sábado, março 31, 2007
National Geographic já saiu!
- Águas mortas
Águas mortas
PÁG. 2 / ABRIL 2007
Ao contrário da maioria dos peixes, o rabilho possui um aparelho circulatório de sangue quente que lhe permite deambular por todo o oceano, desde o Árctico aos mares tropicais. Antigamente, milhões destes animais migravam através da bacia do Atlântico e do Mediterrâneo: a sua carne era tão importante para os povos da antiguidade que estes pintaram peixes semelhantes a atuns em paredes de grutas e gravaram a sua imagem em moedas. O atum-rabilho, ou rabilo, tem outro atributo extraordinário, potencialmente fatal: a carne amanteigada da sua barriga, generosamente revestida de gordura, é considerada o mais requintado pitéu sushi do mundo. Na última década, uma frota de alta tecnologia, muitas vezes guiada por aviões de localização, tem perseguido o rabilho de uma ponta à outra do Mediterrâneo, capturando todos os anos dezenas de milhares de peixes. Estes atuns são engordados em jaulas instaladas ao largo, antes de serem abatidos e desmanchados, sendo depois remetidos para os mercados de sushi e de carne do Japão, dos EUA e da Europa. A captura de atuns-rabilhos no Mediterrâneo persiste em volumes de tal maneira elevados que as suas populações se encontram em risco de colapso. Entretanto, as administrações públicas dos países europeus e norte-africanos pouco têm feito para impedir a matança. “O meu receio é que seja demasiado tarde”, diz o espanhol Sergi Tudela, biólogo marinho do Fundo Mundial para a Protecção da Natureza (WWF), que desenvolve esforços no sentido de refrear a pesca destes tunídeos. “Tenho gravada na mente a imagem, muito gráfica, das grandes migrações do bisonte-americano no Oeste dos EUA, no início do século XIX. O mesmo acontecia aos atuns no Mediterrâneo – uma migração de um número enorme de animais. Neste momento, assiste-se com o atum-rabilho ao mesmo fenómeno que sucedeu com o bisonte-americano. Ele desenrola-se diante dos nossos olhos.” A forma como o atum-rabilho tem sido dizimado simboliza tudo o que actualmente está errado na indústria das pescas global: a reforçada capacidade de matança das novas tecnologias de pesca, a obscura rede de empresas internacionais que obtêm lucros astronómicos com o negócio, a negligência na gestão das pescas e na aplicação da lei e a indiferença dos consumidores ao destino fatídico do peixe que insistem em comprar. Os oceanos do planeta são hoje uma sombra do que foram outrora. As opiniões dos biólogos marinhos quanto à dimensão da diferença divergem. Para alguns especialistas, as populações de certos grandes peixes oceânicos diminuíram em cerca de 80 a 90%; segundo outros, o decréscimo foi menos acentuado. Todos são unânimes, porém, em afirmar que há demasiados navios no mar a pescar pouco peixe. Espécies populares como o bacalhau do Atlântico rarefizeram-se, desde o mar do Norte ao banco Georges, ao largo da Nova Inglaterra. (Ver “O Fim da Linha”, na página 60.) No Mediterrâneo, extinguiram-se comercialmente 12 espécies de tubarão e os espadartes, que antigamente ali cresciam até atingirem a grossura de um poste telefónico, são agora capturados enquanto juvenis – não maiores do que um taco de basebol. Com grande parte das águas pesqueiras do hemisfério norte esgotadas, as frotas comerciais zarparam rumo a sul, praticando uma exploração excessiva de pesqueiros outrora cheios de peixe. Ao largo da costa da África Ocidental, a mal regulamentada actividade das frotas de pesca, nacionais e estrangeiras, está a eliminar toda a população de peixes das produtivas águas da placa continental, prejudicando a subsistência dos pescadores do Senegal, do Gana, da Guiné, de Angola e de outros países, privando as suas famílias da principal fonte de proteína. Leia o artigo completo na revista
quinta-feira, março 29, 2007
Para quem gosta de dinossauros II
No rastro de um antigo matador é um artigo publicado na Scientific American Brasil sobre uma jazida de ossos de Madagáscar e sobre a forma com se faz investigação em Paleontologia! A não perder para quem gosta de dinossauros...

