um ou dois dias antes ou quatro horas após os roedores serem infectados pelo Enterococcu, pelo Staphylococcus aureus ou pela salmonela. Os camundongos tratados obtiveram um índice de sobrevida à infecção cerca de duas vezes maior. Os dados foram divulgados pelo grupo na edição de final de março da revista Nature Biotechnology.

Hancock, que é co-fundador de uma empresa que comercializa o IDR-1, disse que o peptídeo não mata a bactéria diretamente. Em vez disso, induz o corpo a dar sua resposta imunológica imediata inespecífica, a chamada imunidade inata. Portanto, uma infecção posterior faz com que o corpo produza uma leva extra de glóbulos brancos – os monócitos – e macrófagos, que vão eliminar os microrganismos invasores. Assim, os neutrófilos, mais agressivos e com maior possibilidade de causar a septicemia, são liberados em menor escala. Hancock diz que os testes clínicos do IDR-1 começarão daqui a um ano.

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