Resumo:
A morte em massa na antiga Madagascar durante o Cretáceo tardio oferecia um lauto banquete para aqueles que se alimentavam dos mortos. Necrofagia, o ato de se alimentar de cadáveres ou de carniça, é um nicho alimentar que precisa ser preenchido para a reciclagem biológica ocorrer a contento, e os profissionais modernos incluem desde bactérias a grandes vertebrados. Ao lado de nosso colega Eric M. Roberts, que nos acompanhou a Madagascar há uma década na condição de estudante de graduação (e que atualmente dá aulas na Universidade de Witwatersrand, em Johanesburgo, África do Sul), encontramos vestígios de atividade de insetos necrófagos nos ossos de dinossauros de Madagascar: cavidades ovais com 1 cm de comprimento, em geral em partes que haviam sido ocupadas por tecido esponjoso dentro dos ossos. Essas cavidades são sinais de que besouros adultos infestavam os cadáveres, se alimentavam da carniça e depois colocavam seus ovos nas proximidades. As larvas também se alimentavam da carniça, usando suas fortes mandíbulas para escavar as cavidades, que serviam como câmaras para formação das crisálidas.
Os insetos não eram as únicas criaturas a se alimentar dos mortos. Análises de marcas de mordidas oferecem dados irrefutáveis de que os dinossauros também se fartavam desse repasto. Trabalhando em colaboração com Kristina Curry Rogers, do Museu de Ciências de Minnesota, registramos marcas de dentes do tetrápode Majungatholus atopus (dinossauro com 7 metros de comprimento) de uma amostra de ossos encontrados em pelo menos três diferentes brechas ósseas.
Comparando o formato e o tamanho das marcas de dentes com as mandíbulas e dentes de vários carnívoros, pudemos excluir todos os outros suspeitos portadores de dentes afiados.
Alguns dos ossos mordidos de nossa amostra pertencem ao Rapetosaurus, um dinossauro saurópode de pescoço longo até então desconhecido, que Curry Rogers descreveu em sua dissertação defendida na Universidade Stony Brook. No entanto, a grande maioria dos ossos com marcas de dentes (basicamente costelas e vértebras) pertencia ao Majungatholus atopus. O canibalismo como estratégia ecológica não é nem de longe raro entre os seres vivos, e ele certamente foi comum entre os dinossauros.
Desenterrar indícios para provar esse ponto, no entanto, é outra coisa, e nas brechas ósseas de Madagascar estão os únicos casos claros e seguros documentados até hoje de canibalismo entre dinossauros. Infelizmente, os sinais de marcas de dentes não são conclusivos quanto a se os Majungatholus atopus de fato matavam os indivíduos dos quais ele se alimentava - predando, assim, a sua própria espécie - ou se eles simplesmente se aproveitavam da oportunidade para se alimentar de restos das carcaças de outros animais.
Artigo completo em: Scientific American BrasilPara quem gosta de dinossauros I
Pergunta para os criacionistas: qual o mal que os dinossauros fizeram a Deus, para que Este os tivesse eliminado da face da Terra?
Sempre foi uma pergunta que me intrigou...
A resposta à extinção dos dinossauros não é fácil e nem existe uma sequer! há várias! Provavelmente todas as causas apontadas tiveram a sua quota parte no problema!
Este artigo está relaciona os dinossauros e os mamíferos (grupo ao qual pertencemos, para quem não sabe!!!)
Artigo publicado em Ciência Hoje
Artigo original, publicado na Nature
Extinção dos dinossauros teve pouco efeito na evolução dos mamíferos
Estudo publicado hoje na Nature
A grande extinção dos dinossáurios, há 65 milhões de anos, não deu afinal origem ao aparecimento de numerosas novas espécies de antepassados dos modernos mamíferos, segundo um estudo que questiona uma teoria há muito estabelecida. Os autores do estudo, publicado na edição de hoje da revista Nature, construíram uma enorme árvore genealógica dos mamíferos e não encontraram nela quaisquer sinais do aparecimento de novas espécies entre os antepassados dos mamíferos actuais.
Esse fenómeno só aconteceu, segundo os investigadores, com mamíferos sem descendentes nos seus congéneres modernos. "Fiquei espantado", afirmou um dos autores da investigação, Ross MacPhee, responsável pelo departamento de zoologia de vertebrados no Museu Americano de História Natural, de Nova Iorque.
Na altura da extinção dos dinossáurios, os mamíferos eram pequenos, de tamanho entre o musaranho e o gato. Segundo uma teoria há muito tempo estabelecida, o desaparecimento dos dinossauros fez com que os mamíferos ficassem subitamente livres para explorar novas fontes de comida e habitats, dando origem a uma multiplicação de novas espécies.
O novo estudo diz que isso aconteceu com alguma dimensão, mas as novas espécies surgidas chegaram a becos sem saída evolutivos, e o fenómeno não foi encontrado entre os antepassados de mamíferos actuais, nomeadamente roedores, gatos, cavalos, elefantes e primatas.
O processo de diferenciação das espécies de mamíferos começou bastante antes e prosseguiu bastante depois dos fenómenos extremos que provocaram a extinção dos dinossáurios num período muito breve. Estas espécies tiveram uma expansão inicial entre há 100 e cerca de 85 milhões de anos, e outra entre há cerca de 55 e 35 milhões de anos, de acordo com o estudo divulgado pela Nature.
A árvore genealógica referida no estudo contém 4.510 espécies, mais de 99 por cento das espécies de mamíferos que constam de uma lista autorizada publicada em 1993. Para a construir, os investigadores combinaram resultados de trabalhos anteriormente publicados sobre análises de ADN, fósseis, anatomia e outras informações.
Para Blair Hedges, biólogo evolutivo na Universidade do Estado da Pensilvânia, a extinção dos dinossáurios poderá ter afectado a evolução dos mamíferos em características como o tamanho do corpo, não através do aumento do número de novas espécies criadas.
quarta-feira, março 28, 2007
Como será o clima no futuro?
A distribuição das espécies deve alterar-se radicalmente
27.03.2007 - 20h55 Clara Barata
O aquecimento global pode criar zonas climáticas como nunca antes existiram na Terra, diz uma equipa de cientistas norte-americanos que estudou a evolução até 2100 de dois cenários delineados no último relatório do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC): o que prevê uma menor subida da temperatura média global, de 1,4 graus, e o mais drástico, que prevê um aumento de 5,8 graus.
Os trópicos, onde se concentra a maior diversidade biológica do planeta, serão as áreas mais afectadas. "É nas zonas que já são mais quentes que se vão começar a ver novidades", disse ao PÚBLICO John Williams, da Universidade do Wisconsin, principal autor do trabalho publicado hoje on line na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences.
É nas florestas húmidas da Amazónia e da Indonésia que devem surgir os ambientes inéditos - que podem vir a ocupar entre quatro e 49 por cento de toda a superfície terrestre. Diferentes padrões de chuva, ou aumento da frequência de incêndios florestais, podem ser os motores do processo. "É o equivalente de navegar por águas nunca dantes cartografadas", diz John Williams.
Por outro lado, nas zonas de montanha, nas latitudes mais altas, devem desaparecer os climas actuais (entre quatro e 48 por cento, consoante o cenário), substituídos pelo avanço dos ecossistemas mais a sul - como já se verifica no oceano Atlântico, em que as espécies de águas mais quentes, como o peixe-aranha, estão a subir para norte. "As espécies destas regiões correm o risco de se extinguirem se os seus habitats desaparecerem", sublinha Williams. Como os ursos polares, que precisam dos gelos do Árctico para sobreviver.
"Os novos climas do século XXI podem promover a formação de novas associações entre espécies e outras surpresas ecológicas, enquanto o desaparecimento de outros climas aumentará o risco de extinção de espécies de distribuição geográfica ou climática estreita", diz a equipa.
Então que fazer em relação a essas "zonas quentes" de biodiversidade? Abandoná-las, por não serem viáveis? Nada disso, diz Williams.
"A nossa análise mostra que é muito mais provável que as zonas climáticas se alterem no cenário de maior aumento da temperatura média. Por isso, diria que apresentamos argumentos fortes para dar prioridade à redução das emissões de dióxido de carbono, antes de investir em soluções de conservação das espécies baseadas na adaptação às alterações climáticas." Até porque a única coisa certa é que haverá surpresas: "Termos de lidar com climas completamente diferentes do que já experimentamos torna difícil fazer planos para o futuro."
segunda-feira, março 26, 2007
quinta-feira, março 22, 2007
Hipotético Potencial Interesse Nacional

Aeroporto da Ota!
Petição: http://www.petitiononline.com/naoaerop/

terça-feira, março 20, 2007
Calçada de gigantes!

Turistas passeiam-se pela Calçada Gigante de basalto na costa nordeste da Irlanda do Norte. Esta zona de reserva natural, formada por 40 mil colunas de basalto esculpidas a partir de uma actividade vulcânica que ocorreu há entre 50 e 60 milhões, foi declarada Património Mundial pela UNESCO em 1986. Foto: Victor Fraile/Reuters (in, Público)
Aeroporto da Ota construído em terrenos alagados!

Os terrenos onde se prevê construir têm uma altura de 2 metros, a mesma que a das lezírias e à semelhança destas basta um ano de chuva normal para ficarem alagados?, explicou ao CM José Carlos Morais, da Alambi (Associação para o Estudo e Defesa do Ambiente do Concelho de Alenquer), adiantando que além de terem de se desviar rios e ribeiras, o novo aeroporto terá de ser construído sobre estacas.
José Carlos Morais sublinha que ainda é cedo para se dar como certa a construção do novo aeroporto de Lisboa naquela zona. O estudo de impacte ambiental só vai começar a ser feito no final deste mês e como este tem carácter vinculativo tudo dependerá das conclusões, afirmou aquele responsável.
O dirigente da Alambi criticou, porém, o facto de se prever que o estudo esteja concluído no final do ano, não avaliando um ciclo completo de regeneração e não abrangendo o Inverno.
Outra crítica daquela associação prende-se com o facto de se estar a tirar o aeroporto do centro de uma cidade para o pôr noutra. ?Além das pistas ficarem mais baixas que o Carregado, onde existem torres que vão ficar sob a rota dos aviões, tal como acontece no Campo Grande, está já prevista a construção de uma cidade aeroportuária, referiu.
Para a própria NAER (Novo Aeroporto S.A.), nas componentes ecologia e uso do solo os impactes negativos serão dificilmente minimizáveis. Já no que diz respeito aos impactes ao nível do ruído e qualidade do ar, a minimização poderá efectuar-se através de um adequado uso do solo na envolvente do aeroporto e também da sua estratégia de exploração.
Agora já se pode construir em zonas ardidas! Só visto!

O Decreto-lei n.º 55/2007, publicado em Diário da República no passado dia 12, veio criar excepções à restrição de construção em povoamentos florestais, permitindo projectos de “interesse público” ou “empreendimentos com relevante interesse geral”. Um reconhecimento que pode ser pedido, e concedido, a qualquer momento através de um despacho conjunto dos governantes do Ambiente, da Agricultura e eventualmente do membro do Governo envolvido no projecto.
O pedido de reconhecimento é entregue no Ministério do Ambiente e implica um documento comprovativo de que os interessados são alheios ao incêndio “emitido pelo responsável máximo do posto da GNR da área territorialmente competente”.
Uma “exigência estranha”, de acordo com vários especialistas ouvidos pelo Correio da Manhã, uma vez que quem tem competência para investigar fogos postos é a Polícia Judiciária. Por isso, a GNR nem sequer tem preparação técnica para concluir sobre a origem criminosa de um fogo.
Por outro lado, alertam os especialistas, trata-se de um reconhecimento de interesse que não implica a realização de “qualquer estudo ambiental mas apenas a declaração de uma autoridade, a GNR”.
Questionado pelo CM quanto às razões desta alteração, o Ministério do Ambiente deu uma resposta lacónica, sugerindo que a antiga lei dificultava alguns projectos, nomeadamente os Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos (CIRVER). De acordo com o Ministério do Ambiente, os CIRVER, por exemplo, só poderiam arrancar em 2013, apesar de serem “peças fundamentais para a política de resíduos industriais perigosos”.
No entanto, a associação ambientalista Quercus manifesta-se “preocupada” com estas alterações, vendo nelas uma forma de “abrir excepções para contornar a lei”, explicou ao CM Domingos Patacho.
Aparentemente, trata-se de uma lei feita “para favorecer alguns empreendimentos”.
Também a Federação dos Produtores Florestais de Portugal manifestou preocupação com a redacção deste decreto-lei, temendo a “delapidação da floresta nacional”. “Preocupa-nos que um assunto tão sério seja tratado de forma tão leviana, com esta ligeireza”, afirmou o secretário-geral da federação, Ricardo Machado.
Esta iniciativa “contraria o que o Governo tem dito acerca da prioridade dada à floresta”, concluiu aquele dirigente.
Artigo original em: Correio da Manhã
Mosquitos transgénico!?

Artigo completo e original em: Ciência Hoje
sexta-feira, março 16, 2007
Para pensar...
Nova espécie de leopardo descoberta no Bornéu!
Maior predador das ilhas


15.03.2007 - 15h47 PUBLICO.PT
"O facto de o maior predador do Bornéu ser agora considerado uma espécie diferente só vem enfatizar a importância de conservar um dos habitats com maior biodiversidade da Terra", acrescenta, num comunicado da WWF.
A diferença entre os felinos — comparáveis às diferenças entre outras espécies como o leão, o tigre, o leopardo, o jaguar e o leopardo das neves — foi identificada por investigadores do laboratório de diversidade genética do instituto americano do cancro.
Os cientistas acreditam que a população do Bornéu começou a seguir um caminho evolutivo diferente há 1,4 milhões de anos.
"Os resultados genéticos mostram, claramente, que os leopardos nebulosos do Bornéu devem ser considerados uma espécie diferente", declarou Stephen O'Brien, director do laboratório americano. "Os testes ao ADN salientaram cerca de 40 diferenças entre as duas espécies", revelou.
Estes resultados genéticos são suportados por investigações sobre a variação geográfica da espécie, baseada principalmente nos padrões do pelo e coloração da pele.
"Quando começámos a comparar as peles do leopardo do continente com as do leopardo do Bornéu, era claro que estávamos a comparar duas espécies diferentes", disse Andrew Kitchener, do Departamento de Ciências Naturais dos Museus Nacionais da Escócia. "É incrível como nunca ninguém deu conta destas diferenças", exclamou.
O leopardo do Bornéu, Neofelis diardi, é mais escuro do que o leopardo do continente, Neofelis nebulosa, e tem uma tira dupla dorsal e pêlo cinzento, com pequenas manchas. A espécie do continente tem manchas maiores, pêlo mais claro e uma tira dupla dorsal parcial.
A WWF estima que existam entre cinco mil e onze mil leopardos no Bornéu e entre três mil e sete mil em Sumatra. O seu habitat é uma região montanhosa no interior do Bornéu, com 220 mil quilómetros quadrados — cerca de cinco vezes o tamanho da Suíça —, coberta de floresta tropical. A maior ameaça à espécie é a destruição do seu habitat.
O leopardo nebuloso foi descrito pela primeira vez em 1821, pelo naturalista britânico Edward Griffith.
Há poucas semanas, a WWF revelou que os cientistas identificaram no ano passado pelo menos 52 novas espécies de animais e plantas no Bornéu.
quarta-feira, março 14, 2007
Colóquio darwinismo versus criacionismo!
terça-feira, março 13, 2007
Sida: situação de Portugal a 31 de Dezembro de 2006

A 31 de Dezembro de 2006, encontram-se notificados 30 366 casos de infecção VIH / SIDA nos diferentes estadios de infecção.
A análise, segundo os principais aspectos epidemiológicos, clínicos e virológicos é apresentada separadamente para cada estadio da infecção, por corresponder a situações distintas. Como elemento comum a todos os estadios, verifica-se que o maior número de casos notificados (“casos acumulados”) corresponde a infecção em indivíduos referindo consumo de drogas por via endovenosa ou
“toxicodependentes”, constituindo 45,0% (13 684 / 30 366) de todas as notificações, reflectindo a tendência inicial da epidemia no País.
O número de casos associados à infecção por transmissão sexual (heterossexual) representa o segundo grupo com 37,5% dos registos e a transmissão sexual (homossexual masculina) apresenta 11,9% dos casos; as restantes formas de transmissão correspondem a 5,6% do total. Os casos notificados de infecção VIH/SIDA, que referem como forma provável de infecção a transmissão sexual (heterossexual), apresentam uma tendência evolutiva crescente importante. No segundo semestre de 2006, a categoria de transmissão “heterossexual” regista 51,5% dos casos notificados (PA, Sintomáticos não-SIDA e SIDA).
O total acumulado de casos de SIDA em 31 de Dezembro de 2006, era de 13515, dos quais 449 causados pelo vírus VIH2 e 189 casos que referem infecção associada aos vírus VIH1 e VIH2. Em 83 casos de SIDA, o tipo de vírus da imunodeficiência humana ainda não nos foi comunicado, obedecendo no entanto
estes casos aos critérios de classificação.
Os “ Portadores assintomáticos” são predominantemente jovens com mais de 20 anos e indivíduos até aos 39 anos, constituindo o maior número de casos notificados (72,5%) neste grupo. Constatamos o elevado número de casos de infecção VIH assintomáticos, associados principalmente a duas categorias de
transmissão: “toxicodependentes” representando 43,7% do total de PA notificados, bem como “heterossexuais” (40,6%). Contudo, analisando os anos 1999-2005, verificamos que o padrão da tendência temporal nos casos assintomáticos regista flutuações da tendência observada, resultante do facto da categoria de transmissão “heterossexual” apresentar valores percentuais diversos entre 1999-2005, em
relação ao total de casos notificados em cada ano, enquanto os “toxicodependentes” confirmam a tendência proporcional decrescente.
Os casos sintomáticos não-SIDA (“Complexo Relacionado com SIDA”, na designação clássica) constituem um grupo com menor número de casos, cujas características epidemiológicas, em relação aos principais parâmetros, seguem o padrão epidemiológico anterior. Neste grupo, 39,0% correspondem a indivíduos
“toxicodependentes” e 39,6% a casos na categoria de transmissão heterossexual; a tendência evolutiva anual apresenta valores proporcionais crescentes nesta última categoria.
segunda-feira, março 12, 2007
Nem tudo o que cai na rede (net) é peixe...

Circulam na Internete várias referências (incluido imagens de vídeo) à divertida e espectacular "reacção" de libertação de dióxido de carbono de uma garrafa de Coca Cola quando se despeja dentro dela uma embalagem completa de Mentos (pastilhas de chupar, de frutas variadas, com a forma de um elipsóide achatado, tipo tremoço, mas com maior tamanho).
Os jóvens pensam tratar-se de uma reacção química entre os componentes dos Mentos e da Coca Cola e circulam mesmo boatos alarmistas na Internet referindo a morte de crianças devido à formação de um composto-bomba inventado por alguns pândegos, o Ta9V4, após a ingestão destes produtos. Este Ta9V4 resultaria da reacção do Acesulfame K existente na Coca Cola Light com os componentes dos Mentos.
Quando um químico observa o fenómeno, percebe imediatamrente que a "reacção" não é química pois é demasiado rápida, muito mais rápida do que seria a passagem dos componentes dos Mentos para a solução.
Para desmistificar o boato, aconselho os jovens a efectuarem a mesma experiência que os meus netos realizaram:
1-Devagarinho, para não perder muito gás, colocque 50 mL de Coca Cola Light num copo e introduza uma pastilha de Mentos na solução. Notará a abundante libertação de gás, que não é mais violenta do que a que se verifica se agitarmos a Coca Cola ou se lhe introduzirmos alguns grãos de arroz.
Repita a experiência com Coca Cola normal (que não contém Acesulfam K) e com água gaseificada Carvalhelhos e verifique que a libertação de gás é análoga, embora com a água gaseificada as bolhas sejam maiores.
2-Para confirmar que não há qualquer reacção química, coloque 3 pastilhas de Mentos em Coca-Cola normal, agite bem para dissolver o mais possível durante 2-3 minutos e decante a solução para um copo com 50 mL de Coca Cola Light (a que tem acesulfame K). Quase não há libertação de gás. Dado que as reacções químicas são tanto mais rápidas quanto maior for o contacto entre os reagentes, aqui não ocorre nenhuma reacção química pois, como os possíveis reagentes se encontram na mesma fase (líquida), a reacção deveria ser ainda mais rápida.
Que se passa então? Como os alunos sabem, as bebidas gaseificadas, como a Coca-Cola e outros refrigerantes, contém dióxido de carbono dissolvido, em equilíbrio, sob pressão, pronto a escapar-se quando a pressão sobre a superfície livre da solução diminui. É necessário retirar a cápsula da garrafa devagarinho, sem agitação, tombando-a um pouco para que algum gás que se liberta não arrastar o líquido pela boca da garrafa (lembremo-nos dos vencedores das competições Fórmula 1 no pódio ...).
Se introduzirmos na solução um palito ou se a agitarmos com uma colher, a libertação de gás é muito mais abundante pois estes objectos constituem núcleos de libertação das bolhas gasosas da solução sobressaturada de CO2.
Se examinarmos um Mento à lupa verificamos que a sua superfície é particularmente rugosa ... e é nestas irregularidades que se liberta o gás.
Se usarmos um Mento retirado da mistura 2, parcialmente dissolvido, sem a superfície rugosa inicial, quase não há libertação de gás.
Moral da história: não papem tudo que vem na Internet.
Por Carlos Corrêa
sábado, março 10, 2007
O solo como factor abiótico!
Um solo é a camada fina de material solto que cobre grande parte da superfície terrestre, à excepção das regiões polares e dos desertos. É constituído sobretudo por fragmentos de rocha meteorizada e matéria orgânica em decomposição.
Há animais que preferem solos coesos, outros vivem em solos com pouca coesão (p.e. arenosos). Há seres vivos como as minhocas que revolvem os solos e enriquecem-nos em matéria orgânica, tornando-os mais férteis!
Também a distribuição de plantas é influenciada pelo tipo de solos! Um solo arenoso e ácido é favorável a plantas como os pinheiros e as urzes.
A classificação dos solos está a cargo de uma comissão de especialistas. O Sistema de classificação mais pormenorizadoé o Comprehensive Soil Classification System (CSCS), que agrupa os solos de acordo com determinadas propriedades e com a presença de determinados horizontes (camadas).
O solo, para além da matéria orgânica e mineral, é também constituído por água e ar! Assim, realizou-se uma experiência para determinar qual o melhor solo (entre três tipos diferentes) com a quantidade de água certa para os seres vivos.
Bibliografia:
- Farndon, J. (1996). Diconário Escolar da Terra. Círculo de Leitores, Inglaterra, 192 pp.
- Morgan, S. (1997). A Ecologia - A Nova Enciclopédia das Ciências. Círculo de Leitores, 160 pp.
Existência de água em Marte pode não ser tão óbvia como se pensa
Sobre estas águas pluviais que entram na terra em regiões de alta altitude e saem mais abaixo em regiões como Meridiani Planum, o autor interroga-se sobre se os lençóis subterrâneos assim formados não terão contido organismos vivos , como aconteceu na Terra em Rio Tinto, no sudoeste de Espanha.
Massacre de pinheiros para conter uma praga...
Estão em curso medidas de combate a este parasita, nomeadamente:
-Abater e remover as árvores com sintomas, previamente identificadas.O material a abater é medido e classificado em função do seu estado fitossanitário.
- Tratamento dos cepos.
Os cepos resultantes do abate são devidamente tratados.
- Destruição dos sobrantes.
Os sobrantes da exploração são eliminados.
(fonte: Ministério da Agricultura)
Para saber mais: Programa Nacional de Luta Contra o Nemátode da Madeira do Pinheiro
Então o quem é este ser que tantos problemas está a trazer aos proprietários de explorações de pinheiros?
quinta-feira, março 08, 2007
Sem nada para fazer...

quarta-feira, março 07, 2007
E o lixo electrónico em Portugal?
(...)
... também é possível exigir aos distribuidores, como por exemplo hipermercados, que fiquem com o aparelho velho na compra de um novo. Francisco Barracha admite que haja empresas de distribuição a cobrar um custo por este serviço, mas lembra que o cidadão pode exigi-lo gratuitamente. "Se isso não acontecer, o consumidor pode reclamar junto da Inspecção-Geral do Ambiente", acrescentou.
(...)
O objectivo é responsabilizar os produtores e consumidores destes equipamentos pelo tratamento dos resíduos que produzem. O valor do equipamento encarece, mas garante-se que, após a sua morte, é enviado para a reciclagem.
Artigo completo em: DN Online
Aliança de empresas contra o lixo electrónico!

Por Alister Doyle
OSLO (Reuters) - Uma nova aliança liderada pela ONU determinará diretrizes mundiais para a disposição de produtos, a fim de proteger o meio ambiente contra as montanhas de lixo eletrônico como computadores, celulares e televisores que são descartados, anunciou o grupo na terça-feira.
Três agências da ONU, 16 empresas --entre as quais Microsoft, Hewlett-Packard e Philips --, diversas organizações governamentais e universidades anunciaram uma parceria com objetivos como promover mais reciclagem e ampliar a vida útil dos produtos eletrônicos.
"Existe uma urgente necessidade de harmonizar as abordagens quanto ao lixo eletrônico, em todo o mundo", disse Rüdiger Kühr, da Universidade da ONU, que comandará o secretariado do novo projeto StEP (Solving the E-waste Problem), em Bonn, Alemanha.
Ele disse à Reuters que os detritos eletrônicos --como fornos de microondas, baterias, copiadoras ou secadores-- podem liberar toxinas caso sejam incinerados.
Os aparelhos mais antigos contêm produtos químicos venenosos como toxinas ou metais pesados como o mercúrio e o cádmio.
Alguns produtos contêm metais valiosos como ouro, platina ou o índio, usado em televisores de telas planas, ou rutênio, usado em resistores. Os preços do índio, por exemplo, saltaram de 70 dólares por quilo em 2002 a 725 dólares por quilo atualmente.
Os detritos elétricos e eletrônicos estão entre as categorias de lixo de mais alto crescimento no mundo, e em breve devem atingir a marca dos 40 milhões de toneladas anuais, o suficiente para encher uma fileira de caminhões de lixo que se estenderia por metade do planeta, segundo o StEP.
O programa administrará diversos projetos, nos próximos anos, com custo provável da ordem de milhões de dólares, a fim de determinar diretrizes para a disposição de aparelhos, tomando por base a legislação de lugares como o Japão, a União Européia e os Estados Unidos.
O programa encorajará as empresas a fabricar produtos com vida útil mais longa e a fabricar produtos que possam ser atualizados, em lugar de substituídos e jogados no lixo. O secretariado terá três funcionários em período integral e terceirizará a maior parte de seu trabalho.
Imagem 3D de uma célula eucariótica
Cientistas produzem a primeira imagem 3D de alta resolução de uma célula eucariótica
:: 2007-03-07 Por Tradução de João Carvas *
* João Carvas é estudante de doutoramento em Friburgo e traduziu este artigo da Developmental Cell de ontem, 6 de Março.
Ver atigo completo em: Ciências Hoje
segunda-feira, março 05, 2007
Eclipse lunar!
Assim, todos os créditos da foto que vou publicar são dele. Obrigada Fernando Martins!
Para ver mais é clicar em Geoleiria ou Astroleiria e toda a reportagem, com fotografias, sobre os momentos vividos na Escola Rodrigues Lobo. A não perder!
Eclise lunar!
Assim, todos os créditos da foto que vou publicar são dele. Obrigada Fernando Martins!
Para ver mais é clicar em Geoleiria ou Astroleiria e toda a reportagem, com fotografias, sobre os momentos vividos na Escola Rodrigues Lobo. A não perder!
domingo, março 04, 2007
Um momento de descontração...
How Bizarre, dos OMC (grupo Neozelandês) .
sexta-feira, março 02, 2007
Novas imagens de Saturno!
01.03.2007 - 22h38 PUBLICO.PT
A sonda Cassini, da Agência espacial norte-americana, captou imagens nunca antes vistas de Saturno, de uma perspectiva diferente, revelou hoje a NASA.
“Finalmente, aqui estão as imagens que esperávamos há anos”, comentou Carolyn Porco, responsável pela equipa de imagem no Instituto de Ciência Espacial em Boulder, no Colorado.
“Movendo-nos acima de Saturno e vendo os anéis a espalhar-se por baixo de nós como um anel gigante é como explorar um mundo estranho que nunca vimos”, acrescentou, num comunicado divulgado pela NASA. “Simplesmente, não parece o mesmo lugar”.
As imagens foram captadas nos últimos dois meses e foram divulgadas hoje.
A sonda está, progressivamente, a aproximar-se do planeta, três anos depois de ter entrado na sua órbita.
A missão Cassini-Huygens é fruto de uma cooperação entre a NASA, a Agência Espacial Europeia (ESA) e a Agência Espacial Italiana.
Artigo em: Público
Site da Nasa sobre a missão Cassini-Huygens